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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 22


(rewrote)

Velhos amigos

Aproximei-me lentamente do castelo. Subitamente um velho surgiu.
- Olá Pyros, como tens passado?
Não sei quem ele é, mas arrogantemente digo-lhe.
- Quem és tu? Conheces-me?
- Ora, ora, não te lembras dos teus amigos. Devias lembrar-te principalmente daqueles que te deram grandes presentes. Vieste retribuir o favor?
- Este velho já me estava a irritar. Orientei um dos espíritos para o agarrar. Ao chegar perto dele os meus espíritos é que foram agarrados pelo espírito de vários Orcs.
Quem és tu? - perguntei mais uma vez.
- O teu querido mestre.
- Mestre... espíritos... Não podia ser, seria o ShadowWolf?
- Parece que já te lembras de mim. A nossa troca de presentes foi fantástica, não achas? Tu a receberes o meu poder, eu a receber o teu...
O que torna tudo mais interessante é que naquele dia quando me senti a morrer apenas desejei passar-te algum do meu poder para que pudesses sobreviver. Afinal acabei por te corromper de poder negro e mesmo sem querer, absorvi parte do teu querido poder de elfo.
Graças a ti sobrevivi e tornei-me muito poderoso. Obrigado pequeno João.
- O pequeno João já não existe. Diz-me, foste tu que provocaste a morte de todos os Orcs? Onde está Cecília, ela era tua amiga, vais ajudar-me a procurá-la?
Além de tudo o que se está a passar, sinto um aperto no peito. Cecília está em perigo, algo me diz que se não a ajudar rápido ela não sobrevive.
- Falas demais Pyros. Ela está comigo, por enquanto está a salvo. Decidi não a absorver até te reencontrar, em troca fui absorvendo estes Orcs.
- À minha volta surgiram milhares de almas de vários seres. Invoquei também todo o meu exército, que no meio do inimigo pareciam muito poucos.
Mais uma vez estava em desvantagem.
- Agora sou conhecido por Sombra. Um ser muito mais escuro, sombrio e poderoso que tu. Nem mesmo nesse estado de raiva, nesse estado de corrupção de magia negra, nesse estado em que absorveste todo o poder elfico e sobrou apenas destruição, nem assim tens a mínima hipótese de salvar Cecília. Tenho que admitir, o torneio com os Orcs fez-te bem. Se quiseres ver pela ultima vez a Cecília procura-me.
Dizendo isto desfez-se numa fumaça negra, parecida com uma sombra e rapidamente sumiu em direcção ao castelo. Os seus guerreiro começaram a atacar os meus. Uma luta entre todos começou.
Forcei o meu Corpo para o mundo dos espíritos onde estava mais protegido e fui correndo em direcção ao castelo destruindo todos os inimigos que podia.
Os ataques dos seus guerreiros eram bastante básicos. Nitidamente eram almas escravizadas que não lutavam por si.
Os meus guerreiros estavam em inferioridade numérica, mas nitidamente eram mais fortes.
Aos poucos, espíritos dos dois lados ficavam demasiado fracos para permanecer no mundo físico e eram expulsos para o mundo interior do respectivo mestre.
Demorei uns dez minutos para entrar no castelo, mas por esta altura já quase todos os seus guerreiros haviam sido vencidos.
Mal pisei a porta os espíritos de fora pararam de atacar e desapareceram.
As minhas forças estavam reduzidas a metade.
Entrei. Havia uma enorme sala onde o ShadowWolf estava perto do corpo de Cecília.
Despachei-me a tentar aproximar-me deles.
ShadowWolf cercou-se de monstros negros e sedentos de sangue.
- Gostas das alterações que fiz aos meus lobos?
- Como podia ele ter feito aquilo aos seus companheiros. Estavam em sofrimentos. Enraivecidos pelo poder negro. Ainda bem que tinha tido todos aqueles mestres do clã do Dragão, caso contrário um dia eu podia vir a estar assim.
O Próprio ShadowWolf estava mudado, obcecado por poder e destruição, tal como eu começara a ficar no início quando usava o poder negro.
Era nítido o seu corrompimento. Apenas a sua destruição o poderia agora devolver à sua forma original.
Ataquei-o de frente. Os seus lobos correram na minha direcção.
Os meus companheiros pouco podiam fazer contra eles.
Lutávamos o melhor que podíamos. Mas nitidamente o seu poder era muito superior.
Raulian prendera um dos lobos pelo pescoço enquanto Octávio tentava quebrá-lo ao meio. Nada acontecia. O lobo simplesmente não podia ser destruído. Todos lutavam para me proteger, mas não estavam a conseguir grande resultado. Apenas eu conseguia ferir os lobos. Mas eram demasiados para que os conseguisse destruir e controlar a situação. A situação era desesperante.
Lutei nestas condições por uns 15 minutos, até que no cimo do castelo vi alguém. Era Guilherme. Este saltou para cima de ShadowWolf, detendo a sua atenção por instantes.
ShadowWolf gritou para comigo:
- Os teus amigos chegaram para te ajudar.
Rafaela, Cristina, Lara, o necromante, vários vampiros e outros guerreiros entraram pelo castelo dentro.
ShadowWolf invocou os Orcs novamente.
- Vou deixar-me de brincadeiras e absorver as almas de todos vos. – Disse ele.
- Ninguém se intimidou. Vários xamans libertavam agora os seus aliados.
ShadowWolf estava em inferioridade numérica, com o facto de estar a lutar com Guilherme, não se conseguiu concentrar o suficiente para controlar os Orcs, estes foram rapidamente controlados.
Rafaela e os restantes espíritas orientaram animais nitidamente mais fortes que os restantes em direcção aos lobos de ShadowWolf. Ao lutarem as energias de ambos os animais espíritos eram banidos para o outro mundo. Rapidamente a situação ficou controlada.
ShadowWolf parecia inconformado.
- Não vou morrer sozinho.
Invoco-te dragão negro. – Dizendo isto começou a sair do seu corpo uma fumaça que se fundiu com os restos dos espíritos que ainda não haviam sido banidos, formando uma espécie de dragão. Na realidade facilmente notei que este dragão não era mais que uma aberração formada pela energia dos seus espíritos fundida um um só corpo. Mal o dragão se formou, consumiu o próprio ShadowWolf, toda a energia dele estava agora unida num único ser. O seu poder aumentou drasticamente, mas era notório que este não era mais do que um ataque de desespero. Se nos afastássemos, provavelmente o estado caótico deste decadente dragão iria provocar o seu próprio colapso sem termos que o enfrentar. Cada ataque seu era seguido por gritos de raiva e dor. A vitória estava garantida.
Todos percebemos o que se estava a passar. Todos nos afastamos e atacávamos apenas com armas de longo alcance. A situação ficou controlada. Lara decidiu que talvez fosse melhor capturar o inimigo ao invés de o destruir. Começou a invocar um encantamento, enquanto alguns dos guerreiros saiam do castelo para avaliar se estávamos a salvo.
O dragão, estava quase sem reacção. Já não constituía um perigo. Repentinamente este começa a ri de forma histérica.
Como podia rir se estava perto da morte!?
Sem que pudéssemos reagir, estes corre na direcção de Cecília que se encontrava inconsciente no centro da sala. Todos o tentamos parar, mas foi impossível.
O dragão desfez-se em fumaça e infiltrou-se no corpo de Cecília. Corri para a ajudar, mas antes que me pudesse aproximar o seu corpo foi reduzido a cinzas por uma explosão.
Concentrei-me em absorver o espírito de Cecília. Não a podia deixar sucumbir.
Consegui mantê-la por alguns minutos em meu poder. O espírito dela estava muito perturbado. Para além disto, este não tinha um corpo que o mantivesse neste mundo e que servisse de meio para que a conseguisse absorver.
- Cecília, não podes partir, eu amo-te.
- João, não posso dizer-te o mesmo.
Não sei se no futuro poderia vir a amar-te. Mas não consegui sentir que te amava durante o tempo que estivemos juntos.
Infelizmente esse tempo acabou para mim.
- A sua energia foi desaparecendo, fiz todos os esforços para a manter neste mundo, mas lentamente a sua alma já não existia mais.
- Não! - Gritei
O sofrimento era demasiado. Não podia aceitar que aquilo havia acontecido.
Mesmo com a sua morte não estava preparado para aceitar a sua destruição. A perda dela para sempre.
Levitei no ar, dizendo a todos:
- Obrigado por tudo o que fizeram, nunca os esquecerei!
E num raio de luz, já não mais ali estava.
...Voei para longe.
...

End of season one of Yu All - Blood Elf.

sábado, 12 de junho de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 21

(rewrote)
Novos desafios


Cada dia que passa neste estranho mundo, sinto-me mais e mais forte e mesmo assim nunca pareço estar à altura das expectativas. Desde que vim para este mundo, sempre achei que aqui conseguiria ser feliz, mas na realidade tudo o que tenho feito é rodear-me de mais e mais conflitos, de mais e mais guerras.
Talvez agora esteja na altura de alterar isso.
Agora o meu poder é imenso, consigo orientar as minhas almas até cerca de meio quilometro de distancia sem dificuldade. Tudo neste espaço está sobre o meu domínio. Aqui sou omnipresente e omnipotente.
Eu realmente posso construir um mundo diferente, posso quase que dar imortalidade a quem o desejar, todos podem viver através de mim. Se conseguisse controlar e supervisionar totalmente estes meus espíritos podia patrulhar o mundo, ser quase que o guardião, o policia, o mestre do mundo...! Agora posso tornar-me Deus!

