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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Yu all - O Avatar - Capitulo 2

Anabela, the long life love of Bruno...




AshWorld
O espírito de Luís foi resgatado e enviado para a terra. Agora aguarda que o seu destino seja decidido pelos paladinos terrestres.Até que Luís pudesse recuperar todo o seu puder, este deverá viver através de um corpo humano.
Bruno, um jovem normal, filho de um grande general paladino foi o escolhido para partilhar este destino. A sua grande apetência para a magia faziam dele o hospedeiro ideal.

Como sempre acontecia com os jovens filhos de Paladinos, Bruno não fazia ideia de quem eram ou o que eram os Paladinos, do que é AshWorld, ou muito menos podia alguma vez saber qual o destino que seus pais aceitaram para ele.

O império de Gaia, havia decidido que AshWorld deveria ser herdado pelo império do Dragão e como prova de empenho em dar-lhes o planeta, Gaia ordenou à ordem de Paladinos que entregasse uma poção de sangue de elfo à emissária Cecília, que se encontrava na terra a recrutar jovens promissores para que se juntassem ao seu império. Com este sangue podiam ser preparadas poderosas poções que iriam ajudar no rápido desenvolvimento do império do Dragão.
Os mais promissores jovens eram Bruno e João. Segundo havia sido decidido, estes seriam ambos recrutados para o Império como sendo aqueles que iriam absorver a poção e tornar-se na grande força que destruiria Seol.
Bruno era filho de dois grandes paladinos, a linhagem deste clã de grandes guerreiros conferiam-lhe um grande poder e um promissor futuro.
Já João era uma inexplicável anomalia. Apenas o pai, e avós paternos eram paladinos e embora o poder dos seus antepassados não fosse muito grande, João havia nascido com uma inexplicável apetência para a magia.
É necessário agir e recrutar estes jovens o quanto antes. Antes que as forças de Seol os encontrem.

  Reunião de Paladinos
Com o debilitado actual estado de Luís, medidas tinham que ser tomadas. Gaia voltou com a sua palavra atrás e ordenou que a poção de elfo fosse usada para devolver o espírito de Luís a um corpo humano.
O seu espírito estava suspenso entre o mundo dos vivos e o dos mortos por uma poderosa magia que enfraquecia a cada minuto que passa. Várias providências deveriam ser rapidamente tomadas.
Cecília, Carolina e ShadowWolf os três emissários do Império do Dragão estavam em Lisboa como recrutadores e diplomatas e têm como principal missão garantir a selecção e segurança dos novos recrutas.
Inexplicavelmente as forças de Seol haviam entrado na Terra e estavam a matar os possíveis candidatos. As escolhas devem ser feitas rapidamente e a segurança dos jovens deve ser assegurada.
Os paladinos não estão a conseguir manter a segurança do planeta e como forma de resolver a questão decidiu-se que Bruno deveria ser o humano que iria receber grande parte do sangue de elfo, mas não com o objectivo de fortalecer o seu potencial mágico para que este fosse recrutado para o Clã do Dragão mas sim com o objectivo de preparar o seu corpo para que este sirva de receptor para o espírito de Luís.
Cecília Carolina e ShadowWolf não deveriam contar isto a ninguém, nem mesmo aos superiores do seu Clã, uma vez que isto podia provocar o fim das relações entre o Clã e Gaia.

  A mudança de Bruno
Os vários paladinos reúnem-se com Cecília, Carolina e ShadowGost.
Com um ar de liderança e aparente preocupação o pai de Bruno dirige-se a todos.

PAI DE BRUNO - Hoje temos uma importante missão. Temos que assegurar a sobrevivência do imortal Luís. O seu espírito sobreviverá através do corpo do meu filho Bruno. Ficou decidido que este não irá saber o que se passa. É provável que ele suspeite graças às capacidades de visão do passado, presente e futuro que corre no sangue da nossa família, mas estou certo que para ele que sempre viveu à parte deste mundo, tudo lhe irá parecer ficção, sonhos, delírios... Faço isto para o bem do clã, de todo o planeta Terra e AshWorld e especialmente para o bem dos próprios Luís e Bruno.
CAROLINA - Ele está aqui. Pára com o discurso, vamos proceder ao ritual.
CECÍLIA - Bruno, eu sei que nos podes ouvir. Estes sonhos desaparecem a partir de agora...

Bruno presencia tudo isto através de sonhos, mas neste caso o sonho termina com as palavras de Cecília. Acorda apenas na manhã seguinte. Está já atrasado para a defesa do seu primeiro caso como advogado. Bruno salta da cama e apressa-se. Ao sair de casa Cláudia vem ter com ele desejar-lhe boa sorte para o caso.
É estranho reparar que Bruno não está preocupado. Já não parece cansado como de costume. Além de tudo está com um sorriso, nada normal pensa ela. Nem mesmo quando ela lhe relembra que o chefe vai lá estar e que este é um caso de extrema importância ele demonstra o mínimo de preocupação.
Cláudia não se apercebe que Bruno não está preocupado e insiste "deves ter calma que tudo vai correr bem". Bruno pára tudo, olha-a nos olhos sorrindo e diz-lhe "claro que vai tudo correr bem".
Cláudia sorri perplexa com o anormal optimismo de Bruno.
Bruno corre para o tribunal. Ao chegar, o chefe já com má cara diz-lhe que as coisas se alteraram que existem provas que comprovam a culpa do seu cliente, que é um caso difícil e não deve ser ele a fazer a defesa.
BRUNO - Nada disso. Este caso é meu. Estou preparado.
Bruno continua caminhando com confiança, deixando o chefe para trás.
Passa por Anabela e cheio de convicção diz-lhe "bom dia, querida Belinha". Ela responde com um sorriso.
"Wouu que sorriso..." pensa Bruno, enquanto, cheio de confiança, entra na sala de audiências.
O seu cliente de nome António Jozé, mais conhecido como Dr. Tó, é filho de um juíz, é acusado de rapto e violação. Bruno olha-o avaliando-o e questionando-se sobre a sua inocência. Era notória a arrogância do jovem.
Em todo o caso Bruno está decidido. Um cliente é um cliente. Fui contratado para provar a sua inocência e é o que vou fazer.
O julgamento começa. Realmente haviam novas provas que sugeriam a culpa do seu cliente, mas nada para além da vitória paira na cabeça de Bruno.
As provas surgem, as testemunhas atropelam-se. Nada bate certo. A acusação nada consegue provar. Para Bruno esta foi uma defesa fácil. Este sai da sala de audiências com um ar de sucesso. Foi o seu primeiro caso e havia conseguido ilibar o seu cliente de todas as acusações.
O seu chefe apressa-se para o cumprimentar.
CHEFE - Saíste-te bem miúdo.
"Tive um bom professor", diz Bruno bajulando o seu chefe.
Ao mesmo tempo o chefe chama Anabela para que venha cumprimentar Bruno. Anabela está furiosa. Olha Bruno com um ar de desagrado e sai dali sem sequer o felicitar.
CHEFE - Não lhe ligues. Ainda é jovem. Aparece mais logo na festa. O nosso cliente fez questão de nos convidar. Não te atrevas a faltar... espera Anabela.
Dito isto Bruno é deixado só. O seu chefe corre atrás de Anabela.
Bruno, já ao longe parece ouvir o chefe a dizer a Anabela "querida, não podes reagir assim". "Não, devo ter ouvido mal!" prefere ele pensar.


Reviravolta
O julgamento havia durado toda a manhã e grande parte da tarde. Quando Bruno chega a casa para se preparar para o seu grande jantar de comemoração Cláudia espera-o. Esta já sabia da vitória dele e havia preparado um jantar de comemoração.
"Falaram agora do teu caso na T.V., preparei um jantar para nós comemorar-mos" disse-lhe Cláudia correndo para o felicitar.
Era visível o seu olhar de tristeza ao saber que não poderia comemorar este momento com Bruno. Sem grande tempo este ainda tenta animá-la e comer um pouco, mas tem que se apressar, o local do jantar com o cliente ainda é longe.
De qualquer das formas para Bruno aquele jantar parecia-lhe algo anormal. Afinal de contas Bruno e Cláudia são apenas amigos. O gesto dela  merece a sua melhor consideração, mas seria possível que algo estivesse a surgir ali? A dúvida começa a abalar Bruno. Em todo o caso este tem que se apressar e não tem tempo para pensar em romances. Para ele Cláudia é apenas uma boa amiga e assim deve continuar. No seu coração há apenas lugar para Anabela.

Já no jantar todos felicitam o jovem Dr. Tó e o seu advogado. Ambos são o brilho da festa. A noite passa, Bruno é elogiado por todos, conhece vários contactos importantes para o seu futuro profissional, bebe bastante.  É já quase de madrugada quando o seu chefe lhe diz que é melhor irem embora.
BRUNO - Antes vou só passar no WC.
A caminho da casa de banho, Bruno repara que o Dr. Tó que está a agarrar violentamente uma empregada tentando beijá-la. Ele corre para os separar, nota que o jovem também bebeu demasiado e brinca com a situação.
BRUNO - Se continuares assim terei que ir novamente a tribunal defender-te. Ao menos devo ter mais vitórias esmagadoras como a de hoje.
DR. TÓ - Vitórias fáceis queres tu dizer! Assim acho que nem de advogado precisava.
BRUNO - O que estás a insinuar?
Enquanto isto o chefe de Bruno aproxima-se.
DR. TÓ - Se não fosse o meu pai a dar um jeito em algumas pessoas tu nem servirias para me lamber os sapatos.
CHEFE - Vamos lá a ter calma. É melhor irmos embora. Vamos Bruno.
BRUNO - O que é que ele está a dizer? Isto é verdade?
CHEFE - Não vamos falar disso agora. Deixemos o senhor Dr. ir deitar-se Vamos embora!
Ao mesmo tempo o chefe agarra Bruno e diz-lhe ao ouvido.
CHEFE - Não sabes onde te estás a meter. É melhor não saberes de nada. Vamos antes que as coisas corram mal.
Dizendo isto entra um segurança na sala. O jovem dirige-se a ele e ordena-lhe que dê uma lição a Bruno. Mais dois seguranças aparecem.
CHEFE - Vamos a ter calma. Nada disto é necessário. Eu assumo a responsabilidade. Vamos a ter calma.

Bruno não pode acreditar no que se está a passar. Não sabe como reagir.
Os seguranças agarram-no a ele e ao Chefe.

(continua)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Soften a cold heart


















O dia amanhece!
O sol surge lentamente no horizonte.
Jorge, coloca os pés na pacata vila.
Jorge, um homem com expectativas de ser aquele que trará uma nova ordem ao mundo, aparece pela primeira vez no solo de Sintra.
Vestido de preto! Cara de poucos amigos! Com o porte de militar que todos na vila estavam habituados a ver.
Jorge avança triunfalmente.
Jorge, apenas mais um forasteiro para os habitantes locais.
Jorge, o novo recruta para a polícia.
O seu rosto demonstra decisão.
A confiança transborda pelo seu olhar.
Jorge está pronto para completar a sua primeira missão.

