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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Outono


Abre-se o dia!


Saio à rua!
O vento bate-me na cara!
O golf está molhado, fechado numa névoa fascinante.
As folhas rodam.
As pessoas correm do frio.
Ahhh...é tão bom o Outono!

Quero mais!
O vento bate-me na cara!
O meu olhar brilha.
O meu corpo já não sente o calor extremo.

Entro no carro. Acabou o frio.
O vento faz-se ouvir, as folhas ainda rodam, as pessoas ainda correm!
Ahhh...é tão bom o Outono!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Tempos difíceis

Os tempos são difíceis,
o défice veio para ficar.
Encontra-mo-nos sem oportunidade de adquirir,
e vêem-se as oportunidades voar.

Torna-se banal o vestuário mais reduzido e de relativa menor protecção.
Já se vê sem dúvida a mente masculina sofrer com os efeitos, desta inflação.

Tenho reparado em ti, mercado.
Analiso-te!
Estudo-te!
Aguardo com expectativa a milagrosa melhoria do estado geral das coisas,
mas... não faço investimentos... e,
assim, pareces inalcansável futuro promissor.

Vejo surgir, difíceis problemas de interoperabilidade.
Vejo o amor ser debitado em relação à subida dos restantes factores da época.
Vejo-te sempre distante, sempre uma possibilidade, futuro promissor.

Pensei em alugar. Podias ser uma ajuda! Mas, está fora de questão.
Pensei em pedir empréstimo, mas também... está difícil acreditar na boa vontade.
Penso que será melhor partir para o marketing agressivo,
sem dó nem piedade!

Esquecer a conjuntura actual passa a ser opção.
Decidir-me por uma abordagem directa,
seguindo a vida ao ritmo de uma bela canção,
em frente, em direcção à descoberta.
Seguindo apenas o toque do coração,
seguindo apenas ...

...a minha razão.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Primeiro olhar...

Ao primeiro vislumbre a tua sombra ficou-me gravada no olhar.
Decidi escrever o teu nome na areia,
rapidamente veio o mar e levou-o para longe.
Não querendo desistir, nas nuvens desenhei o teu rosto,
sem demoras veio o vento e desfez a tua imagem.
Escrevi, então, a tua alma no meu coração,
tive um ataque cardíaco.
Raios, devia ter percebido mais cedo os sinais do destino...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Abstracto

Pior que plágio
É ver-me ignorado
Já passou a fase de estágio
Falta o sentimento de amado

O diabo seja surdo e mudo
Mas um dia já não serei amador poeta
Quando tiver o canudo
Talvez arranje uma musa beta

Ai vou dizer ao mundo
Que me quer ouvir
Sou um poeta profundo
Que do fundo há-de emergir

Dizer alto e em bom som
Que através desta obra bruta
Tornar-me-ei bom
Continuar firme e a dar luta

Cultivando a palavra
Mato a fome ao indigente
Que enquanto a língua não encrava
Vou demonstrar o poder da mente

segunda-feira, 30 de março de 2009

O roubo...

Haverá algum verso capaz de descrever o breve instante em que, num só fôlego, numa destrutiva onda de ânsia, o teu olhar embate no meu?

Como traduzir, aquele milésimo de segundo onde se focam a beleza de cada um dos olhares?

Redemoinhos de mistérios, que quando revelados os sentidos, buscam saciar a sede do corpo inteiro!

Talvez seja impossível descrever esse encanto pelo poder dos versos.

Nem mesmo em infinitos versos habituados a descrever a poesia nascida do gritar dos rios quando deslizam sobre as pedras inundando os veios das florestas, preenchendo o abismo e legitimando a vida. Descrever aquele instante! A harmonia existente entre a graça e a volúpia… será ainda este possível pelo poder da música?