Aproximava-me rapidamente da aldeia Orc, percebia porque aqui ninguém quer ouvir falar de carros ou aviões. Agora podia perceber porque nunca ninguém quer ouvir falar de qualquer tecnologia humana. Eu estava a levitar, viajando a uma grande velocidade, com um poder quase que inimaginável desde que entrei neste mundo. Para que precisava eu da limitada tecnologia existente na terra!?
Encontro-me ainda a alguns minutos de distância da aldeia Orc, podia ver toda a aldeia através dos olhos dos espíritos. A aldeia está completamente destruída como era isto possível!? Os Orcs não abandonariam facilmente a aldeia. Pensar que todos aqueles poderosos e ferozes guerreiros haviam sido derrotados não era sequer imaginável. O que poderia ter acontecido aqui?
Aproximei-me o mais rapidamente que pude. Ao aproximar-me consegui sentir uma alma moribunda, era um Orc que estava perto da morte. Absorvi-o e trouxa-o à minha presença.
- Que se passa onde estou? - Gritava o Orc.
- Acalma-te. Venho em nome do Cla do Dragão. O que se passou aqui?
- O Orc olhou-me com medo.
- Tu! És o Pyros, Cecília esperou por ti o máximo que pôde.
- Cecília, onde está ela?
- Foi enfrentar a Sombra.
- A sombra? O que queres dizer com isso?
- Não te zangues não te posso ajudar. Não o deixes apanhar-me.
- Não te quero fazer mal, Diz-me apenas onde posso encontrar a Cecília.
- Não me faças mal. Ela foi para o norte, eu não tive culpa. Ela foi porque quis. Deixa-me ir. Não me leves para o norte, vou ser morto como os outros.
- Raulian interveio. – Mestre, esse espírito está demasiado perturbado, é melhor escraviza-lo. Se o mantivermos lúcido só vai perturbar o nosso poder. Ainda não estamos fortes o suficiente para possibilitar almas tão diferentes e tão confusas perturbarem a nossa união de mentes.
- Não me agrada escravizar uma alma. Se ele não me vai ajudar por livre vontade é melhor liberta-lo.
- Mas não sabemos o efeito disso. Não será muito arriscado?
- É uma boa altura para descobrir.
- Esta seria a primeira vez que ia libertar uma alma consciente. Queria saber o que iria acontecer.
Lentamente recordei os ensinamentos de Rafaela, concentrei-me e consegui libertar o seu espírito... e...nada!
Depois de libertar a alma, não notei diferença. Não notei uma perda de poder. Não sei o que foi feito do espírito. Simplesmente não estava mais ali.
Raulian era o grande aficionado em estudar este mundo dos espíritos, rapidamente se apercebeu de um grande potencial.
Eu deveria absorver todos os seres à minha volta e libertar novamente o seu poder. Se o meu poder aumenta com cada absorção de espíritos e não perco poder em libertar as almas, podia sacrificar tudo à minha volta e usar a sua morte para aumentar drasticamente o meu poder. Tudo isto sem a necessidade de escravizar espíritos correndo o risco de enlouquecer no processo. Com o meu nível de poder podia, facilmente, matar tudo à minha volta, absorver-los e liberta-los novamente, assim iria ficar rapidamente mais forte. O processo é ligeiramente diferente de quando é feito inconscientemente absorvendo e libertando insectos e pequenos roedores.
A ideia de matar tudo não me agradava, mas Raulian não estava disposto a desistir da ideia. Se não queria matar tudo, os meus actuais espíritos podiam decidir quem matar. Eu só tinha que lhes dar o poder para tal, argumentava Raulian.
Isto era algo que também não desejava. Permitir que vampiros decidissem quem matar. Certamente iriam matar tudo que conseguissem, o que resultava no mesmo. E se lhes desse muito poder, quem sabe o que iria acontecer. Não tinha a certeza se podia confiar em todos eles. Todos juntos podiam simplesmente tornar-me num recipiente para formar o seu novo clã. Uns novos seres. Basicamente guerreiros fantasmas, onde eu seria apenas o seu "carregador" a sua "casa"... esta ideia também não me agradava nada!
Embora não tivesse razões para desconfiar deles, não tinha a certeza se não seria possível fazer isto nem se não seria o que eles desejavam tentar. Afinal de contas neste momento tudo me parecia possível.
- Não! - Decidi-me.
- Vamos apenas absorver os nossos inimigos. Não vou tolerar desobediências.
- Raulian não esperava por esta firmeza, mas garantiu-me que as minhas ordens seriam seguidas.
Continuamos em direcção ao norte a toda a velocidade.
A pouco e pouco apercebi-me de uma grande força que se fazia sentir.
Segui na sua direcção.

Ao longe, vi um castelo surgir. Este castelo não era normal, os meus espíritos não conseguiam lá entrar. Não consegui perceber porquê, afinal eles eram fantasmas, deviam conseguir ir a todos os locais.
Aproximei-me lentamente, quando subitamente um velho surgiu perante mim.
- Olá Pyros, como tens passado? É bom reencontrar-te!
- Quem és tu? Como sabes o meu nome?
...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 20



(rewrote)

Nova liderança - Rebentos de paz depois da destruição




Alucard aproximou-se de mim.
-Tu!
Disse-me ele com uma voz que parecia vir de todos os lados e com uma entoação desconcertante.
- Tu, não me atacaste! Além disso tens o potencial para ser o novo chefe deste clã. Espero que na altura que decidas atacar-me estejas melhor preparado que Octávio. Daqui a um século encontraremos-nos aqui. Não me faças procurar-te.
Alucard levitou, lentamente retomando a sua forma original, menos demoníaca.
Afastava-se cada vez mais, cada vez mais rápido; e eu ali fiquei, imóvel, sem saber o que fazer ou dizer. Quando este estava a uns cem metros começou a rir e desapareceu em zig zags mais rápidos do que o meu olhar podia acompanhar.
É-me difícil acreditar que Octávio, que sempre sabia tudo, sempre estava preparado, havia sido derrotado tão facilmente.
Estava perplexo, incrédulo com o que acabara de ocorrer.
No campo de batalha o cheiro de carne queimada e a visão de vários vampiros meus conhecidos, tornavam insuportável a minha presença naquele local.

Os poucos vampiros que haviam restado vieram ter comigo.
- Mestre! Rápido, salve-nos a todos.
Salvá-los? O que podia eu fazer? Estão todos mortos!

- O que posso eu fazer para salvá-los a todos?
- O mestre tem que absorver as almas de todos. Octávio disse que se ele falhassem apenas você os poderia salvar.
- ...Mas são tantos... e já estão mortos, não os posso ajudar...
- Octávio previu que isto poderia acontecer. Ele disse-nos que agora que já não tem uma tão grande concentração de poder de elfo e que finalmente libertou todo o seu potencial negro você seria capaz de tudo.

Fiquei confuso com este plano, mas não tinha tempo para pensar. Realmente era uma boa ideia, absorver o seu poder, os seus espíritos.
Concentrei-me. Comecei a reunir todo o meu poder. Raulian e os restantes companheiros estavam prontos para orientar todas as almas no instante em que fossem absorvidas.
Aos poucos fui capaz de sentir cada um dos meus companheiros moribundos, a fragilidade dos seus corpos, as suas almas prestes a partir para o outro mundo. A maioria estava perto da morte total, mas estavam ainda vivos. Octávio havia ordenado que ninguém se excedesse forçando uma morte rápida, este era o plano B caso tudo falhasse.
Segundo soube as ordens que tinham era que deveriam guardar as suas energia para que fossem salvos por mim, assim poderiam usar o seu poder para me tornar mais forte e um dia poderiam todos regressar à vida.
Não sabia porque Octávio lhes tinha dito isso, mas não os iria deixar morrer.
Absorvi todas as almas que consegui. Eram agora umas quinhentas.
Era tudo demasiado confuso. Não me conseguia concentrar no mundo real.
Caí num coma, num sonho profundo, um mundo dentro de mim próprio. Um mundo onde, até esse dia, apenas as minhas almas conheciam. Rauliam estava completamente à-vontade com este mundo. Orientou todos os recém chegados comprometendo-se a treiná-los rapidamente para que tudo pudesse voltar rapidamente à normalidade.

Estive vários dias entre o limiar do coma consciente e o sono totalmente inconsciente. Consegui voltar a mim, apenas vários dias depois.
Estava na aldeia dos Vampiros, Cristina estava ao meu lado.
- Já sei de tudo meu mestre. Comprometo-me a orientar tudo até que esteja pronto para tomar o seu lugar como chefe do clã, agora somos só quarenta e sete vampiros vivos, contando consigo e Alucard, mas acredito que com o seu poder iremos conseguir sobreviver.
-Mas... não, Cristina. Não quero ser o vosso líder. Não me trates como se agora fosse diferente, eu sou o mesmo.

- Estava tudo ainda demasiado confuso, mas de uma coisa estava certo. Não pretendia ser líder. Pretendia apenas recuperar rapidamente as forças e apressar-me a encontrar Cecília. Algo me dizia que ela precisava de mim.

Este novo poder, esta grande quantidade de almas, todas organizadas, todas dispostas a ajudar-me, a seguirem os meus desejos.
Estava disposto a fazer tudo para recuperar Cecília e para vingar o clã vampírico. Estava decidido a tornar-me mais forte e agora já sabia como o fazer.
Neste momento os meus espíritos estavam em controlo de toda a aldeia. Eu estava informado sobre tudo o que se passava. Era realmente como se me estivesse a tornar omnipresente e omnipotente.

- Cristina, estou decidido, não quero ser o vosso líder.
- Mas meu amo, Octávio disse que...
- Octávio é agora meu súbdito.
Com um gesto destruí a parede do quarto em que estava alojado.
Cristina parecia assustada. Na realidade eu próprio estava assustado com este novo poder.

A cada segundo me apercebia de novas capacidade, agora era-me mais fácil viajar até ao local onde as minhas almas estão aprisionadas, consegui fundir a minha mente com as delas, conseguia facilmente materializá-las e utilizar as suas capacidades, mesmo contra a sua vontade, caso fosse necessário.
Agora estava realmente unido a elas, agora eu e todas as almas somos um só.
Quinhentos e noventa e três seres como um só.
Agora sim, talvez até Alucard pudesse ser destruído.
- Não.
- Interrompeu-me Cristina como se estivesse a ouvir os meus pensamentos.
- O meu pai é demasiado poderoso. Tentei avisar Octávio disso, mas ele não me ouviu. Foi demasiado teimoso. Alucard vive há mais de três mil e seiscentos anos. Não pode ser destruído por seres como nós.
- Não percebi como ela sabia o que eu estava a pensar, mas na realidade já nada me espantava.
- Talvez tenhas razão, mas não importa. Agora sou também o Octávio. Agora conseguirei compreender e conquistar Cecília, conseguirei que ela me ame. Agora conseguirei tudo o que desejar. E Alucard não faz parte dos meus planos, mas se quiser medir forças, que se prepare bem!... E tu, porque não estás com Cecília? Não deviam estar todos juntos?
- Conseguimos a paz com as tribos Ocs e Goblin. Ela mandou-me vir apoiar-te.
- Eu não desejo ser vosso mestre. Vou entregar-vos ás ordens do clã do Dragão. Os vampiros não são uma raça como aquele monstro do Alucard. Somo uma raça que merece melhor. A partir deste dia seremos todos um clã do Império do Dragão. Vamos ajudá-los a devolver este mundo aos seres do bem e destruir todas as raças que se recusarem a aceitar-nos. Sejam elas de Seol ou Gaia.