A data é 13 de Janeiro de 1856. A data que Jorge nunca esquecerá.
Jorge faz hoje 36 anos. Esta é a primeira vez que sai da academia onde treinara por toda a sua vida!
Uma experiência inovadora!
Uma aposta do mais alto treino militar!
Jorge é o orgulho dos seus superiores.
Sintra, o distrito que secretamente lhe foi confiado.

Missão:
"A aparente calma de Sintra, necessita de alguém com capacidade para a libertar das amarras da podridão e corrupção!"

Esta é a única frase constante do relatório que foi confiado a Jorge.
Para ele esta vila não é mais que o seu novo campo de treino. A nova localização a ser conquistada!
Cheio de convicção, Jorge avança pela aparentemente pacata vila com o pensamento fixo na ideia de que rapidamente tudo estará aos seus pés.

O cheiro da serra, o vento frio da montanha, os gritos das crianças que brincam por perto, nada distrai Jorge.
Ao longe pode ver-se o centro da vila. Perto do centro, pode ver-se o local onde Jorge ficara hospedado.

"Uma estranha residencial, óptima para o teu início de missão"
É o que lhe foi dito.

"Aparentemente tudo está normal na vila" pensa Jorge ao colocar os pés na residencial.
Rapidamente o seu pensamento é invadido pelo cheiro a vómito e mofo. Um olhar mais atento e Jorge percebe de onde vem o cheiro. A residencial era velha, suja e parecia pronta a desabar a qualquer momento.
A maioria dos quartos estavam vagos e a pequena parte que eram usados estavam aos cuidados de vagabundos, drogados, prostitutas e os recentemente chegados recrutas para a polícia local.

Este ambiente em nada assusta Jorge.
Jorge foi treinado para ser o guerreiro mais forte, resistente, corajoso e inteligente que a força policial portuguesa alguma vez teve o prazer de possuir.

"Nada o pode deter!"
É o pensamento de todos os que o conhecem.

Com um olhar de decisão Jorge entra na residencial.
Um velho corcunda espera-o na entrada. O ar de superioridade deste é apenas superado pelo seu odor.
O mau cheiro não era só da própria residencial, mas também do seu staff.
Com uma arrogância que surpreende Jorge o corcunda encaminha-o ao quarto que lhe está atribuído.

"Este é o nosso melhor quarto. Deve ser alguém importante!" , diz o corcunda a Jorge.
Jorge não responde. Segue em direcção ao seu quarto sem perder tempo.
O corcunda nada satisfeito persegue-o reclamando.
"Não o quero ver a rondar por aí. Não se meta com os outros hóspedes e não me cause problemas. Deve seguir para a direita, tomar o elevador esquerdo e seguir directo para o seu quarto."

Jorge sentia pela primeira vez o desejo de sangue.
Corcunda irritante.
Hospedado no centro de podridão local.
Ansiedade por começar a sua missão.
Jorge era para todos um normal novo recruta. A sua missão era secreta.
Mas Jorge não é um recruta normal. O seu treino era tanto militar como religioso. Este inquisidor semi-actual estava aqui para abalar as fundações da própria terra que pisava.
Mal havia chegado e já desejava completar a sua missão com ferro e fogo!

Jorge decidiu vaguear pela residencial.
Contemplar a extensão da degradação a destruir.
As mulheres semi-nuas insinuavam-se a ele e os seus donos abordavam-no com a maior das naturalidades.
"Então meu caro, não gosta do produto?"
"Posso fazer-lhe um preço de amigos."
"A policia tem sempre tratamento especial."

Pelo chão não faltavam vagabundos, ratos e insectos que rastejavam por todo o lado.
A agressividade surge descontroladamente em Jorge.
"Este antro tem que ser destruído e com ele todos os que cá habitam." pensa Jorge.

Jorge corre para as escadas. Sobe a correr os seus cinco andares e chega a um pequeno terraço.
Daqui avista a bela vila.
Lentamente a paisagem dá a Jorge a calma que necessita.
As árvores da serra, o palácio da pena lá no cimo, os jardins repletos de crianças que brincam felizes.
Os pensamentos de Jorge apaziguam. A destruição que habita o seu coração diminui.

Mas... gritos! Ouvem-se gritos. De onde vêm? Jorge aproxima-se do parapeito.
Umas varanda mais abaixo. No prédio ao lado. Jorge... vê... a mulher da sua vida. Pele clara, cabelo negro, corpo esbelto. Este seria o momento perfeito caso não estivesse a discutir com um homem que violentamente a agarra.

O sentimento de justiça e rectidão fala mais alto. Jorge salta do parapeito para o pouco telhado do seu prédio e corre em direcção à violenta discussão.
Ao longe um Homem bate na deusa de Jorge. Nada o pode parar agora. este salta em direcção ao prédio onde se desenrola a cena. Consegue cair na varanda do andar de baixo. Sobe para a varanda do andar onde se desenrola a bruta discussão e grita uma ordem ao homem.

"Pára! Ou vais arrepender-te profundamente!"
Já no seu olhar brilhava o desejo renovado de sangue. Dirige-se ao homem com o desejo único de proteger a sua donzela.

"Homens, venham cá rápido" grita o infeliz tentando esconder-se atrás de uma mesa.
A porta abre-se!
Entram três polícias.

Jorge pára.
"Polícia!" Jorge não pode combater com a polícia.
Os três homens correm na sua direcção.
Agarram-no.
Algemam-no.
Jorge não resiste.

Jorge é arrastado para fora do quarto. Jorge tem ainda uns segundos para se certificar que a sua deusa está bem. Os seus olhares tocam-se. Ela está com a roupa rasgada, com a cara vermelha. Ela olha-o fixamente. Os seus lábios parecem sussurrar algo.
Jorge percebe um "obrigado" na sua voz surda.
Para Jorge isto valeu todo o esforço.

Horas passaram.
Jorge foi levado para trás das grades. Daqui pode apenas ver o sol esconder-se por trás das colinas da serra.
Já a noite havia invadido a sua cela quando a situação ficou explicada. Jorge assina um depoimento onde consta que o Sr. Dr. Hugo, presidente da Câmara, havia sido vítima de um injusto ataque por Jorge, mas como Jorge é ainda um recém chegado, novo recruta e jovem imaturo, o Sr. Dr. Hugo aceita esquecer a situação.
Jorge foi libertado, mas não se livrou de uma boa surra dada pelos seus novos colegas de trabalho.
Jorge nada sentiu.
No seu coração habitava agora a bela Juliana e apenas este novo sentimento se fazia sentir em seu corpo.
Juliana, a filha de um desgraçado que havia sido obrigado a entregar a própria filha como pagamento por uma dívida que nunca existira.

Jorge tem que esquecer a rapariga.
A sua missão é mais importante! A vila está corrompida pelas chamas do demónio. "A ira divina terá que descer sobre a vila." E Jorge é aquele que deve trazer a justiça aos que dela necessitam.
O seu antiquado fanatismo religioso, o seu cego sentido de justiça e o seu desejo de vingança eram agora um. Por alguns minutos nada mais envolveu o seu pensamento, mas lentamente estes foram novamente rasgados pelo pensamento em Juliana.

A residência está fechada quando Jorge lá chega.
O corcunda nada satisfeito veio abrir a porta. Desta vez certificou-se que Jorge entrava no quarto e não voltava a sair.

Poucas horas passaram e já Jorge se apresentava na esquadra para o seu primeiro dia de trabalho.
Nada o salvou de uma reprimenda por não se ter apresentado ao trabalho no dia anterior, e por estar cheio de mazelas. Nada importava se foram os próprios colegas que lhe deram uma sova. Aquilo não eram condições de um novo recruta se apresentar ao trabalho.
Jorge não se tentou explicar.
Estava pronto para o seu trabalho.
Vigília das ruas mais vagabundas da vila, mais de 20km, a pé, sem possibilidade para usar nenhum meio de transporte.
Durante dias Jorge fez o seu trabalho com zelo e sem reclamar.
Os 20km passaram a 30km.
O "a pé" passou a "com mochila às costas". Era necessário fazer umas entregas e Jorge era o recruta ideal para o trabalho.
Jorge aproveitou para conhecer a vila.
Jorge aproveitou para conhecer as pessoas.
Jorge aproveitou para saber quem estava podre e quem merecia ser salvo da sua ira.
Jorge aproveitou para saber mais sobre a sua amada. Não conseguia esquecê-la. Cada dia que passava mais ele pensava nela.
Juliana a pobre coitada, prisioneira na sua própria mansão.
Juliana a sonsa que havia subido na vida graças ao Sr. Hugo.
Juliana a bondosa que ajuda os mais pobres sem que o Sr. Presidente saiba.
Juliana a arrogante que já não ligava ás amigas.
Sra. Juliana a criança mimada que não sabe cuidar do marido.
Dona Juliana a antipática que não cumprimenta os criados nem respeita a família e amigos do marido.
A Juliana que abandonara os pais e fora viver para a parte rica da cidade.
Toda a gente conhece a Juliana.
Toda a gente tem opinião sobre a Juliana.
Mas já se haviam passado anos desde que alguém havia realmente falado com Juliana sem que alguém estivesse por perto para a espiar.

Jorge não desiste. Ele será o primeiro a quebrar esta prisão em que a sua amada se encontra.

Já era noite.
O presidente está fora da cidade.
Jorge entra na mansão. Sobe uma trepadeira em direcção à janela. Entra no quarto e percorre a casa.

"Que faz aqui?"
Uma voz feminina surpreende Jorge.
Este volta-se.
Uma mulher.
Era uma mulher! Madura, bem arranjada e perfumada.
"Ainda por cima com esses sapatos sujos. Os criados não podem vir aos quartos, saia já daqui!"
Jorge explica que quer apenas entregar um recado do Sr. Dr. a Juliana.

"Último quarto à direita! Mas seja rápido."
Jorge corre para o quarto. Bate à porta.
"Entre!"
A porta abre-se.
Os seus olhos embatem nos de Juliana.
O seu corpo coberto por um longo vestido de seda, o seu cabelo apanhado, a sua perfeição.
"O que deseja?"
O corpo de Jorge estremece. Será possível que ela não se recorde dele?!
Jorge olha-a calado.
Uns momentos de silêncio em que os seus olhares se tocam passam lentamente.
A boca de Juliana abre-se.
"Mas...tu...aqui...como?...o que faz aqui?"
Jorge avança para ela. Jorge não sabe como lidar com o amor. Jorge declara-se apaixonado e diz que a veio libertar.
Juliana não sabe se há-de sorrir ou chorar. Ela lembra-se de Jorge e do seu acto heróico. Ela também o esperou. Ela também sonhou com a possibilidade. Mas, não! A união dos dois não é possível.
O presidente não é homem a quem se possa escapar. A vida de ambos estaria em risco. A vida da família de  Juliana estaria em risco. Não há nada que se possa fazer. Juliana havia aceite o seu destino. Estava disposta a viver aquela vida para todo o sempre.

Mas Jorge, ele não, ele já não mais suportava aquela vida. Ele já mais poderia viver longe dela. Ainda mais agora que sabia que era possível. Jorge quer enfrentar tudo e todos.
A noite passa.
A lua deita-se no horizonte.
Com o tempo Juliana acalma Jorge. Uma amizade e romance fortalece naquela noite.
Desse dia em diante Jorge encontra-se sempre que possível com Juliana.

A missão de Jorge começa lentamente a ser afastada dos seus pensamentos.
Jorge compreende que familiares de Juliana estão também metidos na podridão da sociedade. Jorge não os pode destruir. Jorge não poderá suportar ver o olhar da sua amada mais triste ainda.
Jorge adia a sua missão.
Os superiores de Jorge contactam-no. Querem saber porque é que a missão não está completa. Porque é que ainda não receberam relatórios com as provas ou suspeitas de Jorge. Porque é que ainda ninguém morreu!?
Colegas menos capazes do que Jorge haviam já completado as suas missões. E Jorge!? O que anda ele a fazer?

Mas para Jorge há apenas uma missão. Fazer feliz a sua amada.

É noite. Jorge termina mais um dia de trabalho. Entra na residencial a pensar na sua amada. Jorge e Juliana já se conhecem há meses.
Até parece que ouve a sua voz.
Ou será verdade?! É a voz de Juliana. Juliana estava na residencial!

Cada dia mais bela, ali estava ela.
Acompanhada pelos criados e pelo Sr. Dr Presidente. A residencial estava a ser inspeccionada era o que dizia o Presidente rindo com o estalajadeiro corcunda.
Jorge finge não os conhecer e dirige-se ao elevador.
"Segure a porta do elevador" ouve ele.
Era a voz do corcunda.
"O Sr. Presidente vai subir também."
Junto com Jorge entram no elevador o presidente, a Juliana e as duas criadas.
Mal as portas se fecham o presidente deixa cair a mascara da falsidade e berra com a amada de Jorge.
Faz um escândalo porque acha que Juliana estava a sorrir demasiado para o corcunda. As criadas viram a cara e fingem que nada se passa. Uma delas parece reconhecer Jorge. Já o tinha visto várias vezes na casa do Sr. Dr.. E agora, ali estava Jorge vestido de policia. Jorge finge não a conhecer.
"Pásss"
A cena é interrompida pelo som de um estalo.
O facto de que Juliana estava calada tentando abafar a cena foi interpretado pelo Sr. Dr. como um sinal de indiferença e castigado de acordo.
A ira subiu ao coração de Jorge.
A criada solta num grito, "mas és tu".
As portas do elevador abrem-se. Jorge empurra a criada para fora do elevador agarra o Sr. Dr. e atira-o contra uma das paredes do elevador.
O elevador, de madeira podre parte-se e os dois entram pela parede de um quarto desabitado.
O Presidente tenta defender-se com um punhal que trazia consigo.
Jorge não se deteve. Retirou a arma ao Presidente e espetou-a na barriga dele. Este cai no chão.
As criadas correm em seu auxílio.
Juliana olha-o do elevador.
Agora não se pode voltar atrás.
Jorge olha para Juliana como que procurando aprovação, mas nada recebe de seu olhar.
Os gritos das criadas estavam a atrair muita atenção.
Jorge agarra cada uma pelos cabelos e rapidamente, como só um assassino treinado seria capaz, corta-lhes as gargantas.
Corre para o elevador.
Juliana dá-lhe a mão e carrega no botão do piso zero.
Ao saírem do elevador já o corcunda ia a entrar.
"Que barulheira, o que será que se passa?"
O corcunda parece nem reparar no buraco na parede do elevador nem no facto de Juliana estar ali sem o Sr. Presidente.

Juliana sai do elevador mas Jorge fica para trás.
Volta minutos depois.
Juliana percebe que a sua roupa agora tem algumas mancha de sangue, que até à pouco não existiam.
Juliana e Jorge correm.
Juliana quer despedir-se de seus pais, sabe que pode nunca mais os ver.
Jorge deixa-a na casa deles e pede-lhe que espere por ele.
Já era manhã quando Jorge volta.
Nas ruas viam-se vários polícias agitados.
Jorge com um grande sorriso e com uma nova farda diz apenas.
"Estou pronto. Nada mais me prende a esta vila."
Ambos saíram da vila e nunca mais foram vistos!

Fim.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 22


(rewrote)

Velhos amigos

Aproximei-me lentamente do castelo. Subitamente um velho surgiu.
- Olá Pyros, como tens passado?
Não sei quem ele é, mas arrogantemente digo-lhe.
- Quem és tu? Conheces-me?
- Ora, ora, não te lembras dos teus amigos. Devias lembrar-te principalmente daqueles que te deram grandes presentes. Vieste retribuir o favor?
- Este velho já me estava a irritar. Orientei um dos espíritos para o agarrar. Ao chegar perto dele os meus espíritos é que foram agarrados pelo espírito de vários Orcs.
Quem és tu? - perguntei mais uma vez.
- O teu querido mestre.
- Mestre... espíritos... Não podia ser, seria o ShadowWolf?
- Parece que já te lembras de mim. A nossa troca de presentes foi fantástica, não achas? Tu a receberes o meu poder, eu a receber o teu...
O que torna tudo mais interessante é que naquele dia quando me senti a morrer apenas desejei passar-te algum do meu poder para que pudesses sobreviver. Afinal acabei por te corromper de poder negro e mesmo sem querer, absorvi parte do teu querido poder de elfo.
Graças a ti sobrevivi e tornei-me muito poderoso. Obrigado pequeno João.
- O pequeno João já não existe. Diz-me, foste tu que provocaste a morte de todos os Orcs? Onde está Cecília, ela era tua amiga, vais ajudar-me a procurá-la?
Além de tudo o que se está a passar, sinto um aperto no peito. Cecília está em perigo, algo me diz que se não a ajudar rápido ela não sobrevive.
- Falas demais Pyros. Ela está comigo, por enquanto está a salvo. Decidi não a absorver até te reencontrar, em troca fui absorvendo estes Orcs.
- À minha volta surgiram milhares de almas de vários seres. Invoquei também todo o meu exército, que no meio do inimigo pareciam muito poucos.
Mais uma vez estava em desvantagem.
- Agora sou conhecido por Sombra. Um ser muito mais escuro, sombrio e poderoso que tu. Nem mesmo nesse estado de raiva, nesse estado de corrupção de magia negra, nesse estado em que absorveste todo o poder elfico e sobrou apenas destruição, nem assim tens a mínima hipótese de salvar Cecília. Tenho que admitir, o torneio com os Orcs fez-te bem. Se quiseres ver pela ultima vez a Cecília procura-me.
Dizendo isto desfez-se numa fumaça negra, parecida com uma sombra e rapidamente sumiu em direcção ao castelo. Os seus guerreiro começaram a atacar os meus. Uma luta entre todos começou.
Forcei o meu Corpo para o mundo dos espíritos onde estava mais protegido e fui correndo em direcção ao castelo destruindo todos os inimigos que podia.
Os ataques dos seus guerreiros eram bastante básicos. Nitidamente eram almas escravizadas que não lutavam por si.
Os meus guerreiros estavam em inferioridade numérica, mas nitidamente eram mais fortes.
Aos poucos, espíritos dos dois lados ficavam demasiado fracos para permanecer no mundo físico e eram expulsos para o mundo interior do respectivo mestre.
Demorei uns dez minutos para entrar no castelo, mas por esta altura já quase todos os seus guerreiros haviam sido vencidos.
Mal pisei a porta os espíritos de fora pararam de atacar e desapareceram.
As minhas forças estavam reduzidas a metade.
Entrei. Havia uma enorme sala onde o ShadowWolf estava perto do corpo de Cecília.
Despachei-me a tentar aproximar-me deles.
ShadowWolf cercou-se de monstros negros e sedentos de sangue.
- Gostas das alterações que fiz aos meus lobos?
- Como podia ele ter feito aquilo aos seus companheiros. Estavam em sofrimentos. Enraivecidos pelo poder negro. Ainda bem que tinha tido todos aqueles mestres do clã do Dragão, caso contrário um dia eu podia vir a estar assim.
O Próprio ShadowWolf estava mudado, obcecado por poder e destruição, tal como eu começara a ficar no início quando usava o poder negro.
Era nítido o seu corrompimento. Apenas a sua destruição o poderia agora devolver à sua forma original.
Ataquei-o de frente. Os seus lobos correram na minha direcção.
Os meus companheiros pouco podiam fazer contra eles.
Lutávamos o melhor que podíamos. Mas nitidamente o seu poder era muito superior.
Raulian prendera um dos lobos pelo pescoço enquanto Octávio tentava quebrá-lo ao meio. Nada acontecia. O lobo simplesmente não podia ser destruído. Todos lutavam para me proteger, mas não estavam a conseguir grande resultado. Apenas eu conseguia ferir os lobos. Mas eram demasiados para que os conseguisse destruir e controlar a situação. A situação era desesperante.
Lutei nestas condições por uns 15 minutos, até que no cimo do castelo vi alguém. Era Guilherme. Este saltou para cima de ShadowWolf, detendo a sua atenção por instantes.
ShadowWolf gritou para comigo:
- Os teus amigos chegaram para te ajudar.
Rafaela, Cristina, Lara, o necromante, vários vampiros e outros guerreiros entraram pelo castelo dentro.
ShadowWolf invocou os Orcs novamente.
- Vou deixar-me de brincadeiras e absorver as almas de todos vos. – Disse ele.
- Ninguém se intimidou. Vários xamans libertavam agora os seus aliados.
ShadowWolf estava em inferioridade numérica, com o facto de estar a lutar com Guilherme, não se conseguiu concentrar o suficiente para controlar os Orcs, estes foram rapidamente controlados.
Rafaela e os restantes espíritas orientaram animais nitidamente mais fortes que os restantes em direcção aos lobos de ShadowWolf. Ao lutarem as energias de ambos os animais espíritos eram banidos para o outro mundo. Rapidamente a situação ficou controlada.
ShadowWolf parecia inconformado.
- Não vou morrer sozinho.
Invoco-te dragão negro. – Dizendo isto começou a sair do seu corpo uma fumaça que se fundiu com os restos dos espíritos que ainda não haviam sido banidos, formando uma espécie de dragão. Na realidade facilmente notei que este dragão não era mais que uma aberração formada pela energia dos seus espíritos fundida um um só corpo. Mal o dragão se formou, consumiu o próprio ShadowWolf, toda a energia dele estava agora unida num único ser. O seu poder aumentou drasticamente, mas era notório que este não era mais do que um ataque de desespero. Se nos afastássemos, provavelmente o estado caótico deste decadente dragão iria provocar o seu próprio colapso sem termos que o enfrentar. Cada ataque seu era seguido por gritos de raiva e dor. A vitória estava garantida.
Todos percebemos o que se estava a passar. Todos nos afastamos e atacávamos apenas com armas de longo alcance. A situação ficou controlada. Lara decidiu que talvez fosse melhor capturar o inimigo ao invés de o destruir. Começou a invocar um encantamento, enquanto alguns dos guerreiros saiam do castelo para avaliar se estávamos a salvo.
O dragão, estava quase sem reacção. Já não constituía um perigo. Repentinamente este começa a ri de forma histérica.
Como podia rir se estava perto da morte!?
Sem que pudéssemos reagir, estes corre na direcção de Cecília que se encontrava inconsciente no centro da sala. Todos o tentamos parar, mas foi impossível.
O dragão desfez-se em fumaça e infiltrou-se no corpo de Cecília. Corri para a ajudar, mas antes que me pudesse aproximar o seu corpo foi reduzido a cinzas por uma explosão.
Concentrei-me em absorver o espírito de Cecília. Não a podia deixar sucumbir.
Consegui mantê-la por alguns minutos em meu poder. O espírito dela estava muito perturbado. Para além disto, este não tinha um corpo que o mantivesse neste mundo e que servisse de meio para que a conseguisse absorver.
- Cecília, não podes partir, eu amo-te.
- João, não posso dizer-te o mesmo.
Não sei se no futuro poderia vir a amar-te. Mas não consegui sentir que te amava durante o tempo que estivemos juntos.
Infelizmente esse tempo acabou para mim.
- A sua energia foi desaparecendo, fiz todos os esforços para a manter neste mundo, mas lentamente a sua alma já não existia mais.
- Não! - Gritei
O sofrimento era demasiado. Não podia aceitar que aquilo havia acontecido.
Mesmo com a sua morte não estava preparado para aceitar a sua destruição. A perda dela para sempre.
Levitei no ar, dizendo a todos:
- Obrigado por tudo o que fizeram, nunca os esquecerei!
E num raio de luz, já não mais ali estava.
...Voei para longe.
...