Em tempos, enquanto treinava com Rafaela aprendi que não conseguia libertar o meu corpo do espírito tal como ela fazia, mas com a orientação e empenho de Raulian agora conseguia ultrapassar as limitações da técnica de Rafaela. Não conseguia levar o meu espírito para longe do meu corpo, mas conseguia levar o meu corpo para o mundo dos espíritos.Tornei-me capaz de envolver o meu corpo em matéria espirita e transportá-lo assim por momentos para um mundo diferente. Na realidade não compreendia muito bem como tal era possível, mas Raulian parecia certo que tudo correria bem.

Ordenei a Cristina que voltasse para junto do clã do Dragão e lhes indicasse as minhas ordens. Esta é a minha primeira e única ordem enquanto mestre de todos os vampiros.
Precisava encontrar Cecília.
Ela ainda estava nas terras do norte a tentar descobrir o que se havia passado. Algo me dizia que precisava de mim.
Transferi o meu corpo para o reino dos espíritos e voei em direcção ao local onde a havia visto pela ultima vez.
...
Cecília, aguenta, estou a caminho...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 19

(rewrote)
A inevitável morte


- Octávio parecia-me exitante em atacar Alucard.
Pacientemente reportava ao seu mestre o que se havia passado com o clã durante este último século.
Alucard por sua vez demonstrava constantemente uma atitude arrogante e impaciente, mas lá ia ouvindo.

- Mestre, preparei estas bebidas para nós. - Disse amavelmente Octávio para Alucard.
Puro sangue de virgem, tal como gosta.
- Muito bem, posso descansar um pouco. Vamos avaliar a qualidade desse teu puro sangue.
- Ao primeiro gole de sangue Alucard parecia ter bebido ácido.
Saía fumo da sua boca e este gemia de dor.

Rapidamente, Octávio fez sinal aos seus exércitos. Todos apareceram prontamente, preparados para lutar.
- Alucard, o teu fim chegou, serás destruído.
Gritou Octávio.
Alucard subitamente parece recuperar forças e começou a rir.
- Hahahaaha. Octávio, tu delicias-me.
De todos os meus súbditos foste o que aguentou mais tempo sem me tentar destruir, mas achares que realmente sangue com água benta seria capaz de me afectar... Espero que tenhas planeado algo mais...excitante...
- Todos os vampiros correram para atacar Alucard.
Este começou a levitar. Os vampiros deixaram de o poder atacar. Todos olhavam para ele, tentando encontrar uma forma de o derrotar. Era clara a raiva que todos tinham por Alucard.
Manda saltou vários metros no ar em direcção de Alucard.
- Morre falso líder.
Gritava ele tentando atingir Alucard com o seu machado.
Alucard agarou-o pelo pescoço e partiu-o em dois apenas com uma mão.
O Corpo de Manda caiu no chão já sem vida.
"Ao ataque" gritou Octávio.
Vários vampiros apareceram com arco e flexa que em união com diferentes tipos de feitiços formavam uma devastadora chuva de fogo e trovões. Alucard ria voando por entre as várias flexas, mas não parecia muito preocupado em desviar-se.
Ocasionalmente Alucard atacava, mas os seus ataques pareciam mais umas provocações tentando irritar os vampiros que impotentemente o tentavam derrubar. Ainda assim., cada ataque seu tinha poder para provocar a morte de vários, mas ele parecia não querer acabar rapidamente com a festa.
Octávio correu para ele, dizendo para um grupo de vampiros que estavam na retaguarda.
– Está na hora. Invoquem-no agora.
- Os seres começaram a invocar algo. Alucard parecia esperar impaciente para ver o que iam fazer. Ao mesmo tempo ia lentamente destruindo o exército de vampiros que o atacavam.
Passados uns dois minutos Octávio disse-me:
- Aconteça o que acontecer não te deves envolver na luta. Estás aqui só para observar.
- Certamente há algo que eu possa fazer. Não posso ficar apenas a ver todos os meus irmãos vampiros morrerem.
- Não. Se não atacares muito provavelmente Alucard não te vai matar. Caso tudo falhe tu és a minha única salvação.
Não percebi o que ele queria dizer com aquilo, mas também ele não parecia ter tempo para me explicar.
Os vampiros que estavam na retaguarda subitamente terminam a sua invocação. Uma luz branca surge no céu, atingindo directamente Alucard.
Este continuava a rir.
- Vampiros a utilizar magia branca! Agora vi de tudo.
Alucard esfumaçava ao embater na luz branca, mas mesmo assim não parecia estar a esforçar-se muito para combater.
Octávio estava irritado, tudo parecia estar a falhar. Decidiu atacá-lo ele mesmo. Levitou também e atacou Alucard de frente.
Não imaginava que Octávio podia voar. Na realidade nunca tinha visto ninguém voar sem que tivesse asas ou sem que fosse um espírito, mas esses nem corpo têm, por isso nem contam.
Alucard ao vê-lo vir na sua direcção tentou derrubá-lo, mas Octávio era realmente forte. Agarrou Alucard e atirou-o directamente para o centro da luz branca.
Alucard contorceu-se de dor. Subitamente uma força aterradora parecia ter caído sobre todos. Sentia-me impotente quando ouvi uma voz que entoava na minha mente.
Seus fracotes. Isso realmente me magoou. Nuvens negras surgiram acompanhadas de um forte vento frio. Alucard transformou-se num cão! Não..., vários cães, três cabeças pretas de cães saiam do seu corpo.
Octávio paralisado murmurou:
- Sempre é verdade. O cão do inferno. Aquele que bebeu o sangue de Cerbero...
- Dito isto uma das cabeças cortou-o ao meio com uma dentada. As outras rapidamente consumiram os restantes vampiros que o atacavam directamente.
Rapidamente estavam apenas vivos eu, Alucard e menos de dez guerreiros vampiros paralizados de medo.
O que seria de nós...?
Alucard lentamente aproximava-se de nós.
A sua imagem era aterradora.
Preparei-me para o enfrentar...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 18

(rewrote)
Encontro com a morte


Segui Octávio em direcção à missão. Enfrentar "Alucard". O que será que me esperava exactamente nesta missão!? Não sabia no que me ia meter. A poucos quilómetros da vila Orc um exercito aguardava-nos.

Viajava-mos todos a cavalo.
"Então e carros?" Pensava para mim. "Era tão mais facil se houvessem carros, ou aviões..." A viagem era longa, achava estúpido eles não recorrerem à tecnologia, mas Octávio nem queria ouvir falar disso.
Acho que como são seres com vários seculos de vida, não estão à-vontade com a rápida evolução da tecnologia humana.
Octávio planeava uma revolta contra o seu mestre Alucard.
Seria isto possível?
Octávio parecia seguro que sim.
Octávio deveria encontrar-se com Alucarde uma vez em cada século para lhe explicar como estava a evolução do clã.

No local do encontro, que seria a poucos dias de distancia, foram preparadas várias armadilhas que segundo Octávio, iriam garantir a sua vitória.
Perguntei a Octávio o porquê da revolta. Octávio não se importou em explicar-me detalhadamente as suas razões.
- Alucard é um ser de incrivel puder. Evoluiu grandiosamente na época em que os vampiros ainda viviam na terra. Evoluiu tanto que considera todos os outros seres do clã como uns fracos, não dignos de serem sequer seus escravos. Qundo regressou da terra, destruiu todos os grandes lideres do clã e unificou-nos num pequeno e controlável grupo. Uma das grandes causas de estarmos em extinção é a falta de paciência do nosso lider. Este apenas nós mantem vivos porque se não tivesse um grupo não seria considerado como um líder perante os grandes chefes de Seol e seria obrigado a servir um dos outros lideres. O mais certo era ele não aceitar ser escravo de ninguém e lutar até à morte com o novo líder. Provavelmente Alucard sairia vituriosa da batalha, aí tudo recomeçava, pois ao matar esse líder ele próprio tornar-se-ia lider desse grupo e teria a mesma atitude que tem connosco. Então, por conveniência para todos, somos mantidos vivos, protegidos de seol e gaia, mas impossibilitados de lutar e evoluir livremente. Se destruir Alucard, tudo pode mudar! Brevemente ele estará aqui. No início deste século absorvi sangue de elfo e treinei arduamente, agora poderei dar a este clã o destino que ele merece. Comigo no lugar de seu líder...

- Quando chegamos ao local do encontro, tudo estava pronto. Eu, Octávio e Manda o outro general de Octávio esperavamos Alucard.
Ao longe sentimos uma forte força aproximar-se. Octávio avisa-nos.

- Tenham calma, eu trato de tudo.
- De que tratas tu Octávio?
- Perguntou um ser que agora se apresentava pernte nós. Seria Alucard? Pelo poder que emanava só poderia ser. Ainda agora estava longe e de repente já estava aqui. Nem o vi chegar, parecia viajar mover-se mais rápido que um raio de luz. Seria possível Octávio destrui-lo?
Rapidamente Octávio cumprimenta o seu mestre.
- Mestre, bem vindo. Estava apenas a instruir os meus novos generais.
- Onde está Cristina? Não me digas que não sobreviveu?
- Não é isso mestre. Está em missão, não pode comparecer. Mas tal como previu a sua filha é agora um general nosso!
- Claro que sim. Não poderia ser de outra forma.
Então despacha-te. Ouvi dizer que agora são aliados de clãs que não seguem os nossos ideais. Isso não me agrada. Se precisam disso para sobreviver terei que tomar medidas...Bem, acho até que posso perder algum do meu tempo e destruir esse clã do Dragão.
- Não mestre, não será necessário.
Esse clã é apenas um meio que estou a usar para evoluir o nosso clã.
- Hahaha, sempre tão astuto, um verdadeiro estratega. Se invés de astucia, tivesses força, talvez fosse melhor!
- Octávio parecia-me excitante em atacar Alucard, mas continuou com o plano.
Seria realmente possível vencermos este combate?
Alucar parecia realmente poderoso. O seu poder podia ser sentido por todas as células do meu corpo, Uma força mais poderosa do que alguma vez eu havia sentido...
Olhei Alucard nos olhos e senti o meu corpo tremer. Senti terror bem dentro do meu coração. Tanta mágoa, dor, remorso, o seu poder negro é verdadeiramente aterrador. Só de o olhar qualquer inimigo ficaria com vontade de ser deitar no chão, chorar e pedir perdão. Submissão total.
seria este o poder de um verdadeiro líder? Todos diziam que Cecília ou Lara podiam ser bons e poderosos líderes, ou até mesmo Octávio, mas nunca senti de nenhum deles um poder igual. Apenas a sua aura demonstrava a sua sede de destruição. Será este o verdadeiro significado de se ser um campeão de Seol?
...

terça-feira, 13 de abril de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 17

Caminho da verdade

Octávio contou-me vários acontecimentos que me deixaram a pensar...
Mas as revelações ainda não tinham terminado.
Octávio continuou.
- Embora não seja fácil para seres de grande poder entrar na terra sem alarmar os seus protectores, sabemos que algumas crianças foram mortas, o que quer dizer que algumas das forças de Seol foram bem sucedidos.
Uma delas deveria ser morta pelo meu mestre, mas como sempre, Alucard não se importa com nada nem ninguém. Ordenou-me que te matasse enquanto ele continuou nos seus idiotas afazeres. Nunca quer saber do seu clã, apenas aparece quando precisa de nós.
Para completar a minha missão, aproximei-me de Cecília e forjei uma aliança com o seu Clã.

- Cecília parecia irritada. Deixou o quarto reclamando algo que não percebi.
Enquanto isto Octávio ria.
- Eu seduzi Cecília e a convenci-a a dizer-me onde te encontrar.
Pesquisei um pouco sobre ti e quando vi que tinhas sido infectado pelo vampirismo, decidi que deverias ser treinado connosco ao invés de deixar o Império do Clã do Dragão destruir o vírus.
Achei que um ser com o teu potencial e com algum do poder de X31 não deveria ser destruído.
E assim, aqui estás tu, mais forte que nunca. Conseguiste tornar-te num general vampiro sem a ajuda de ninguém e um importante guerreiro dos Dragões...
E agora, no momento em que o nosso clã fará história, tu estarás ao nosso lado.
- História? Que História? Tens alguma coisa a ver com os ataques aos Orcs?
- Não sei de nada sobre os Orcs e agora esse é um assunto pouco importante. Deixaremos Cristina e Cecília tomarem conta dessa assunto. Agora, Pyros, cobro a tua promessa de me ajudares quando eu necessitasse,... agora Pyros, será feita história no clã. De uma vez por todas, o clã será uma verdadeira família. Partimos em uma hora, prepara-te.

- Decidi que devia seguir Octávio e honrar a minha promessa, mas mais uma vez a minha vida andava confusa, cheia de coisas que não compreendia. Decidi deixar-me levar.
Não estava nada contente com Octávio e com o facto de ter usado Cecilia, mas não podia fazer muito.

Tinha que me despedir de Cristina e Cecília.
Quando cheguei perto delas, não pude deixar de sentir uma certa magoa de abandonar novamente Cecília. Ao que parece ela e Octávio havia tido uma história amorosa. Olhando para a maneira como se relacionavam era notório que a sua história não era passado. Não sabia bem o que pensar sobre isto. Octávio sempre foi para mim um amigo estranho, calculista mas preocupado comigo e com o seu clã. No fundo eu achava-o um sonhador, um visionário de bom coração, mas como foi ele capaz de usar Cecília!? A minha Cecília. A Cecília que de minha não tinha nada, mas em todo o caso...
Octávio estava a falar com Cecília quando me aproximei deles para me despedir. Ao ver-me, Cecília parecia ficar pouco à vontade. Cristina correu para se despedir de mim.
- Desejo-te muita sorte, tenho a certeza que vais sobreviver.
- Por alguma razão essas palavras não me deixaram muito animado!
"Sobreviver!? O que vamos nós enfrentar?" perguntei-lhe.
Cristina beijou-me.
- Boa sorte. Fico à tua espera.
- Não soube como reagir. Ainda por cima ela beijará-me em frente a Cecília. Não sabia se devia ou não chatear-me com ela.
Cecília aproximou-se de mim dizendo:
- Octávio foi um erro que não se vai repetir. Boa sorte com a tua missão. Fico à tua espera.
- Dizendo isto deixou-nos.
- Octávio aproximou-se perguntando em voz autoritária.
– Vamos?
- Sim, mas o que vamos enfrentar? Qual é a missão?
- Alucard é a missão...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 16

(rewrote)
A verdade


A luta com o Orc quase me custou a vida. Além de ter ganho a batalha com grande dificuldade o facto de me ter deixado controlar completamente pela magia negra dirigida a aumentar o meu poder físico o resultado foi um grande stress para o meu corpo. O que me salvou foi todo o meu treino e desenvolvimento físico. Se tivesse tido esta luta um ano antes provavelmente nunca conseguiria ter aguentado esta libertação de poder.
Depois de ganhar a luta com o Orc, fiquei a saber que alguém se fez passar por um guerreiro do clã do dragão e atacou uma tribo Orc iniciando toda esta guerra.
Esta noticia vem acompanhada com o facto de que Octávio me quer rever.

Pedi ao Octávio para vir ter comigo logo que possível, não queria esperar.
Octávio chegou todo amável, mas rapidamente percebeu que eu não estava contente.
Pedi-lhe explicações.
Explicações sobre tudo que se havia passado!
Se realmente eu tinha sido usado por ele, eu queria saber. Queria saber até que ponto podia confiar nele.
- Pois muito bem, o que pretendes saber?
Perguntou-me Octávio, com o seu ar confiante.
- Quero saber quem és tu! Se devo ou não confiar em ti.
- Vou contar-te o que sei. A partir dai decides tu.

Tudo te tem rodeado por cauda do poder de elfo que tens no teu sangue. Os elfos não existem neste mundo, são criaturas de grande poder que raramente se envolvem directamente em lutas. Quando este mundo começou a ser disputado, um elfo veio orientar as forças da luz.
Esse elfo tinha o nome de Asgard. As forças de Asgard travaram algumas batalhas com as do demónio Bretezen, no final da grande guerra, a guerra mais devastadora que este planeta alguma vez sentiu, ambos os lideres e grande parte dos seus exércitos foram destruídos.
Dos restos do elfo foram recolhidas seis doses de sangue. Este sangue tem a propriedade de dar a quem o absorver a possibilidade de aumentar várias vezes o seu poder. Este efeito é especialmente forte se for absorvido por raças com pouco poder, tal como era o teu caso.
Durante a fase de absorção do poder elfico o teu corpo deveria ser capaz de se adaptar a tudo. Se tivesses ingerido uma dose completa o teu corpo poderia evoluir por um período de dois a três anos, apenas baseando-se no poder elfico.

Neste momento, Cecília entrou no quarto.
- Ouvi dizer que estavam a conversar. Quero ter a certeza que contas a história verdadeira.
- Claro que sim. Estava a explicar ao Pyros para que servem as doses de sangue elfico e o que lhe deveria ter acontecido se tivesse absorvido uma dose completa.
– Mas ele absorveu uma dose completa. O imperador não o queria, mas essa era a melhor forma de maximizar o seu poder e permitir a sua evolução até um ponto em que poderia sobreviver, ainda não sei o que se passou, deve ter sido o contacto que ele teve com a infecção de vampiro que lhe diminuiu o poder.
- Octávio riu.
– Claro que não foi. Esse sangue já foi usado em vampiros com sucesso. Claro que foi usado em doses muito reduzidas, mas o resultado sempre foi o esperado. Sabes Pyros, foram feitas 6 poções com o sangue de elfo, três das doses foram usadas em três grande imperadores de Gaia e as três restantes doses desapareceram.
Duas delas foram encontradas na posse de Seol há quinhentos anos, graças a elas vários demónios evoluíram muitíssimo, incluindo eu próprio.
Mas a ultima dose desapareceu, para ser encontrada recentemente no Império do Clã do Dragão.
Seria de esperar que usassem a dose num ser do próprio clã, mas tiveram medo que ao procurar-mos pelo sangue viéssemos a destruir o seu império totalmente. Até agora tem prosperado graças a alianças com ambos os lados da guerra, Seol e Gaia, mas esta poção na sua posse poderia por tudo a perder.
Já antes de Cecília ir para a terra já todos em Seol, sabiam que iriam escolher humanos para injectar as várias doses que poderiam ser construídas com o sangue.
Infelizmente para o Império do Dragão, os grandes lideres de Seol foram instruídos para destruir os descendentes dos grandes mágicos humanos.

- Tudo isto que Octávio me conta é muito estranho, isto quer dizer que eu também sou um descendente de de seres mágicos? Mas quem?
O meu pai não pode ser, claro que não! Será a minha mãe? Ou os meus avós... nunca os conheci. Talvez fosse por isso.

- Cecília, tens deixado esta criança na ignorância!? A seu tempo saberás tudo Pyros. Se dependesse de mim, a partir de agora saberias de tudo, infelizmente nem eu tenho essa informação. Terás que perguntar a Cecília qual é a verdade toda...