End of season one of Yu All - Blood Elf.

sábado, 12 de junho de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 21

(rewrote)
Novos desafios


Cada dia que passa neste estranho mundo, sinto-me mais e mais forte e mesmo assim nunca pareço estar à altura das expectativas. Desde que vim para este mundo, sempre achei que aqui conseguiria ser feliz, mas na realidade tudo o que tenho feito é rodear-me de mais e mais conflitos, de mais e mais guerras.
Talvez agora esteja na altura de alterar isso.
Agora o meu poder é imenso, consigo orientar as minhas almas até cerca de meio quilometro de distancia sem dificuldade. Tudo neste espaço está sobre o meu domínio. Aqui sou omnipresente e omnipotente.
Eu realmente posso construir um mundo diferente, posso quase que dar imortalidade a quem o desejar, todos podem viver através de mim. Se conseguisse controlar e supervisionar totalmente estes meus espíritos podia patrulhar o mundo, ser quase que o guardião, o policia, o mestre do mundo...! Agora posso tornar-me Deus!

Aproximava-me rapidamente da aldeia Orc, percebia porque aqui ninguém quer ouvir falar de carros ou aviões. Agora podia perceber porque nunca ninguém quer ouvir falar de qualquer tecnologia humana. Eu estava a levitar, viajando a uma grande velocidade, com um poder quase que inimaginável desde que entrei neste mundo. Para que precisava eu da limitada tecnologia existente na terra!?
Encontro-me ainda a alguns minutos de distância da aldeia Orc, podia ver toda a aldeia através dos olhos dos espíritos. A aldeia está completamente destruída como era isto possível!? Os Orcs não abandonariam facilmente a aldeia. Pensar que todos aqueles poderosos e ferozes guerreiros haviam sido derrotados não era sequer imaginável. O que poderia ter acontecido aqui?
Aproximei-me o mais rapidamente que pude. Ao aproximar-me consegui sentir uma alma moribunda, era um Orc que estava perto da morte. Absorvi-o e trouxa-o à minha presença.
- Que se passa onde estou? - Gritava o Orc.
- Acalma-te. Venho em nome do Cla do Dragão. O que se passou aqui?
- O Orc olhou-me com medo.
- Tu! És o Pyros, Cecília esperou por ti o máximo que pôde.
- Cecília, onde está ela?
- Foi enfrentar a Sombra.
- A sombra? O que queres dizer com isso?
- Não te zangues não te posso ajudar. Não o deixes apanhar-me.
- Não te quero fazer mal, Diz-me apenas onde posso encontrar a Cecília.
- Não me faças mal. Ela foi para o norte, eu não tive culpa. Ela foi porque quis. Deixa-me ir. Não me leves para o norte, vou ser morto como os outros.
- Raulian interveio. – Mestre, esse espírito está demasiado perturbado, é melhor escraviza-lo. Se o mantivermos lúcido só vai perturbar o nosso poder. Ainda não estamos fortes o suficiente para possibilitar almas tão diferentes e tão confusas perturbarem a nossa união de mentes.
- Não me agrada escravizar uma alma. Se ele não me vai ajudar por livre vontade é melhor liberta-lo.
- Mas não sabemos o efeito disso. Não será muito arriscado?
- É uma boa altura para descobrir.
- Esta seria a primeira vez que ia libertar uma alma consciente. Queria saber o que iria acontecer.
Lentamente recordei os ensinamentos de Rafaela, concentrei-me e consegui libertar o seu espírito... e...nada!
Depois de libertar a alma, não notei diferença. Não notei uma perda de poder. Não sei o que foi feito do espírito. Simplesmente não estava mais ali.
Raulian era o grande aficionado em estudar este mundo dos espíritos, rapidamente se apercebeu de um grande potencial.
Eu deveria absorver todos os seres à minha volta e libertar novamente o seu poder. Se o meu poder aumenta com cada absorção de espíritos e não perco poder em libertar as almas, podia sacrificar tudo à minha volta e usar a sua morte para aumentar drasticamente o meu poder. Tudo isto sem a necessidade de escravizar espíritos correndo o risco de enlouquecer no processo. Com o meu nível de poder podia, facilmente, matar tudo à minha volta, absorver-los e liberta-los novamente, assim iria ficar rapidamente mais forte. O processo é ligeiramente diferente de quando é feito inconscientemente absorvendo e libertando insectos e pequenos roedores.
A ideia de matar tudo não me agradava, mas Raulian não estava disposto a desistir da ideia. Se não queria matar tudo, os meus actuais espíritos podiam decidir quem matar. Eu só tinha que lhes dar o poder para tal, argumentava Raulian.
Isto era algo que também não desejava. Permitir que vampiros decidissem quem matar. Certamente iriam matar tudo que conseguissem, o que resultava no mesmo. E se lhes desse muito poder, quem sabe o que iria acontecer. Não tinha a certeza se podia confiar em todos eles. Todos juntos podiam simplesmente tornar-me num recipiente para formar o seu novo clã. Uns novos seres. Basicamente guerreiros fantasmas, onde eu seria apenas o seu "carregador" a sua "casa"... esta ideia também não me agradava nada!
Embora não tivesse razões para desconfiar deles, não tinha a certeza se não seria possível fazer isto nem se não seria o que eles desejavam tentar. Afinal de contas neste momento tudo me parecia possível.
- Não! - Decidi-me.
- Vamos apenas absorver os nossos inimigos. Não vou tolerar desobediências.
- Raulian não esperava por esta firmeza, mas garantiu-me que as minhas ordens seriam seguidas.
Continuamos em direcção ao norte a toda a velocidade.
A pouco e pouco apercebi-me de uma grande força que se fazia sentir.
Segui na sua direcção.

Ao longe, vi um castelo surgir. Este castelo não era normal, os meus espíritos não conseguiam lá entrar. Não consegui perceber porquê, afinal eles eram fantasmas, deviam conseguir ir a todos os locais.
Aproximei-me lentamente, quando subitamente um velho surgiu perante mim.
- Olá Pyros, como tens passado? É bom reencontrar-te!
- Quem és tu? Como sabes o meu nome?
...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 20



(rewrote)

Nova liderança - Rebentos de paz depois da destruição




Alucard aproximou-se de mim.
-Tu!
Disse-me ele com uma voz que parecia vir de todos os lados e com uma entoação desconcertante.
- Tu, não me atacaste! Além disso tens o potencial para ser o novo chefe deste clã. Espero que na altura que decidas atacar-me estejas melhor preparado que Octávio. Daqui a um século encontraremos-nos aqui. Não me faças procurar-te.
Alucard levitou, lentamente retomando a sua forma original, menos demoníaca.
Afastava-se cada vez mais, cada vez mais rápido; e eu ali fiquei, imóvel, sem saber o que fazer ou dizer. Quando este estava a uns cem metros começou a rir e desapareceu em zig zags mais rápidos do que o meu olhar podia acompanhar.
É-me difícil acreditar que Octávio, que sempre sabia tudo, sempre estava preparado, havia sido derrotado tão facilmente.
Estava perplexo, incrédulo com o que acabara de ocorrer.
No campo de batalha o cheiro de carne queimada e a visão de vários vampiros meus conhecidos, tornavam insuportável a minha presença naquele local.

Os poucos vampiros que haviam restado vieram ter comigo.
- Mestre! Rápido, salve-nos a todos.
Salvá-los? O que podia eu fazer? Estão todos mortos!

- O que posso eu fazer para salvá-los a todos?
- O mestre tem que absorver as almas de todos. Octávio disse que se ele falhassem apenas você os poderia salvar.
- ...Mas são tantos... e já estão mortos, não os posso ajudar...
- Octávio previu que isto poderia acontecer. Ele disse-nos que agora que já não tem uma tão grande concentração de poder de elfo e que finalmente libertou todo o seu potencial negro você seria capaz de tudo.

Fiquei confuso com este plano, mas não tinha tempo para pensar. Realmente era uma boa ideia, absorver o seu poder, os seus espíritos.
Concentrei-me. Comecei a reunir todo o meu poder. Raulian e os restantes companheiros estavam prontos para orientar todas as almas no instante em que fossem absorvidas.
Aos poucos fui capaz de sentir cada um dos meus companheiros moribundos, a fragilidade dos seus corpos, as suas almas prestes a partir para o outro mundo. A maioria estava perto da morte total, mas estavam ainda vivos. Octávio havia ordenado que ninguém se excedesse forçando uma morte rápida, este era o plano B caso tudo falhasse.
Segundo soube as ordens que tinham era que deveriam guardar as suas energia para que fossem salvos por mim, assim poderiam usar o seu poder para me tornar mais forte e um dia poderiam todos regressar à vida.
Não sabia porque Octávio lhes tinha dito isso, mas não os iria deixar morrer.
Absorvi todas as almas que consegui. Eram agora umas quinhentas.
Era tudo demasiado confuso. Não me conseguia concentrar no mundo real.
Caí num coma, num sonho profundo, um mundo dentro de mim próprio. Um mundo onde, até esse dia, apenas as minhas almas conheciam. Rauliam estava completamente à-vontade com este mundo. Orientou todos os recém chegados comprometendo-se a treiná-los rapidamente para que tudo pudesse voltar rapidamente à normalidade.