domingo, 14 de março de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 15

(rewrote)
O meu poder negro

Estou no meio do territorio inimigo a lutar num campeonato contra o campeão Orc.
Ouviu-se o som de um bombo, a luta começou...
O Orc de mais de três metros e provavelmente perto de uma tonelada de músculo carregava duas estranhas espadas.
Atacou-me de frente, gritando em fúria.
Os seus ataques eram rápidos e poderosos, mas não me era difícil esquivar. Eu tinha apenas uma espada e uma leve armadura. Embora lhe ganhasse em rapidez perdia bastante em poder de ataque, os golpes que eu desferia mal causavam impacto, aquilo que eu considerava serem ataques poderosos, na realidade não surtiam nenhum efeito no Orc. Cada ataque meu me parecia deixá-lo apenas mais e mais irritado. Rapidamente me fui apercebendo de que quanto mais irritado ele ficava, mais rápidos e poderosos eram os seus golpes. Começava lentamente a perder o pouco controlo da batalha que tinha.
O Orc estava a ficar avermelhado, parecia estar a espumar-se. Estava cheio de raiva! Os seus ataques eram descontrolados.
Decidi usar os poucos conhecimentos de artes marciais que possuía. Tentei usar o seu peso, e ataques com toda a força para o tentar desequilibrar e fazer cair, talvez me desse uma vantagem. Não foi difícil, à primeira tentativa fiz-lo cair e desferi um gole na garganta. Não ajudou! O golpe era demasiado superficial, a sua pele é como uma armadura, só estava a conseguir irritá-lo mais.
As regras do torneio diziam que não podia utilizar ajuda de nenhum ser, nem fazer qualquer tipo de ataque mágico que afectasse o meu oponente.
Lembrei-me! As regras não diziam que não podia fazer magias que me afectassem a mim. O que tinha eu aprendido que me poderia ajudar?
Foi aí que me lembrei das aulas do necromante.
O poder negro é a magia mais destrutiva e perigosa de todas. Com ela tudo é possível. Mas as consequências poderão ser terríveis.
O meu mestre sempre me dizia "Se estiveres disposto a desistir da tua humanidade, podes fazer tudo" e ali estava eu, disposto a tentar tudo, não tinha outra escolha. O Orc estava cada vez mais rápido, se me acertasse uma vez que seja estava certo que a luta estava perdida.
Não tinha outra opção. Morrer era bem pior do que perder a minha humanidade.
Concentrei-me. Num ataque consegui desequilibrar o Orc atirando-o para a outra ponta da arena.
Parei de atacar. Fechei os olhos e foquei-me apenas no meu poder.
Conseguia sentir a magia percorrer o meu corpo. Acumulei-a ao máximo e deixei que fluísse pelos meus ossos e músculos, abri os olhos. Demorei tempo de mais, Pensei para comigo.
O Orc estava a um metro de mim, lançou-me a voar com um murro. Bati contra umas pedras. Senti apenas as rochas quebrarem atrás de mim. Os meus músculos estavam inchados, crescendo desproporcionalmente. O orc susteve o seu ataque esperando ver o que se passava comigo. Não detive a magia, pela primeira vez compreendia o meu poder negro e estava disposto a deixa-lo fluir pelo meu corpo sem qualquer controlo ou receio.
Agarrei a minha espada. Corri contra o meu oponente. Este defendeu o meu golpe com a sua espada. Não! O choque quebrou as espadas. A ponta que ficou na minha mão continuou em frente desferindo um profundo golpe no braço do Orc.
Este ficou incrédulo com o meu ataque.
Preparei-me para mais um ataque quando subitamente o Orc se ajoelha admitindo a derrota.
Tudo ficou turvo... desmaiei... todo este poder era demasiado.
Acordei apenas horas depois.
Estava na vila Orc com Cristina e Cecília.
- Estás bem? – Perguntou Cristina.
- Sim, acho que sim.
- Cecília olhou-me. Não sabia se com amor se com ódio.
- Foste longe demais. -Disse Cecília, deixando o quarto.
- Não lhe ligues. - Disse Cristina.
- Conseguiste salvar-nos, isso é o importante.
- Depois do campeão ter sido derrotado o chefe da tribo não quis que continuássemos no torneio. Disse que eras um guerreiro precioso demais para morrer. O ex-campeão era seu filho. Bem, um dos quarenta e sete. Mas mesmo assim o chefe ficou contente por não o teres morto.
- Ri dizendo - Bem, não tive grande chance de o fazer.
- Não. O chefe acha que o poderias ter morto desde o inicio do combate, mas que não o fizeste. Eu negociei com ele em tua vez. Ao que parece alguém se fez passar por um guerreiro do clã do dragão e atacou uma tribo de Orcs mais a norte, teremos que ir até lá para apurar os factos. Já foi enviado um emissário Orc avisando-os de que íamos a caminho. Vamos tentar esclarecer tudo.
Entretanto, tens um amigo que te quer rever. Logo que estejas bem peço-lhe para entrar.
- Quem é?
- Octávio!
...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 14

(rewrote)
O Torneio

 
Viajamos alguns dias até chegarmos ao território do clã Orc. Eu nem notara que estávamos no seu território até já estarmos bastante perto da sua vila principal. Esperava ter mais sinais da presença desta raça. Afinal de contas eles não eram bestas brutas e destruidoras sem racionalidade nem cultura. A sua cidade embora ligeiramente diferente não era tão selvagem como se poderia esperar...
Dirigi-me a Cristina perguntando se não íamos descansar antes da batalha e qual era a sua estratégia para os atacar-mos.
- Não os vamos atacar.
- Não vamos? Como assim? Eu prometi a Cecília que eles iriam ser controlados. Não penses que a vou atraiçoar.
- Estúpido, sempre a pensara nessa mulher. Ela não te merece.
Não os vamos atacar porque não é necessário. O clã está no meio de um campeonato. Todos os seres que os desejarem desafiar para um combate corpo a corpo, um contra um, poderá faze-lo. O vencedor do campeonato será eleito general das suas forças.
Vamos inscrever um dos nossos no torneio e quando vencer-mos teremos oportunidade de facilmente poder convencê-los a parar com as hostilidades e negociar a paz. E não vamos trair a tua Cecília, até porque só iniciamos hostilidades para com o clã do dragão por tua causa. Agora que voltaste para eles não há razão para ainda estarmos em guerra. Eles são nossos aliados.
- Como assim? Por minha causa?
- Não te sei dar detalhes. Terás que falar com Octávio. Só sei que ficamos contra eles desde que entraste para o nosso clã e agora que voltaste para eles, Octávio conseguiu novamente que houvesse paz.
- Vou ter que esclarecer tudo com ele. Raio de Octávio.
Então Cristina, afinal quem é esse guerreiro que vamos inscrever no torneio? Os Orcs que vi lutarem são bem fortes, quem é mais forte que eles a ponto de os vencer numa luta um contra um?
- Tu, claro!
- Eu? Mas eu não sou assim tão forte. É claro que treinei bastante, mas pelo que vi na ultima batalha eles são guerreiros bem difíceis de derrotar. Eu não sei se...
- Claro que és forte o sufucuente, tu és bem mais forte que eu, bem vi a forma como derrotaste todos ontem quando entraste no nosso acampamento e nos surpreendeste com um ataque.
- Porque raio tive aquela ideia!? ...Ao menos posso usar os meus espíritos?
- Mas é claro que não. Nada de magias. Apenas o teu corpo.
- Como posso eu ganhar contra aquelas montanhas de músculos?
- Tu claramente és mais forte que eu. E nenhum dos nossos guerreiros tem metade da minha força, só tu nos podes salvar Pyros. Eu sei que consegues.


- Não fiquei nada confiante com os incentivos de Cristina. mas também não podia deixar de pensar que ela tinha razão.
Ao entrar na vila dos Orcs, apenas a mim, Cristina e mais dois vampiros foi dada permissão para entrar no recinto do torneio. Os restantes podiam apenas ficar fora das muralhas da vila.
Ao ver os meus oponentes, não conseguia deixar de pensar que seria desta que iria morrer. A luta não tinha regras, excepto de que podias apenas contar contigo e com as tuas armas não magicas.
Esta seria uma luta boa para Guilherme, ele sim, seria capaz de derrotar estes Orcs. Havia-o já visto brincar com um Leão que pensava que Guilherme era o seu almoço. Guilherme facilmente o controlava, evitando ser morto. Agora eu, nunca pensaria fazê-lo sem a ajuda do meu poder.
Agora aqui estava eu, prestes a enfrentar uma montanha de músculos de quase três metros que usavam armas de guerra como espadas, martelos e machados maiores que eu.
Os Orcs claramente não gostavam da nossa presença. Mas obedecendo ás suas próprias leis, ninguém nos poderia fazer mal.
Após alguns combates entre Orcs, era a minha vez.
Tinha de lutar contra o campeão do anterior torneio. Parece que queriam acabar com a nossa presença o mais rapidamente possível.
Cristina aproximou-se.
- Pyros, recebi notícias que os nossos guerreiros estão cercados por Orcs. Caso percas a luta deixa de haver razão para nos deixarem ficar cá, seremos atacados por toda a vila. A vida de todos nós está nas tuas mãos.
- Não podia acreditar que ela me havia dito aquilo. Estava a momentos antes de uma luta, cheio de medo do meu adversário e agora estava ainda mais nervoso. Como podia eu conseguir!?


Estávamos num recinto fechado com uma arena de pouco mais de uns sete ou oito metros. O Orc rugia para o publico, que o apoiava efusivamente.
Quando me apresentaram, ninguém me aplaudiu. Nem mesmo Cristina. Creio que não queria enervar mais o público.
Realmente, verem-me ali especado à espera que alguém me apoiasse, e ninguém o ter feito, parece ter descontraído os Orcs, que rapidamente começaram a rir e a falar uns com os outros. Provavelmente estavam a gozar comigo, mas não entendi o que diziam.
Ouviu-se o som de um bombo, a luta começou.
O Orcs de mais de três metros e provavelmente perto de uma tonelada de musculo carregava apenas duas estranhas espadas.
Atacou-me de frente, gritando de fúria.
...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 13