Estive vários dias entre o limiar do coma consciente e o sono totalmente inconsciente. Consegui voltar a mim, apenas vários dias depois.
Estava na aldeia dos Vampiros, Cristina estava ao meu lado.
- Já sei de tudo meu mestre. Comprometo-me a orientar tudo até que esteja pronto para tomar o seu lugar como chefe do clã, agora somos só quarenta e sete vampiros vivos, contando consigo e Alucard, mas acredito que com o seu poder iremos conseguir sobreviver.
-Mas... não, Cristina. Não quero ser o vosso líder. Não me trates como se agora fosse diferente, eu sou o mesmo.

- Estava tudo ainda demasiado confuso, mas de uma coisa estava certo. Não pretendia ser líder. Pretendia apenas recuperar rapidamente as forças e apressar-me a encontrar Cecília. Algo me dizia que ela precisava de mim.

Este novo poder, esta grande quantidade de almas, todas organizadas, todas dispostas a ajudar-me, a seguirem os meus desejos.
Estava disposto a fazer tudo para recuperar Cecília e para vingar o clã vampírico. Estava decidido a tornar-me mais forte e agora já sabia como o fazer.
Neste momento os meus espíritos estavam em controlo de toda a aldeia. Eu estava informado sobre tudo o que se passava. Era realmente como se me estivesse a tornar omnipresente e omnipotente.

- Cristina, estou decidido, não quero ser o vosso líder.
- Mas meu amo, Octávio disse que...
- Octávio é agora meu súbdito.
Com um gesto destruí a parede do quarto em que estava alojado.
Cristina parecia assustada. Na realidade eu próprio estava assustado com este novo poder.

A cada segundo me apercebia de novas capacidade, agora era-me mais fácil viajar até ao local onde as minhas almas estão aprisionadas, consegui fundir a minha mente com as delas, conseguia facilmente materializá-las e utilizar as suas capacidades, mesmo contra a sua vontade, caso fosse necessário.
Agora estava realmente unido a elas, agora eu e todas as almas somos um só.
Quinhentos e noventa e três seres como um só.
Agora sim, talvez até Alucard pudesse ser destruído.
- Não.
- Interrompeu-me Cristina como se estivesse a ouvir os meus pensamentos.
- O meu pai é demasiado poderoso. Tentei avisar Octávio disso, mas ele não me ouviu. Foi demasiado teimoso. Alucard vive há mais de três mil e seiscentos anos. Não pode ser destruído por seres como nós.
- Não percebi como ela sabia o que eu estava a pensar, mas na realidade já nada me espantava.
- Talvez tenhas razão, mas não importa. Agora sou também o Octávio. Agora conseguirei compreender e conquistar Cecília, conseguirei que ela me ame. Agora conseguirei tudo o que desejar. E Alucard não faz parte dos meus planos, mas se quiser medir forças, que se prepare bem!... E tu, porque não estás com Cecília? Não deviam estar todos juntos?
- Conseguimos a paz com as tribos Ocs e Goblin. Ela mandou-me vir apoiar-te.
- Eu não desejo ser vosso mestre. Vou entregar-vos ás ordens do clã do Dragão. Os vampiros não são uma raça como aquele monstro do Alucard. Somo uma raça que merece melhor. A partir deste dia seremos todos um clã do Império do Dragão. Vamos ajudá-los a devolver este mundo aos seres do bem e destruir todas as raças que se recusarem a aceitar-nos. Sejam elas de Seol ou Gaia.

Em tempos, enquanto treinava com Rafaela aprendi que não conseguia libertar o meu corpo do espírito tal como ela fazia, mas com a orientação e empenho de Raulian agora conseguia ultrapassar as limitações da técnica de Rafaela. Não conseguia levar o meu espírito para longe do meu corpo, mas conseguia levar o meu corpo para o mundo dos espíritos.Tornei-me capaz de envolver o meu corpo em matéria espirita e transportá-lo assim por momentos para um mundo diferente. Na realidade não compreendia muito bem como tal era possível, mas Raulian parecia certo que tudo correria bem.

Ordenei a Cristina que voltasse para junto do clã do Dragão e lhes indicasse as minhas ordens. Esta é a minha primeira e única ordem enquanto mestre de todos os vampiros.
Precisava encontrar Cecília.
Ela ainda estava nas terras do norte a tentar descobrir o que se havia passado. Algo me dizia que precisava de mim.
Transferi o meu corpo para o reino dos espíritos e voei em direcção ao local onde a havia visto pela ultima vez.
...
Cecília, aguenta, estou a caminho...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 19

(rewrote)
A inevitável morte


- Octávio parecia-me exitante em atacar Alucard.
Pacientemente reportava ao seu mestre o que se havia passado com o clã durante este último século.
Alucard por sua vez demonstrava constantemente uma atitude arrogante e impaciente, mas lá ia ouvindo.

- Mestre, preparei estas bebidas para nós. - Disse amavelmente Octávio para Alucard.
Puro sangue de virgem, tal como gosta.
- Muito bem, posso descansar um pouco. Vamos avaliar a qualidade desse teu puro sangue.
- Ao primeiro gole de sangue Alucard parecia ter bebido ácido.
Saía fumo da sua boca e este gemia de dor.

Rapidamente, Octávio fez sinal aos seus exércitos. Todos apareceram prontamente, preparados para lutar.
- Alucard, o teu fim chegou, serás destruído.
Gritou Octávio.
Alucard subitamente parece recuperar forças e começou a rir.
- Hahahaaha. Octávio, tu delicias-me.
De todos os meus súbditos foste o que aguentou mais tempo sem me tentar destruir, mas achares que realmente sangue com água benta seria capaz de me afectar... Espero que tenhas planeado algo mais...excitante...
- Todos os vampiros correram para atacar Alucard.
Este começou a levitar. Os vampiros deixaram de o poder atacar. Todos olhavam para ele, tentando encontrar uma forma de o derrotar. Era clara a raiva que todos tinham por Alucard.
Manda saltou vários metros no ar em direcção de Alucard.
- Morre falso líder.
Gritava ele tentando atingir Alucard com o seu machado.
Alucard agarou-o pelo pescoço e partiu-o em dois apenas com uma mão.
O Corpo de Manda caiu no chão já sem vida.
"Ao ataque" gritou Octávio.
Vários vampiros apareceram com arco e flexa que em união com diferentes tipos de feitiços formavam uma devastadora chuva de fogo e trovões. Alucard ria voando por entre as várias flexas, mas não parecia muito preocupado em desviar-se.
Ocasionalmente Alucard atacava, mas os seus ataques pareciam mais umas provocações tentando irritar os vampiros que impotentemente o tentavam derrubar. Ainda assim., cada ataque seu tinha poder para provocar a morte de vários, mas ele parecia não querer acabar rapidamente com a festa.
Octávio correu para ele, dizendo para um grupo de vampiros que estavam na retaguarda.
– Está na hora. Invoquem-no agora.
- Os seres começaram a invocar algo. Alucard parecia esperar impaciente para ver o que iam fazer. Ao mesmo tempo ia lentamente destruindo o exército de vampiros que o atacavam.
Passados uns dois minutos Octávio disse-me:
- Aconteça o que acontecer não te deves envolver na luta. Estás aqui só para observar.
- Certamente há algo que eu possa fazer. Não posso ficar apenas a ver todos os meus irmãos vampiros morrerem.
- Não. Se não atacares muito provavelmente Alucard não te vai matar. Caso tudo falhe tu és a minha única salvação.
Não percebi o que ele queria dizer com aquilo, mas também ele não parecia ter tempo para me explicar.
Os vampiros que estavam na retaguarda subitamente terminam a sua invocação. Uma luz branca surge no céu, atingindo directamente Alucard.
Este continuava a rir.
- Vampiros a utilizar magia branca! Agora vi de tudo.
Alucard esfumaçava ao embater na luz branca, mas mesmo assim não parecia estar a esforçar-se muito para combater.
Octávio estava irritado, tudo parecia estar a falhar. Decidiu atacá-lo ele mesmo. Levitou também e atacou Alucard de frente.
Não imaginava que Octávio podia voar. Na realidade nunca tinha visto ninguém voar sem que tivesse asas ou sem que fosse um espírito, mas esses nem corpo têm, por isso nem contam.
Alucard ao vê-lo vir na sua direcção tentou derrubá-lo, mas Octávio era realmente forte. Agarrou Alucard e atirou-o directamente para o centro da luz branca.
Alucard contorceu-se de dor. Subitamente uma força aterradora parecia ter caído sobre todos. Sentia-me impotente quando ouvi uma voz que entoava na minha mente.
Seus fracotes. Isso realmente me magoou. Nuvens negras surgiram acompanhadas de um forte vento frio. Alucard transformou-se num cão! Não..., vários cães, três cabeças pretas de cães saiam do seu corpo.
Octávio paralisado murmurou:
- Sempre é verdade. O cão do inferno. Aquele que bebeu o sangue de Cerbero...
- Dito isto uma das cabeças cortou-o ao meio com uma dentada. As outras rapidamente consumiram os restantes vampiros que o atacavam directamente.
Rapidamente estavam apenas vivos eu, Alucard e menos de dez guerreiros vampiros paralizados de medo.
O que seria de nós...?
Alucard lentamente aproximava-se de nós.
A sua imagem era aterradora.
Preparei-me para o enfrentar...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 18

(rewrote)
Encontro com a morte


Segui Octávio em direcção à missão. Enfrentar "Alucard". O que será que me esperava exactamente nesta missão!? Não sabia no que me ia meter. A poucos quilómetros da vila Orc um exercito aguardava-nos.

Viajava-mos todos a cavalo.
"Então e carros?" Pensava para mim. "Era tão mais facil se houvessem carros, ou aviões..." A viagem era longa, achava estúpido eles não recorrerem à tecnologia, mas Octávio nem queria ouvir falar disso.
Acho que como são seres com vários seculos de vida, não estão à-vontade com a rápida evolução da tecnologia humana.
Octávio planeava uma revolta contra o seu mestre Alucard.
Seria isto possível?
Octávio parecia seguro que sim.
Octávio deveria encontrar-se com Alucarde uma vez em cada século para lhe explicar como estava a evolução do clã.

No local do encontro, que seria a poucos dias de distancia, foram preparadas várias armadilhas que segundo Octávio, iriam garantir a sua vitória.
Perguntei a Octávio o porquê da revolta. Octávio não se importou em explicar-me detalhadamente as suas razões.
- Alucard é um ser de incrivel puder. Evoluiu grandiosamente na época em que os vampiros ainda viviam na terra. Evoluiu tanto que considera todos os outros seres do clã como uns fracos, não dignos de serem sequer seus escravos. Qundo regressou da terra, destruiu todos os grandes lideres do clã e unificou-nos num pequeno e controlável grupo. Uma das grandes causas de estarmos em extinção é a falta de paciência do nosso lider. Este apenas nós mantem vivos porque se não tivesse um grupo não seria considerado como um líder perante os grandes chefes de Seol e seria obrigado a servir um dos outros lideres. O mais certo era ele não aceitar ser escravo de ninguém e lutar até à morte com o novo líder. Provavelmente Alucard sairia vituriosa da batalha, aí tudo recomeçava, pois ao matar esse líder ele próprio tornar-se-ia lider desse grupo e teria a mesma atitude que tem connosco. Então, por conveniência para todos, somos mantidos vivos, protegidos de seol e gaia, mas impossibilitados de lutar e evoluir livremente. Se destruir Alucard, tudo pode mudar! Brevemente ele estará aqui. No início deste século absorvi sangue de elfo e treinei arduamente, agora poderei dar a este clã o destino que ele merece. Comigo no lugar de seu líder...

- Quando chegamos ao local do encontro, tudo estava pronto. Eu, Octávio e Manda o outro general de Octávio esperavamos Alucard.
Ao longe sentimos uma forte força aproximar-se. Octávio avisa-nos.

- Tenham calma, eu trato de tudo.
- De que tratas tu Octávio?
- Perguntou um ser que agora se apresentava pernte nós. Seria Alucard? Pelo poder que emanava só poderia ser. Ainda agora estava longe e de repente já estava aqui. Nem o vi chegar, parecia viajar mover-se mais rápido que um raio de luz. Seria possível Octávio destrui-lo?
Rapidamente Octávio cumprimenta o seu mestre.
- Mestre, bem vindo. Estava apenas a instruir os meus novos generais.
- Onde está Cristina? Não me digas que não sobreviveu?
- Não é isso mestre. Está em missão, não pode comparecer. Mas tal como previu a sua filha é agora um general nosso!
- Claro que sim. Não poderia ser de outra forma.
Então despacha-te. Ouvi dizer que agora são aliados de clãs que não seguem os nossos ideais. Isso não me agrada. Se precisam disso para sobreviver terei que tomar medidas...Bem, acho até que posso perder algum do meu tempo e destruir esse clã do Dragão.
- Não mestre, não será necessário.
Esse clã é apenas um meio que estou a usar para evoluir o nosso clã.
- Hahaha, sempre tão astuto, um verdadeiro estratega. Se invés de astucia, tivesses força, talvez fosse melhor!
- Octávio parecia-me excitante em atacar Alucard, mas continuou com o plano.
Seria realmente possível vencermos este combate?
Alucar parecia realmente poderoso. O seu poder podia ser sentido por todas as células do meu corpo, Uma força mais poderosa do que alguma vez eu havia sentido...
Olhei Alucard nos olhos e senti o meu corpo tremer. Senti terror bem dentro do meu coração. Tanta mágoa, dor, remorso, o seu poder negro é verdadeiramente aterrador. Só de o olhar qualquer inimigo ficaria com vontade de ser deitar no chão, chorar e pedir perdão. Submissão total.
seria este o poder de um verdadeiro líder? Todos diziam que Cecília ou Lara podiam ser bons e poderosos líderes, ou até mesmo Octávio, mas nunca senti de nenhum deles um poder igual. Apenas a sua aura demonstrava a sua sede de destruição. Será este o verdadeiro significado de se ser um campeão de Seol?
...

terça-feira, 13 de abril de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 17

Caminho da verdade

Octávio contou-me vários acontecimentos que me deixaram a pensar...
Mas as revelações ainda não tinham terminado.
Octávio continuou.
- Embora não seja fácil para seres de grande poder entrar na terra sem alarmar os seus protectores, sabemos que algumas crianças foram mortas, o que quer dizer que algumas das forças de Seol foram bem sucedidos.
Uma delas deveria ser morta pelo meu mestre, mas como sempre, Alucard não se importa com nada nem ninguém. Ordenou-me que te matasse enquanto ele continuou nos seus idiotas afazeres. Nunca quer saber do seu clã, apenas aparece quando precisa de nós.
Para completar a minha missão, aproximei-me de Cecília e forjei uma aliança com o seu Clã.

- Cecília parecia irritada. Deixou o quarto reclamando algo que não percebi.
Enquanto isto Octávio ria.
- Eu seduzi Cecília e a convenci-a a dizer-me onde te encontrar.
Pesquisei um pouco sobre ti e quando vi que tinhas sido infectado pelo vampirismo, decidi que deverias ser treinado connosco ao invés de deixar o Império do Clã do Dragão destruir o vírus.
Achei que um ser com o teu potencial e com algum do poder de X31 não deveria ser destruído.
E assim, aqui estás tu, mais forte que nunca. Conseguiste tornar-te num general vampiro sem a ajuda de ninguém e um importante guerreiro dos Dragões...
E agora, no momento em que o nosso clã fará história, tu estarás ao nosso lado.
- História? Que História? Tens alguma coisa a ver com os ataques aos Orcs?
- Não sei de nada sobre os Orcs e agora esse é um assunto pouco importante. Deixaremos Cristina e Cecília tomarem conta dessa assunto. Agora, Pyros, cobro a tua promessa de me ajudares quando eu necessitasse,... agora Pyros, será feita história no clã. De uma vez por todas, o clã será uma verdadeira família. Partimos em uma hora, prepara-te.

- Decidi que devia seguir Octávio e honrar a minha promessa, mas mais uma vez a minha vida andava confusa, cheia de coisas que não compreendia. Decidi deixar-me levar.
Não estava nada contente com Octávio e com o facto de ter usado Cecilia, mas não podia fazer muito.

Tinha que me despedir de Cristina e Cecília.
Quando cheguei perto delas, não pude deixar de sentir uma certa magoa de abandonar novamente Cecília. Ao que parece ela e Octávio havia tido uma história amorosa. Olhando para a maneira como se relacionavam era notório que a sua história não era passado. Não sabia bem o que pensar sobre isto. Octávio sempre foi para mim um amigo estranho, calculista mas preocupado comigo e com o seu clã. No fundo eu achava-o um sonhador, um visionário de bom coração, mas como foi ele capaz de usar Cecília!? A minha Cecília. A Cecília que de minha não tinha nada, mas em todo o caso...
Octávio estava a falar com Cecília quando me aproximei deles para me despedir. Ao ver-me, Cecília parecia ficar pouco à vontade. Cristina correu para se despedir de mim.
- Desejo-te muita sorte, tenho a certeza que vais sobreviver.
- Por alguma razão essas palavras não me deixaram muito animado!
"Sobreviver!? O que vamos nós enfrentar?" perguntei-lhe.
Cristina beijou-me.
- Boa sorte. Fico à tua espera.
- Não soube como reagir. Ainda por cima ela beijará-me em frente a Cecília. Não sabia se devia ou não chatear-me com ela.
Cecília aproximou-se de mim dizendo:
- Octávio foi um erro que não se vai repetir. Boa sorte com a tua missão. Fico à tua espera.
- Dizendo isto deixou-nos.
- Octávio aproximou-se perguntando em voz autoritária.
– Vamos?
- Sim, mas o que vamos enfrentar? Qual é a missão?
- Alucard é a missão...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 16

(rewrote)
A verdade


A luta com o Orc quase me custou a vida. Além de ter ganho a batalha com grande dificuldade o facto de me ter deixado controlar completamente pela magia negra dirigida a aumentar o meu poder físico o resultado foi um grande stress para o meu corpo. O que me salvou foi todo o meu treino e desenvolvimento físico. Se tivesse tido esta luta um ano antes provavelmente nunca conseguiria ter aguentado esta libertação de poder.
Depois de ganhar a luta com o Orc, fiquei a saber que alguém se fez passar por um guerreiro do clã do dragão e atacou uma tribo Orc iniciando toda esta guerra.
Esta noticia vem acompanhada com o facto de que Octávio me quer rever.

Pedi ao Octávio para vir ter comigo logo que possível, não queria esperar.
Octávio chegou todo amável, mas rapidamente percebeu que eu não estava contente.
Pedi-lhe explicações.
Explicações sobre tudo que se havia passado!
Se realmente eu tinha sido usado por ele, eu queria saber. Queria saber até que ponto podia confiar nele.
- Pois muito bem, o que pretendes saber?
Perguntou-me Octávio, com o seu ar confiante.
- Quero saber quem és tu! Se devo ou não confiar em ti.
- Vou contar-te o que sei. A partir dai decides tu.

Tudo te tem rodeado por cauda do poder de elfo que tens no teu sangue. Os elfos não existem neste mundo, são criaturas de grande poder que raramente se envolvem directamente em lutas. Quando este mundo começou a ser disputado, um elfo veio orientar as forças da luz.
Esse elfo tinha o nome de Asgard. As forças de Asgard travaram algumas batalhas com as do demónio Bretezen, no final da grande guerra, a guerra mais devastadora que este planeta alguma vez sentiu, ambos os lideres e grande parte dos seus exércitos foram destruídos.
Dos restos do elfo foram recolhidas seis doses de sangue. Este sangue tem a propriedade de dar a quem o absorver a possibilidade de aumentar várias vezes o seu poder. Este efeito é especialmente forte se for absorvido por raças com pouco poder, tal como era o teu caso.
Durante a fase de absorção do poder elfico o teu corpo deveria ser capaz de se adaptar a tudo. Se tivesses ingerido uma dose completa o teu corpo poderia evoluir por um período de dois a três anos, apenas baseando-se no poder elfico.

Neste momento, Cecília entrou no quarto.
- Ouvi dizer que estavam a conversar. Quero ter a certeza que contas a história verdadeira.
- Claro que sim. Estava a explicar ao Pyros para que servem as doses de sangue elfico e o que lhe deveria ter acontecido se tivesse absorvido uma dose completa.
– Mas ele absorveu uma dose completa. O imperador não o queria, mas essa era a melhor forma de maximizar o seu poder e permitir a sua evolução até um ponto em que poderia sobreviver, ainda não sei o que se passou, deve ter sido o contacto que ele teve com a infecção de vampiro que lhe diminuiu o poder.
- Octávio riu.
– Claro que não foi. Esse sangue já foi usado em vampiros com sucesso. Claro que foi usado em doses muito reduzidas, mas o resultado sempre foi o esperado. Sabes Pyros, foram feitas 6 poções com o sangue de elfo, três das doses foram usadas em três grande imperadores de Gaia e as três restantes doses desapareceram.
Duas delas foram encontradas na posse de Seol há quinhentos anos, graças a elas vários demónios evoluíram muitíssimo, incluindo eu próprio.
Mas a ultima dose desapareceu, para ser encontrada recentemente no Império do Clã do Dragão.
Seria de esperar que usassem a dose num ser do próprio clã, mas tiveram medo que ao procurar-mos pelo sangue viéssemos a destruir o seu império totalmente. Até agora tem prosperado graças a alianças com ambos os lados da guerra, Seol e Gaia, mas esta poção na sua posse poderia por tudo a perder.
Já antes de Cecília ir para a terra já todos em Seol, sabiam que iriam escolher humanos para injectar as várias doses que poderiam ser construídas com o sangue.
Infelizmente para o Império do Dragão, os grandes lideres de Seol foram instruídos para destruir os descendentes dos grandes mágicos humanos.