(rewrote)
Novamente com vampiros


Eu e Cecília afastamo-nos.
- Pyros, se preferes que te trate assim podes dizer-me.
- Na realidade não me sentia à vontade para a contestar. Tudo que ela fazia estava perfeito para mim.
- Vá, conta-me tudo, o que sabes fazer? Cristina fartou-se de te gabar, acha que és fantástico. Prova-me que ela está certa.
- Cristina!? A minha amiga vampiro!? Como é que ela conhecia a Cristina? Será que eram amigas?
Tentei-lhe descrever ao máximo tudo o que se havia passado comigo, todos os meus treinos e todas as minhas habilidades.
- Muito bem. Sabia que para além da traição de Octávio podia confiar que te manterias no caminho correcto.
Eu vou liderar as actuais forças para a tribo dos Goblins. Tu vais juntar-te a Cristina e aos seus vampiros e tentar dialogar com a tribo dos Orcs. Essa tribo bárbara só vê a força. Tu certamente conseguirás argumentar melhor com eles. Muito bem, vou preparar-me. A Fast irá levar-te até Cristina.
- A Fast?
- Sim, essa nossa amiga que está ao teu lado.
- Olhei para o lado. E lá estava uma pequena mulher com asas de borboleta ao meu lado. Não devia ter mais que uns quatro ou cinco centímetros.
- Como chegaste aqui? Nem te vi aproximar!
- Cecília, já se afastando, disse:
- Devias ter os espíritos a toda a hora contigo. Eles poderiam ter-te avisado da sua presença.
- Ela tinha razão, mas custava-me invocá-los e deixá-los ficar sempre neste mundo. Era demasiado solitário para eles. Sete espíritos que se movem num raio não superior a dez metros de mim, que não podem interagir com nada nem ninguém sem esgotar a minha e a sua energia em pouco mais de uma hora. Para além disto se eles estivessem sempre comigo eu deixava de ter privacidade.
Eram evidentes as minhas falhas como guerreiro, como podiam eles esperar que eu fosse o mais forte se me demonstravam constantemente as minhas falhas!?
Raulian tentou comunicar-se comigo. Consegui-a ouvi-lo de dentro de mim...
- Pyros, tenho tentado evoluir ao máximo neste meu estado, estou a descobrir várias formas de nos tornarmos mais fortes, neste momento consigo sentir, ouvir e ver tudo o que tu sentes, vês e ouves mesmo não estando no mundo físico, a ligação que existe entre ti e os espíritos que carregas é muito forte.
Tal como Cecília disse, deverias manter-nos neste mundo sempre, estamos todos dispostos a viver, treinar e proteger-te nessa escravidão. Na realidade viver assim não é muito pior do que viver como vampiro. Não tens que te preocupar connosco.
- Raulian realmente estava a esforçar-se para que ficasse-mos mais fortes, não sei se por mim, ou se por ele próprio, pois se eu morresse ele também morria e a vida depois da morte não devia ser algo de bom para um vampiro, em todo o caso era um esforço que me motivava.
Além de tudo, estava triste. Foi bom rever Cecília, mas ela foi tão fria e distante comigo. Desejei acreditar que isto era apenas porque ela não sabia dos meus sentimentos, mas que certamente um dia estaríamos juntos.
Passado alguns minutos vi todos partir. Cecília nem se despediu de mim. Toda aquela doçura que me cativara aquando do meu recrutamento já não existia no seu olhar.
Decidi seguir a Fast sem pensar nela. Novamente rumo ao clã dos vampiros...
A viagem foi calma e solitária, não só a Fast não falava muito, como também eu não conseguia deixar de pensar na Cecília.
Estávamos já bastante perto do local onde nos deveríamos encontrar com os vampiros, a Fast não queria aproximar-se mais, tinha medo de se transformar num morto vivo caso ficasse muito perto deles. Decidi então despedir-me dela e com um sorriso entreguei-lhe uma carta para Cecília. Uma carta onde decidi explicar os meus sentimentos.
Aproximei-me do acampamento lentamente. Decidi testá-los, ver o quanto fortes estavam.
Corri para eles. Os vigias viram-me aproximar a correr, fizeram soar o alarme e correram para me deter. Ninguém me reconheceu.
Eram notoriamente guerreiros de baixo nível. Provavelmente uns novatos recrutados depois de eu abandonar o seu clã.
Saltei sobre eles e sobre as iniciais barreiras.
Ao longe vi Cristina, corri na sua direcção. Rapidamente fiquei cercado por vampiros. Os meus, agora mais presentes companheiros espíritos, atacaram. Foi fácil lançá-los pelo ar e continuar em direcção a Cristina.
Um dos espíritos alertou-me para um perigo, pela primeira vez vi guerreiros vampiros arqueiros. Não foi muito difícil esquivar das suas flechas.
Se este era o exercito de vampiros que nos iria ajudar então estavamos condenados, eles pareciam realmente muito fracos.
Finalmente estava a poucos metros de Cristina. Os vampiros gritavam. “Cuidado mestre".
Cristina virou-se na minha direcção sorrindo, abrindo os braços para me abraçar.
Correspondi.
Todos pararam com o ataque, sem saber como reagir.
- Seus estúpidos.
- Gritou ela.
- Como ousam atacar o nosso general Pyros!!!
- Todos se ajoelharam pedindo perdão.
- General? Eu? Que história é essa?
- Perguntei-lhe.
- Agora és o nosso general. Tu, eu e Manda, somos os generais de Octávio, os mais poderosos do clã.
- Tenho muito a falar contigo. Os amigos de Lara têm tentado convencer-me de que me usaram.
- Mas é claro que Octávio te usou.
- Fiquei chocado ao ouvir estas palavras.
- Octávio é um visionário, um estratega como nunca antes visto. Ele deveria ser o nosso verdadeiro líder, mas com o seu nível de poder, isto nunca será possível. Ele viu em ti um grande potencial e ao invés de te destruir, como foi feito com alguns outros, ele decidiu trazer-te até nós. De resto, nada aconteceu como planeado. As amizades que formaste, o teu empenho pelo treino, a derrota de Raulian, o meu amor por ti...!
- Ah...não sei o que dizer.
- Nada. Não tens que dizer nada. Todos sabem que amas Cecília. Tal como todos sabem que eu te amo a ti. Isto não muda nada. Somos amigos. Vamos completar a nossa missão e se desejares, depois podes esclarecer tudo com Octávio. Agora que chegaste, está na hora, vamos quebrar umas cabeças de Orcs...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 12

(rewrote)
O reencontro com Cecília



Estava a lutar desesperadamente com uma hidra.
Com um golpe de espada cortei a cabeça mais à esquerda mas havia sido completamente trespassado pela cabeça da direita. Dentro das suas mandíbulas estava a parte inferior do meu corpo. Não senti dor, mas porquê?
Estava em choque.
Reparei que os seus dentes não me haviam trespassado, haviam apenas cortes superficiais. Raulian estava dentro da sua boca segurando-a.
Raulian era certamente o espírito mais evoluído, o seu poder sempre me surpreendia.
Com um grito que só eu podia perceber, Rauliam abriu a boca da hidra até que esta se quebrou, metade para cada lado! A hidra gemia de dor, mas eu não podia ter pena dela!
As restantes cabeças estavam bem seguras pelos restantes espíritos, despachei-me a cortá-las.
Reparei que Rafaela estava em apuros, o pequeno Goblin preto lançava raios negros de um pequeno galho que segurava nas mãos, cada raio parecia desintegrar os seus lobos. A situação estava a ficar difícil.

Subitamente, quando as coisas pareciam perdidas, vejo chegarem mais guerreiros, vinham a gritar tentando chamar à atenção. Vinham todos montados em cavalos, seriam aliados ou mais inimigos?
Ao longe, pareço reconhecer uma das caras, era Cecília.
Sem qualquer receio correm em direcção ao inimigo e saltam para o centro da batalha, a luta rapidamente volta a parecer favorável.
Cecília ficou para trás, está a invocar algum tipo de magia. Conseguia perceber algumas das palavras que dizia embora não conseguisse construir um contexto. Havia aprendido esta língua com Lara, ela havia-me explicado que todos os tipos de magia haviam sido codificados há vários séculos atrás. Agora era possível a cada mágico usar a magia através de palavras, símbolos, ou encantamentos pré preparados em objectos.
Com o tempo fui percebendo mais algumas palavras que me deram a entender que Cecília estava a invocar algum ser de dentro de si própria, o que poderia ser?
Cecíla desmaiou. Lentamente do seu corpo surgiu um fumo que se materializou num majestoso dragão prateado.
Este foi o elemento que finalmente trouxe a vitória ao campo de batalha, cuspindo fogo o dragão derrubou facilmente a maioria das defesas inimigas, todos fugiam em terror. O Goblin retirou em último com as suas restantes forças por um dos portais gritando palavras de vingança.
Estávamos a salvo.
Corri para ajudar Cecília que estava no chão desmaiada mas nada pude fazer, esta só voltou a si quando o dragão se aproximou e desvaneceu numa fumaça absorvida pelo seu corpo.
Mal acordou sorriu e gritou abraçando-me.
- João, é tão bom ver-te!... ou deverei chamar-te antes Sr. João general do clã vampírico?
- Não percebi a piada, mas sorri de volta, não tínhamos tempo para falar já. Todos se aproximaram de nós. Um dos cavaleiros disse:
- Cecília, não tivemos baixas, devemos continuar com a missão, os vampiros precisam de assistência.
- Rafaela interveio.
- Vou ter que regressar! O Goblin fez-me algo, não achei que os inimigos fossem tão fortes. Preciso de um completo relatório da situação. Vou regressar, pegar o meu corpo e trazer reforços. Será necessário mais forças do que as que temos no momento para controlarmos a situação.
- Cecília levantou-se com um ar de superioridade dizendo:
- Jaime, informa a Rafaela de tudo. Isto não é uma pequena revolta, as tribos do norte reuniram-se para nos destruir. Iremos partir de imediato. O João vem connosco, tu Jaime, informas a Rafaela e voltas a reagrupar connosco perto da montanha do pico. O resto do pessoal, cuidem dos ferimentos. Partimos em trinta minutos.
João, vem comigo, quero saber o quanto evoluíste.
- Rafaela interveio rindo.
- Muito bem Cecília, é bom ter-te de volta. Se não nos tivesses desertado, ainda hoje podias ser a nossa líder! Ah, e o nome dele é Pyros e não João.

- Cecília afastou-se rindo e arrastando-me pelo braço.
Por momentos consegui sentir a chama do meu amor agora mais viva que nunca.
Vê-la ali, perto de mim. Ver o seu sorriso. Sentir o seu perfume. Nunca antes havia reparado que esta tinha um característico cheiro. Ela estava tão bela como me lembrava. E eu sentia-me mais e mais apaixonado. O meu coração batia de emoção enquanto ela me agarrava pelo braço e me perguntava sobre o meu passado e sob o meu treino.
...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 11




(rewrote)
A missão com Rafaela


Os dias em AshWorld passavam lentamente.
Pensava constantemente em como estariam os meus amigos, pais, a Cristina, o Octávio, todo o clã de vampiros... e Cecília como estaria ela?! Tinha tido noticias de que ela fora informada que eu estava de volta, mas não percebia porque não a deixavam ver-me. Consolava-me saber que todo o meu esforço me levaria a brevemente poder rever todos de quem gostava, mas esse dia não parecia estar mais próximo do que quando para cá vim.
Lara prometera que me deixaria vê-los em breve, pois após 14 meses de treino estava pronto a ter a minha primeira missão.
Como prémio pela minha grande evolução, ser-me-ia atribuída uma missão nas terras do norte. Perto do local onde estava Cecília. Era provável que a pudesse ver, mas estava contente por saber que estaria perto dela.
Era estranho para mim perceber que estava tão ligado a uma pessoa que nunca fora mais que uma estranha e que nunca tinha sequer me dado algum sinal de afecto ou amor. Era o meu jeito normal de agir, de me apaixonar, mas Cecília havia sem dúvidas sido a pessoa que mais mexeu comigo em toda a minha vida.
Cada dia que passa me sinto mais obcecado por Cecília. É normal para mim tentar obter informações sobre ela, todos começaram a notar que a considero mais que uma amiga. Nunca ninguém comentou nada acerca deste meu sentimento, ao invés aproveitam constantemente o facto de eu o sentir para me motivarem no treino. Graças a esta motivação, finalmente, ao fim de pouco mais que um ano, estava pronto.
Finalmente é chegado o dia de abandonar o conforto do Clã e preparar-me para enfrentar tudo para a qual fui treinado. O clã tem vindo a ser atacado por tribos de Goblins e Orcs que vivem na floresta do norte. Esta era uma floresta perto do império de Seol controlada pelo clã vampírico, por isso sou enviado para actuar como diplomata caso nos encontremos com vampiros.
Rafaela é enviada juntamente comigo, esta será a minha líder.
A missão consiste em descobrir o porquê de estas tribos estarem a atacar o clã e caso seja necessário assegurar que os ataques param usando a força.
Embora não me tenham sido dados detalhes da missão, pelo que consegui notar, é bem provável que tenhamos que destruir estas tribos.