- Tudo isto que Octávio me conta é muito estranho, isto quer dizer que eu também sou um descendente de de seres mágicos? Mas quem?
O meu pai não pode ser, claro que não! Será a minha mãe? Ou os meus avós... nunca os conheci. Talvez fosse por isso.

- Cecília, tens deixado esta criança na ignorância!? A seu tempo saberás tudo Pyros. Se dependesse de mim, a partir de agora saberias de tudo, infelizmente nem eu tenho essa informação. Terás que perguntar a Cecília qual é a verdade toda...

domingo, 14 de março de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 15

(rewrote)
O meu poder negro

Estou no meio do territorio inimigo a lutar num campeonato contra o campeão Orc.
Ouviu-se o som de um bombo, a luta começou...
O Orc de mais de três metros e provavelmente perto de uma tonelada de músculo carregava duas estranhas espadas.
Atacou-me de frente, gritando em fúria.
Os seus ataques eram rápidos e poderosos, mas não me era difícil esquivar. Eu tinha apenas uma espada e uma leve armadura. Embora lhe ganhasse em rapidez perdia bastante em poder de ataque, os golpes que eu desferia mal causavam impacto, aquilo que eu considerava serem ataques poderosos, na realidade não surtiam nenhum efeito no Orc. Cada ataque meu me parecia deixá-lo apenas mais e mais irritado. Rapidamente me fui apercebendo de que quanto mais irritado ele ficava, mais rápidos e poderosos eram os seus golpes. Começava lentamente a perder o pouco controlo da batalha que tinha.
O Orc estava a ficar avermelhado, parecia estar a espumar-se. Estava cheio de raiva! Os seus ataques eram descontrolados.
Decidi usar os poucos conhecimentos de artes marciais que possuía. Tentei usar o seu peso, e ataques com toda a força para o tentar desequilibrar e fazer cair, talvez me desse uma vantagem. Não foi difícil, à primeira tentativa fiz-lo cair e desferi um gole na garganta. Não ajudou! O golpe era demasiado superficial, a sua pele é como uma armadura, só estava a conseguir irritá-lo mais.
As regras do torneio diziam que não podia utilizar ajuda de nenhum ser, nem fazer qualquer tipo de ataque mágico que afectasse o meu oponente.
Lembrei-me! As regras não diziam que não podia fazer magias que me afectassem a mim. O que tinha eu aprendido que me poderia ajudar?
Foi aí que me lembrei das aulas do necromante.
O poder negro é a magia mais destrutiva e perigosa de todas. Com ela tudo é possível. Mas as consequências poderão ser terríveis.
O meu mestre sempre me dizia "Se estiveres disposto a desistir da tua humanidade, podes fazer tudo" e ali estava eu, disposto a tentar tudo, não tinha outra escolha. O Orc estava cada vez mais rápido, se me acertasse uma vez que seja estava certo que a luta estava perdida.
Não tinha outra opção. Morrer era bem pior do que perder a minha humanidade.
Concentrei-me. Num ataque consegui desequilibrar o Orc atirando-o para a outra ponta da arena.
Parei de atacar. Fechei os olhos e foquei-me apenas no meu poder.
Conseguia sentir a magia percorrer o meu corpo. Acumulei-a ao máximo e deixei que fluísse pelos meus ossos e músculos, abri os olhos. Demorei tempo de mais, Pensei para comigo.
O Orc estava a um metro de mim, lançou-me a voar com um murro. Bati contra umas pedras. Senti apenas as rochas quebrarem atrás de mim. Os meus músculos estavam inchados, crescendo desproporcionalmente. O orc susteve o seu ataque esperando ver o que se passava comigo. Não detive a magia, pela primeira vez compreendia o meu poder negro e estava disposto a deixa-lo fluir pelo meu corpo sem qualquer controlo ou receio.
Agarrei a minha espada. Corri contra o meu oponente. Este defendeu o meu golpe com a sua espada. Não! O choque quebrou as espadas. A ponta que ficou na minha mão continuou em frente desferindo um profundo golpe no braço do Orc.
Este ficou incrédulo com o meu ataque.
Preparei-me para mais um ataque quando subitamente o Orc se ajoelha admitindo a derrota.
Tudo ficou turvo... desmaiei... todo este poder era demasiado.
Acordei apenas horas depois.
Estava na vila Orc com Cristina e Cecília.
- Estás bem? – Perguntou Cristina.
- Sim, acho que sim.
- Cecília olhou-me. Não sabia se com amor se com ódio.
- Foste longe demais. -Disse Cecília, deixando o quarto.
- Não lhe ligues. - Disse Cristina.
- Conseguiste salvar-nos, isso é o importante.
- Depois do campeão ter sido derrotado o chefe da tribo não quis que continuássemos no torneio. Disse que eras um guerreiro precioso demais para morrer. O ex-campeão era seu filho. Bem, um dos quarenta e sete. Mas mesmo assim o chefe ficou contente por não o teres morto.
- Ri dizendo - Bem, não tive grande chance de o fazer.
- Não. O chefe acha que o poderias ter morto desde o inicio do combate, mas que não o fizeste. Eu negociei com ele em tua vez. Ao que parece alguém se fez passar por um guerreiro do clã do dragão e atacou uma tribo de Orcs mais a norte, teremos que ir até lá para apurar os factos. Já foi enviado um emissário Orc avisando-os de que íamos a caminho. Vamos tentar esclarecer tudo.
Entretanto, tens um amigo que te quer rever. Logo que estejas bem peço-lhe para entrar.
- Quem é?
- Octávio!
...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 14

(rewrote)
O Torneio

 
Viajamos alguns dias até chegarmos ao território do clã Orc. Eu nem notara que estávamos no seu território até já estarmos bastante perto da sua vila principal. Esperava ter mais sinais da presença desta raça. Afinal de contas eles não eram bestas brutas e destruidoras sem racionalidade nem cultura. A sua cidade embora ligeiramente diferente não era tão selvagem como se poderia esperar...
Dirigi-me a Cristina perguntando se não íamos descansar antes da batalha e qual era a sua estratégia para os atacar-mos.
- Não os vamos atacar.
- Não vamos? Como assim? Eu prometi a Cecília que eles iriam ser controlados. Não penses que a vou atraiçoar.
- Estúpido, sempre a pensara nessa mulher. Ela não te merece.
Não os vamos atacar porque não é necessário. O clã está no meio de um campeonato. Todos os seres que os desejarem desafiar para um combate corpo a corpo, um contra um, poderá faze-lo. O vencedor do campeonato será eleito general das suas forças.
Vamos inscrever um dos nossos no torneio e quando vencer-mos teremos oportunidade de facilmente poder convencê-los a parar com as hostilidades e negociar a paz. E não vamos trair a tua Cecília, até porque só iniciamos hostilidades para com o clã do dragão por tua causa. Agora que voltaste para eles não há razão para ainda estarmos em guerra. Eles são nossos aliados.
- Como assim? Por minha causa?
- Não te sei dar detalhes. Terás que falar com Octávio. Só sei que ficamos contra eles desde que entraste para o nosso clã e agora que voltaste para eles, Octávio conseguiu novamente que houvesse paz.
- Vou ter que esclarecer tudo com ele. Raio de Octávio.
Então Cristina, afinal quem é esse guerreiro que vamos inscrever no torneio? Os Orcs que vi lutarem são bem fortes, quem é mais forte que eles a ponto de os vencer numa luta um contra um?
- Tu, claro!
- Eu? Mas eu não sou assim tão forte. É claro que treinei bastante, mas pelo que vi na ultima batalha eles são guerreiros bem difíceis de derrotar. Eu não sei se...
- Claro que és forte o sufucuente, tu és bem mais forte que eu, bem vi a forma como derrotaste todos ontem quando entraste no nosso acampamento e nos surpreendeste com um ataque.
- Porque raio tive aquela ideia!? ...Ao menos posso usar os meus espíritos?
- Mas é claro que não. Nada de magias. Apenas o teu corpo.
- Como posso eu ganhar contra aquelas montanhas de músculos?
- Tu claramente és mais forte que eu. E nenhum dos nossos guerreiros tem metade da minha força, só tu nos podes salvar Pyros. Eu sei que consegues.


- Não fiquei nada confiante com os incentivos de Cristina. mas também não podia deixar de pensar que ela tinha razão.
Ao entrar na vila dos Orcs, apenas a mim, Cristina e mais dois vampiros foi dada permissão para entrar no recinto do torneio. Os restantes podiam apenas ficar fora das muralhas da vila.
Ao ver os meus oponentes, não conseguia deixar de pensar que seria desta que iria morrer. A luta não tinha regras, excepto de que podias apenas contar contigo e com as tuas armas não magicas.
Esta seria uma luta boa para Guilherme, ele sim, seria capaz de derrotar estes Orcs. Havia-o já visto brincar com um Leão que pensava que Guilherme era o seu almoço. Guilherme facilmente o controlava, evitando ser morto. Agora eu, nunca pensaria fazê-lo sem a ajuda do meu poder.
Agora aqui estava eu, prestes a enfrentar uma montanha de músculos de quase três metros que usavam armas de guerra como espadas, martelos e machados maiores que eu.
Os Orcs claramente não gostavam da nossa presença. Mas obedecendo ás suas próprias leis, ninguém nos poderia fazer mal.
Após alguns combates entre Orcs, era a minha vez.
Tinha de lutar contra o campeão do anterior torneio. Parece que queriam acabar com a nossa presença o mais rapidamente possível.
Cristina aproximou-se.
- Pyros, recebi notícias que os nossos guerreiros estão cercados por Orcs. Caso percas a luta deixa de haver razão para nos deixarem ficar cá, seremos atacados por toda a vila. A vida de todos nós está nas tuas mãos.
- Não podia acreditar que ela me havia dito aquilo. Estava a momentos antes de uma luta, cheio de medo do meu adversário e agora estava ainda mais nervoso. Como podia eu conseguir!?