Rafaela apareceu perante mim flutuando.
- Vamos Pyros. Não temos tempo a perder.
- Rafaela conseguia flutuar porque apenas o seu espírito estava ali. "Então e o teu corpo? Vais assim como espírito?" Perguntei-lhe.
- Sempre que vou em missões vou apenas com o meu espírito, não havendo necessidade, não levo o meu corpo e assim não me arrisco a danificá-lo, caso este fosse destruído, nunca poderia obtê-lo novamente.
Agora vamos rápido, nesta forma eu poderia alcançar o norte em um dia, mas como não és tão rápido, temos que nos apressar. A viagem deverá levar-nos uns cinco dias.

- Era bom finalmente sair da vila onde treinei, conhecer o resto do território do clã.
Durante a viagem tive oportunidade de conversar com Rafaela mais abertamente sobre vários assuntos. Compreendi que todos os que estão no clã lutam até à morte por ele apenas por escolha própria, ninguém é obrigado a ficar e a lutar, ao contrário do que acontecia com o clã dos vampiros, onde a única hipótese é estares com os teus ou morrer. De qualquer das formas a sua afirmação soava-me um pouco estranha, uma vez que me sentia frequentemente um prisioneiro. É verdade que também nunca tinha realmente tentado sair dali, se o desejasse, talvez me deixassem, quem sabe!

O clã do Dragão era na realidade um império, um dos maiores e mais poderosos das facções neutras, com ligações a alguns reinos de Seol e Gaia. Este império era apenas conhecido internamente como clã (família), uma vez que inicialmente havia sido construído por uma família de guerreiros do céu, ou melhor, pessoas que montavam animais voadores como grifos, drakes e dragões, então ficara o conceito, mas nenhuma tribo, clã, ou império externos os vissem mais como um clã, todos os viam como o grande e poderoso Império do dragão.

Quanto mais nos aproximávamos das terras do norte, mais nos apercebíamos de que as coisas estavam pior do que esperado. Havia algumas vilas destruídas e os aldeões haviam desaparecido. Mesmo quando nos aproximamos dos territórios de vampiros nada se via com vida.
Teríamos de ir directamente ao território dos Orcs tentar perceber o que se passava.
Estávamos ainda a cerca de um dia de viagem da principal aldeia Orc quando fomos repentinamente emboscados.
- Eu disse-lhes que mais iriam aparecer.
- Gritou um pequeno e esquelético ser.
- São Goblins, protege-te Pyros.
- Gritou Rafaela.
Coloquei-me rapidamente em defesa. Rafaela havia-me dado uma armadura e uma espada,
invoquei os meus espíritos e preparei-me para o ataque. Rafaela interveio-o.
- Pyros, fica à defesa. Não percebo como não os detectei. Protege-te, eu trato deles.
- Rapidamente por todos os lados apareceram lobos castanhos. Eram os lobos de Radaela. Saltaram sobre os Goblins, desfazendo-os com poderosas dentadas.
Ao longe um Goblin, mais pequeno que os restantes e com uma cor preta que o destacava dos congéneres castanhos, gritava numa língua estranha “Ajuda-nos mestre. Dai-nos poder”, não consegui perceber o resto. Era claramente um código que invocava alguma magia. O Goglin continuava invocando a magia em cânticos e dança tribal, até que em poucos minutos vários portais se abriram. Saiam deles várias criaturas, vários répteis, hidras, mais Goblins e alguns Orcs.
Rafaela já não conseguia dar conta de todos.
Alguns vieram directamente contra mim. As aulas com Guilherme e Rafaela seriam agora testadas. Conseguia esquivar-me, atacar e dar poder aos espíritos para atacarem, estava realmente satisfeito com os resultados do meu treino.
Uma hidra de quatro cabeças correu contra mim. Tentou morder-me com as duas cabeças da direita.
Saltei por cima delas. Um dos espíritos agarrou a cabeça mais à esquerda, enquanto outros dois tentavam arrancar-lhe a cauda. As três cabeças olharam na sua direcção. Duas delas atacaram, mas as almas não podiam ser detidas por ataques puramente físicos. As cabeças acabaram por morder a própria cauda. Com um golpe de espada cortei a cabeça mais à esquerda. A da direita havia reunido força para me atacar, o espírito não foi capaz de a segurar…
Ela mordeu-me com uma rapidez e força esmagadora. A sua cabeça era maior que todo o meu corpo. Dentro das suas mandíbulas estava a parte inferior do meu corpo…
Eles eram demasiados e demasiado fortes...

sábado, 9 de janeiro de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 10


(rewrote)
O treino do dragão



Só depois de demonstrar que sou realmente poderoso e de confiança Lara me deixará ser livre e rever Cecília. Lara definiu que deveria ser treinado em quatro áreas de forma a maximizar o meu poder. O treino que me estava destinado era um treino de 360º que deveria maximizar todas as minhas potencialidades. Segundo ela, iria receber o treino do dragão.
Luta corpo a corpo, onde o meu mestre seria Guilherme, o humano que havia entrado no clã na mesma altura que também eu deveria ter entrado. É o humano que absorveu o sangue de Dragão. Agora, ele não só comunicava com dragões, como também parecia ter a sua força, rapidez e resistência.
Durante os treinos, sempre que lutávamos eu perdia. Ele era incrivelmente dotado para a luta.
Gostava de se gabar que de entre os meus vários mestres, ele era o mais poderoso.
Sabichão, reguila, super inteligente e incrivelmente forte, Guilherme havia-se tornado num dos grandes orgulhos de Lara.

Deveria ser também treinado em controlo dos espíritos. A minha tutora xamã deve ser a mais brilhante e maluca de todos os tempos. O seu nome é Rafaela e esta controlava um bando de lobos castanhos, alguns ainda vivos e outros eram apenas espíritos. Quando estes animais atingiam o seu auge de força e resistência, ela procedia a um ritual que fazia com que a sua alma fosse absorvida, mas sem sofrimento, sem ter de os matar brutalmente e assim os lobos permaneciam com ela e serviam-na como se ainda estivessem vivos. Ela era a fêmea alfa do grupo, a loba mestre. O mais estranho é que por vezes ela realmente parecia ter mentalidade de lobo. Uma mulher realmente estranha!
As minhas sete almas não tinham hipóteses contra os seus setenta e quatro espíritos de lobos, nem eu tinha hipótese contra a sua astúcia e ousadia. Esta insana e brilhante xamã era sem dúvida uma guerreira espectacular.

Tinha ainda que aprender magia branca, a minha mestre era a própria Lara. Esta sempre dizia que não tenho jeito, mas que se tenho sangue de elfo, deveria ser capaz de controlar todos os tipos de magia facilmente. A mana orientada à magia branca era a mais difícil de controlar, mas se a conseguisse controlar, todas as outras artes mágicas seriam fáceis.

O último treino envolvia aprender a utilizar todo o meu poder negro sem que este me afectasse e para isto treinava quase sempre sozinho. Deveria receber ajuda de um velho necromante, mas este raramente estava por perto e notava-se que não gostava de companhia.

Com o passar do tempo compreendi que era o primeiro aluno de Guilherme. Eu era mais um novo amigo do que um discípulo. Guilherme era mais um génio que rapidamente se tornou num dos mais promissores lutadores do clã, compreendia-se perfeitamente o porquê de este ter sido chamado para o clã. Por mais que ele me tentasse ensinar eu nunca conseguia ser tão bom quanto ele. Será que se eu não tivesse passado tanto tempo no clã dos vampiros podia neste momento ter o seu nível de poder? Segundo lara eu podia neste momento ter uma força superior a 3 Guilhermes, algo que me custa acreditar quando estou sempre a ser derrotado por ele.

Rafaela, a minha instrutora espírita era constantemente imprudente, exigente e sempre tenta ser perfeccionista. Era uma mulher e mestre fora do normal.
Com ela aprendi tudo o que havia para saber sobre o mundo dos espíritos. Ela era fenomenal. Havia inclusive algo que apenas ela havia ousado, algo que a tinha tornado famosa entre todos os xamã. Era frequente ouvir dizer que apenas Rafaela poderia ter ousado e sido bem sucedida.
Ela conseguia transferir o seu espírito para além do mundo físico e estar em igualdade com as suas almas absorvidas. Isto era particularmente útil, permitindo-lhe controlar os seus espíritos para alem dos limites do corpo. Rafaela pode liderar as suas almas em direcção a uma batalha sem medo que o seu corpo seja afectado. Refugiando-se no mundo paralelo dos espíritos estava completamente a salvo enquanto os seus lobos destruíam os seus inimigos.
Rafaela era a minha hipótese para um dia conseguir devolver Raulian a um corpo, o que era considerado algo impossível. Mesmo ela não estava confiante em que conseguiríamos fazer tal coisa.
Rafaela tinha grandes contactos com seres do império de Gaia e segundo ela nem os seres mais puros haviam sido capazes de o fazer.
Mesmo que assim fosse, nem eu nem Raulian estávamos dispostos a desistir.
Uma das coisas que ela sempre criticava era o facto de eu absorver apenas seres inteligentes. Quando absorvia seres não inteligentes não era capaz de reter as suas almas. Ao que compreendi as absorções não eram tão incontroláveis como pensei. Sub-conscientemente havia absorvido todos os seres que destruí, mas haviam sempre pequenos animais que morriam perto de mim, como pequenos insectos e eu não estava constantemente a absorvê-los. Eu podia aprender a controlar o meu poder.
Com algum treino fui capaz de compreender como estas absorções inconscientes aconteciam e como as podia controlar. Rafaela fez questão de reforçar o que já vários outros me haviam dito.
Segundo Rafaela um dia as almas inteligentes deixariam de me seguir e nessa altura poderiam deixar de me ajudar ou mesmo começar a lutar contra mim. Todos antes de mim que tentaram absorver almas inteligentes tornaram-se rapidamente poderosos e igualmente tão rapidamente foram destruídos pelos seus próprios aliados. Para que isto nunca fosse possível Rafaela dizia-me que eu deveria ser sempre mais forte que os meus espíritos, que deveria evoluir rapidamente e mostrar-lhes sempre quem manda.
Por mais que tentasse nunca consegui igualar o feito de Rafaela e entrar no mundo dos espíritos e assim segundo ela, nunca conseguiria sobreviver caso estas decidissem atacar-me.