Estávamos num recinto fechado com uma arena de pouco mais de uns sete ou oito metros. O Orc rugia para o publico, que o apoiava efusivamente.
Quando me apresentaram, ninguém me aplaudiu. Nem mesmo Cristina. Creio que não queria enervar mais o público.
Realmente, verem-me ali especado à espera que alguém me apoiasse, e ninguém o ter feito, parece ter descontraído os Orcs, que rapidamente começaram a rir e a falar uns com os outros. Provavelmente estavam a gozar comigo, mas não entendi o que diziam.
Ouviu-se o som de um bombo, a luta começou.
O Orcs de mais de três metros e provavelmente perto de uma tonelada de musculo carregava apenas duas estranhas espadas.
Atacou-me de frente, gritando de fúria.
...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 13















(rewrote)
Novamente com vampiros


Eu e Cecília afastamo-nos.
- Pyros, se preferes que te trate assim podes dizer-me.
- Na realidade não me sentia à vontade para a contestar. Tudo que ela fazia estava perfeito para mim.
- Vá, conta-me tudo, o que sabes fazer? Cristina fartou-se de te gabar, acha que és fantástico. Prova-me que ela está certa.
- Cristina!? A minha amiga vampiro!? Como é que ela conhecia a Cristina? Será que eram amigas?
Tentei-lhe descrever ao máximo tudo o que se havia passado comigo, todos os meus treinos e todas as minhas habilidades.
- Muito bem. Sabia que para além da traição de Octávio podia confiar que te manterias no caminho correcto.
Eu vou liderar as actuais forças para a tribo dos Goblins. Tu vais juntar-te a Cristina e aos seus vampiros e tentar dialogar com a tribo dos Orcs. Essa tribo bárbara só vê a força. Tu certamente conseguirás argumentar melhor com eles. Muito bem, vou preparar-me. A Fast irá levar-te até Cristina.
- A Fast?
- Sim, essa nossa amiga que está ao teu lado.
- Olhei para o lado. E lá estava uma pequena mulher com asas de borboleta ao meu lado. Não devia ter mais que uns quatro ou cinco centímetros.
- Como chegaste aqui? Nem te vi aproximar!
- Cecília, já se afastando, disse:
- Devias ter os espíritos a toda a hora contigo. Eles poderiam ter-te avisado da sua presença.
- Ela tinha razão, mas custava-me invocá-los e deixá-los ficar sempre neste mundo. Era demasiado solitário para eles. Sete espíritos que se movem num raio não superior a dez metros de mim, que não podem interagir com nada nem ninguém sem esgotar a minha e a sua energia em pouco mais de uma hora. Para além disto se eles estivessem sempre comigo eu deixava de ter privacidade.
Eram evidentes as minhas falhas como guerreiro, como podiam eles esperar que eu fosse o mais forte se me demonstravam constantemente as minhas falhas!?
Raulian tentou comunicar-se comigo. Consegui-a ouvi-lo de dentro de mim...
- Pyros, tenho tentado evoluir ao máximo neste meu estado, estou a descobrir várias formas de nos tornarmos mais fortes, neste momento consigo sentir, ouvir e ver tudo o que tu sentes, vês e ouves mesmo não estando no mundo físico, a ligação que existe entre ti e os espíritos que carregas é muito forte.
Tal como Cecília disse, deverias manter-nos neste mundo sempre, estamos todos dispostos a viver, treinar e proteger-te nessa escravidão. Na realidade viver assim não é muito pior do que viver como vampiro. Não tens que te preocupar connosco.
- Raulian realmente estava a esforçar-se para que ficasse-mos mais fortes, não sei se por mim, ou se por ele próprio, pois se eu morresse ele também morria e a vida depois da morte não devia ser algo de bom para um vampiro, em todo o caso era um esforço que me motivava.
Além de tudo, estava triste. Foi bom rever Cecília, mas ela foi tão fria e distante comigo. Desejei acreditar que isto era apenas porque ela não sabia dos meus sentimentos, mas que certamente um dia estaríamos juntos.
Passado alguns minutos vi todos partir. Cecília nem se despediu de mim. Toda aquela doçura que me cativara aquando do meu recrutamento já não existia no seu olhar.
Decidi seguir a Fast sem pensar nela. Novamente rumo ao clã dos vampiros...
A viagem foi calma e solitária, não só a Fast não falava muito, como também eu não conseguia deixar de pensar na Cecília.
Estávamos já bastante perto do local onde nos deveríamos encontrar com os vampiros, a Fast não queria aproximar-se mais, tinha medo de se transformar num morto vivo caso ficasse muito perto deles. Decidi então despedir-me dela e com um sorriso entreguei-lhe uma carta para Cecília. Uma carta onde decidi explicar os meus sentimentos.
Aproximei-me do acampamento lentamente. Decidi testá-los, ver o quanto fortes estavam.
Corri para eles. Os vigias viram-me aproximar a correr, fizeram soar o alarme e correram para me deter. Ninguém me reconheceu.
Eram notoriamente guerreiros de baixo nível. Provavelmente uns novatos recrutados depois de eu abandonar o seu clã.
Saltei sobre eles e sobre as iniciais barreiras.
Ao longe vi Cristina, corri na sua direcção. Rapidamente fiquei cercado por vampiros. Os meus, agora mais presentes companheiros espíritos, atacaram. Foi fácil lançá-los pelo ar e continuar em direcção a Cristina.
Um dos espíritos alertou-me para um perigo, pela primeira vez vi guerreiros vampiros arqueiros. Não foi muito difícil esquivar das suas flechas.
Se este era o exercito de vampiros que nos iria ajudar então estavamos condenados, eles pareciam realmente muito fracos.
Finalmente estava a poucos metros de Cristina. Os vampiros gritavam. “Cuidado mestre".
Cristina virou-se na minha direcção sorrindo, abrindo os braços para me abraçar.
Correspondi.
Todos pararam com o ataque, sem saber como reagir.
- Seus estúpidos.
- Gritou ela.
- Como ousam atacar o nosso general Pyros!!!
- Todos se ajoelharam pedindo perdão.
- General? Eu? Que história é essa?
- Perguntei-lhe.
- Agora és o nosso general. Tu, eu e Manda, somos os generais de Octávio, os mais poderosos do clã.
- Tenho muito a falar contigo. Os amigos de Lara têm tentado convencer-me de que me usaram.
- Mas é claro que Octávio te usou.
- Fiquei chocado ao ouvir estas palavras.
- Octávio é um visionário, um estratega como nunca antes visto. Ele deveria ser o nosso verdadeiro líder, mas com o seu nível de poder, isto nunca será possível. Ele viu em ti um grande potencial e ao invés de te destruir, como foi feito com alguns outros, ele decidiu trazer-te até nós. De resto, nada aconteceu como planeado. As amizades que formaste, o teu empenho pelo treino, a derrota de Raulian, o meu amor por ti...!
- Ah...não sei o que dizer.
- Nada. Não tens que dizer nada. Todos sabem que amas Cecília. Tal como todos sabem que eu te amo a ti. Isto não muda nada. Somos amigos. Vamos completar a nossa missão e se desejares, depois podes esclarecer tudo com Octávio. Agora que chegaste, está na hora, vamos quebrar umas cabeças de Orcs...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 12

(rewrote)
O reencontro com Cecília



Estava a lutar desesperadamente com uma hidra.
Com um golpe de espada cortei a cabeça mais à esquerda mas havia sido completamente trespassado pela cabeça da direita. Dentro das suas mandíbulas estava a parte inferior do meu corpo. Não senti dor, mas porquê?
Estava em choque.
Reparei que os seus dentes não me haviam trespassado, haviam apenas cortes superficiais. Raulian estava dentro da sua boca segurando-a.
Raulian era certamente o espírito mais evoluído, o seu poder sempre me surpreendia.
Com um grito que só eu podia perceber, Rauliam abriu a boca da hidra até que esta se quebrou, metade para cada lado! A hidra gemia de dor, mas eu não podia ter pena dela!
As restantes cabeças estavam bem seguras pelos restantes espíritos, despachei-me a cortá-las.
Reparei que Rafaela estava em apuros, o pequeno Goblin preto lançava raios negros de um pequeno galho que segurava nas mãos, cada raio parecia desintegrar os seus lobos. A situação estava a ficar difícil.

Subitamente, quando as coisas pareciam perdidas, vejo chegarem mais guerreiros, vinham a gritar tentando chamar à atenção. Vinham todos montados em cavalos, seriam aliados ou mais inimigos?
Ao longe, pareço reconhecer uma das caras, era Cecília.
Sem qualquer receio correm em direcção ao inimigo e saltam para o centro da batalha, a luta rapidamente volta a parecer favorável.
Cecília ficou para trás, está a invocar algum tipo de magia. Conseguia perceber algumas das palavras que dizia embora não conseguisse construir um contexto. Havia aprendido esta língua com Lara, ela havia-me explicado que todos os tipos de magia haviam sido codificados há vários séculos atrás. Agora era possível a cada mágico usar a magia através de palavras, símbolos, ou encantamentos pré preparados em objectos.
Com o tempo fui percebendo mais algumas palavras que me deram a entender que Cecília estava a invocar algum ser de dentro de si própria, o que poderia ser?
Cecíla desmaiou. Lentamente do seu corpo surgiu um fumo que se materializou num majestoso dragão prateado.
Este foi o elemento que finalmente trouxe a vitória ao campo de batalha, cuspindo fogo o dragão derrubou facilmente a maioria das defesas inimigas, todos fugiam em terror. O Goblin retirou em último com as suas restantes forças por um dos portais gritando palavras de vingança.
Estávamos a salvo.
Corri para ajudar Cecília que estava no chão desmaiada mas nada pude fazer, esta só voltou a si quando o dragão se aproximou e desvaneceu numa fumaça absorvida pelo seu corpo.
Mal acordou sorriu e gritou abraçando-me.
- João, é tão bom ver-te!... ou deverei chamar-te antes Sr. João general do clã vampírico?
- Não percebi a piada, mas sorri de volta, não tínhamos tempo para falar já. Todos se aproximaram de nós. Um dos cavaleiros disse:
- Cecília, não tivemos baixas, devemos continuar com a missão, os vampiros precisam de assistência.
- Rafaela interveio.
- Vou ter que regressar! O Goblin fez-me algo, não achei que os inimigos fossem tão fortes. Preciso de um completo relatório da situação. Vou regressar, pegar o meu corpo e trazer reforços. Será necessário mais forças do que as que temos no momento para controlarmos a situação.
- Cecília levantou-se com um ar de superioridade dizendo:
- Jaime, informa a Rafaela de tudo. Isto não é uma pequena revolta, as tribos do norte reuniram-se para nos destruir. Iremos partir de imediato. O João vem connosco, tu Jaime, informas a Rafaela e voltas a reagrupar connosco perto da montanha do pico. O resto do pessoal, cuidem dos ferimentos. Partimos em trinta minutos.
João, vem comigo, quero saber o quanto evoluíste.
- Rafaela interveio rindo.
- Muito bem Cecília, é bom ter-te de volta. Se não nos tivesses desertado, ainda hoje podias ser a nossa líder! Ah, e o nome dele é Pyros e não João.

- Cecília afastou-se rindo e arrastando-me pelo braço.
Por momentos consegui sentir a chama do meu amor agora mais viva que nunca.
Vê-la ali, perto de mim. Ver o seu sorriso. Sentir o seu perfume. Nunca antes havia reparado que esta tinha um característico cheiro. Ela estava tão bela como me lembrava. E eu sentia-me mais e mais apaixonado. O meu coração batia de emoção enquanto ela me agarrava pelo braço e me perguntava sobre o meu passado e sob o meu treino.
...