Era estranho pensar que com estes seres excepcionais este clã não fosse o mais poderoso deste planeta. Tinha dificuldade em acreditar que existem seres ainda mais poderosos.
Poucas semanas depois de ter chegado ao clã recebi notícias de que Cecília sabia que havia voltado e que também ela me queria reencontrar. Isto motivou-me ainda mais a treinar e rapidamente tornar-me forte.

Com Lara consegui compreender como funcionavam as artes mágicas. Infelizmente, por mais que tentasse Lara nunca parecia estar totalmente satisfeita, exigia mais e mais de mim, era constante o pensamento de que com tanto poder élfico eu deveria ser capaz de mais. Não compreendia exactamente o que mais ela pretendia de mim, mas dava todos os dias o meu máximo para que um dia me considerasse forte o suficiente para me deixar seguir o meu caminho e rever Cecília.

O mestre mais difícil de conquistar sempre foi o necromante. Nunca me dissera o seu nome, parecia não confiar em mim o suficiente. Apenas me demonstrava interesse quando lhe contava da minha experiência com os vampiros. Ele era realmente obcecado com a magia negra e seres de Seol.
Era especialmente divertido ver os seus encontros com Lara, parecia que se odiavam, ao mesmo tempo que se sentiam atraídos um pelo outro. O necromante e Lara não perdiam uma hipótese de demonstrarem que o seu tipo de magia era superior ao do outro, nem uma hipótese de se criticarem. Se me perguntarem a mim, era apenas uma hipótese para se verem e falarem um com o outro.

Em todas as áreas parecia que depositavam em mim grandes expectativas, os meus mestres eram sempre os melhores. Pergunto-me constantemente porquê eu. Porque esperavam tanto de mim?
Estes foram os tempos em que mais me esforcei e foram também os tempos em que mais fui feliz.
...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Yu All - Blood Elf - Capitulo 9


(rewrote)
Senhor de mim mesmo


Lara não estava disposta a facilitar, exigia saber tudo o que se passou comigo.
Tinha que lhe contar o porquê de Raulian estar comigo. Como tinha eu absorvido a alma de um suposto amigo e ainda para mais um ser tão poderoso. Mesmo enquanto espírito nota-se que Raulian é claramente mais forte que os restantes espíritos que me acompanham.
Tudo se passou há muito pouco tempo. Quando Raulian terminou de me treinar, surgiu a altura de ficar provado perante todos os vampiros qual era o nível do meu poder e qual o meu nível de compromisso para com eles.
Tinha de enfrentar um ser de poder relativamente próximo ao meu para que pudesse ascender a um nível superior de vampiro. A escolha foi de Octávio, provavelmente para que pudesse comprovar que realmente era devoto ao clã, foi-me indicado como adversário o então meu melhor amigo. Fui forçado a lutar com o meu mestre Raulian numa luta que apenas poderia terminar com a morte de um de nós. A morte não assusta os vampiros, a maioria deles acredita já estar morto, mas eu sabia que Raulian não desejava ser absorvido pelo meu poder e viver através de mim para toda a eternidade. Por outro lado sabia que este não se iria conter na luta e, não podia deixá-lo vencer.
Só provando que era capaz de tudo poderia ser um verdadeiro vampiro. Era o que todos, incluindo o próprio Raulian, esperavam de mim.
Foi uma luta violenta e sangrenta que terminou com a minha vitória. Mal absorvi Raulian prometi-lhe que o deixaria no reino dos mortos, não iria usá-lo para lutar.
Esta prova foi um obstáculo demasiado doloroso, não consegui ultrapassar o facto de ter morto um amigo, por isso, logo que pude, abandonei o clã.
Lara interrompeu-me com uma risada.
- Porque te ris?
- É impressionante a falta de conhecimento que tu e esse clã possuem. Têm modos bárbaros de agir e não percebem o conceito de xamanismo e controlo de espíritos. Ao não usares Raulian não estás a deixá-lo no reino dos mortos, mas sim prisioneiro dentro de ti.
- A sua atitude deixou-me irritado.
- Raulian é um verdadeiro amigo, que merece todo o meu respeito, agimos de acordo com as nossas crenças e conhecimentos. Mesmo neste estado, Raulian continuou a ser o meu mestre. Aprendi que não precisava subjugar a sua alma, pois ele pode viver através de mim, mas sempre estive convicto de que não o deveria utilizar para lutar e um dia ainda o poderei devolver à vida, seremos novamente os dois contra tudo e todos, é nisto que acredito.
- Novamente Lara ria de mim.
- João. Foste enganado. Tudo é um motivo para te tentarem prender a eles. O poder negro que te corre nas veias influencia-te. Certamente se não fosse esse poder nunca matarias humanos tão facilmente. Com certeza esse poder tem-te tornado confuso e agressivo. E esse Raulian está contigo só para te vigiar. Até a arma que te deram, pode parecer um bom presente, uma prova de amizade e preocupação, mas na realidade, cada vez que a usas perdes a pouca humanidade que te resta. Transformas-te cada vez mais num vampiro. Foi graças a esta espada que inicialmente surgiram os vampiros, sabias? Esta espada tem tanto de poderosa como de destruidora, será mantida na nossa posse e nunca ninguém mais a utilizará.
- Os argumentos de Lara faziam sentido, não o podia negar, mas também não podia acreditar que eles me haviam usado. Eu realmente acreditava que eles eram meus amigos. Mas agora, agora estou confuso. Não sei em quem acreditar.
Finalmente Lara libertou-me. Disse que me iria ajudar a controlar melhor os meus poderes e a fazer com que o poder negro pudesse ser usado sem me influenciar.
- Descansa, alimenta-te. Amanhã tens muito que fazer. Tens que te desculpar com todos os que mataste e, se for do seu desejo, deves deixar as almas partirem para o outro mundo, mesmo que isso signifique perderes poder.
- Lara saiu, deixando-me com os meus pensamentos.
Aproveitei para sair um pouco da cabana. O local onde estava agora é muito diferente do território dos vampiros, aqui tudo era natural e belo.
Estava numa pequena colina que dava para um vale verdejante. Conseguia ouvir o som dos animais, sentir o cheiro das plantas. Este era realmente o paraíso que Cecília me havia prometido.
Embora rodeado de beleza a minha mente não se conseguia concentrar nela. Apenas o desejo de fazer sentido de tudo que me tem acontecido paira na minha mente.
A manhã chegou rapidamente, mal consegui dormir.
Ainda mal o sol apareceu no horizonte quando sou levado por alguns guerreiros xamã para uma clareira onde devo conversar com as minhas almas e decidir o seu futuro.
Os xamã ficaram por perto para garantir que nenhuma delas me tentará atacar. Acreditavam que estava indefeso contra elas.
Pensando bem, caso elas me atacassem não sei o que poderia fazer, ainda bem que as mantive escravizadas, não sei o que aconteceria se inconscientemente as tivesse mantido com um nível de liberdade maior.
Mantive a calma. Se me explicar tenho a certeza de que tudo vai correr bem.

Fui levado para uma clareira, seis almas apareceram. Quatro delas, entre os quais estava Renato, o primeiro homem que matei, rapidamente se ajoelharam perante mim dizendo:
- Sabemos o que se passa mestre, Octávio previu tudo isto, estamos aqui para te servir.
Fiquei de boca aberta. Afinal estas almas eram realmente antigos servos de Octávio.
As outras duas rapidamente enterviram.
– Sabemos o que se passa, foste enganado pelos vampiros, a partir de agora, com a nossa ajuda acreditamos que vais seguir um caminho mais justo. Somos guerreiros da luz, mesmo depois da morte vamos continuar a lutar pelo bem.
Dizendo isto ajoelharam-se também perante mim chamando-me de mestre.
Não sei bem como as coisas estavam assim, mas não deixaria que ninguém me dissesse o que fazer. Decidi impor-me. Com a ajuda deles os seis com certeza poderia libertar Raulian e tomar controlo sobre o que se estava a passar.
Concentrei-me. Conseguia sentir a aura de Raulian. Segui na sua direcção. Com a ajuda dos meus novos aliados corri para o libertar. Estava preso numa jaula de luz branca, com um murro a jaula desfez-se. Ninguém me tentou deter.
"Raulian, Temos muito que conversar" disse-lhe.
Raulian olhou-me ajoelhando-se.
- Pyros, agora és tu o mestre. Tal como previsto, agora sou teu escravo. Tal como Octávio previu, tu conquistarás tudo.
- Não sabia o que fazer, não esperava nada disto.
Lara surgiu por trás de mim.
- Tens a certeza que vais aceitar esse como teu súbdito? Tens que ser selectivo.
- Sim. Raulian é um amigo de confiança.
- Na realidade não esperava que isto acontecesse, mas estava contente com o resultado.
- Bem João. Vais ficar aqui…
- Interrompi-a dizendo que o meu nome é Pyros.
- Muito bem. Pyros!... Vais ficar aqui a treinar até que te consideremos digno de concretizar algumas missões. Foste criado para nos servir, e assim será.
- Exijo ver Cecília.
- Lara riu.
– Não te esqueças que sou tua superior. A seu tempo permitir-te-ei vê-la. Agora vamos ao treino!
- De alguma forma sabia que nada podia fazer. Mas iria eu obedecer a Lara e mais uma vez adiar os meus planos!?
...