sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Yu All - Blood Elf - Capitulo 2
(rewriten)
A mudança
Cecília havia-me dito que me estava a observar há muito tempo.
"Tudo o que vês e ouves neste momento é quase que irrelevante. O que importa é que tudo isto estará ao teu domínio se assim o desejares." Estas foram as suas palavras.
O que ela poderia querer dizer com isto?
Tentei esquecer o que se havia passado. Nem estava certo se aquilo havia sido real. Como podia ser!? Algo tão mágico acontecer-me a mim... o simples João!
Cheguei a casa e esta estava deserta. Como sempre. Os meus pais podiam até estar fora do país que eu nem saberia. Podiam estar vários dias fora que eu nem saberia onde os procurar ou como os contactar.
Devia ter os piores pais que existem na face da terra! O que vale é que tinha cartão multibanco que me possibilitava ter tudo o que precisasse sem preocupações e sem dar satisfações a ninguém. Até porque aparentemente ninguém se importava em saber onde gastava o dinheiro...
Nessa noite voltei a sonhar com Cecília. No sonho ela me mostrava um mundo diferente. Um mundo de magia, anjos e demónios. Um mundo onde eu pertencia. E dizia-me que eu devia tomar uma decisão. Eu devia decidir se queria ir para aquele mundo.
Os dias passavam-se e o sonho repetia-se.
Estava a ficar realmente preocupado comigo. Estaria a enlouquecer?
Nestes dias seguintes comecei a faltar ás aulas, decidi procurar aquela mulher.
Foi apenas tempo perdido.
No entanto, tirando os sonhos, tudo à minha volta parecia normal. Ninguém havia reparado que andava a faltar ás aulas. Nem a Rita tinha vindo implicar comigo. Os dias passavam num estranho vórtice de realidade e ficção.
Precisava tomar uma decisão. Percebi que precisava responde a Cecília. Devia decidir se queria viver neste outro mundo e três factores me levaram a tomar a decisão que precisava. Uma decisão que mudaria para sempre a minha vida.
O primeiro factor foi o facto de ter a noção que Cecília realmente precisava de mim. Agora percebo este sentimento. Percebo também que Cecília não era mais do que todas aquelas mulheres giras que nos entrevistam quando vamos procurara emprego a grandes empresas. É tudo uma questão de marketing. Na realidade a sua beleza e doçura influenciaram muito a minha decisão, só por isto quase poderia dizer que nunca tive escolha, a minha decisão já havia sido decidida antes de eu saber. Naquela altura fazia tudo para reencontrar aquela mulher que todas as noites entrava nos meus sonhos e me dava detalhes de um novo mundo e uma nova vida.
Quando Cecília me levava a este novo mundo. Tudo me parecia um misto de sonho e realidade. Ainda hoje, passado vários anos não percebo o que se passou. Cecília deu-me a possibilidade de ver "AshWorld". Era como ela intitulava este mundo.
Viajei por ele algumas horas por dia, enquanto Cecília me explicava a origem de todas as lendas do nosso próprio mundo. Supostamente neste mundo "AshWorld" não deveriam existir humanos, tal como no nosso não deveriam existir seres de origem mágica. A verdade é que nem sempre tinha sido assim. Em tempos também no nosso mundo viviam livremente vários seres mágicos. Eu queria saber tudo, mas Cecília não queria dar-me já todas as respostas.
Basicamente o que se passava era que desde sempre havia uma grande guerra entre os seres mágicos. De um lado as tradicionais forças do bem. Intitulados de império de "Gaia" supostos defensores dos antigos deuses que criaram todos os outros seres, incluindo os próprios humanos. Cecília explicou-me que se me juntasse a eles iria viver cerca de meia centena de anos a compreender os seus costumes e crenças e se fosse merecedor passaria mais meia centena de anos a treinar numa das várias classes de guerreiro que compõem este império. Só mais tarde, dependendo do meu desempenho, seria capaz de voltar à terra, ou seguir qualquer outro ideal que desejasse. Estava a ser recrutado como guerreiro para uma antiga guerra.
Fiquei com a ideia de que depois de passar tanto tempo a treinar e ainda ter tempo para seguir o meu caminho, teria uma longevidade de vida bem maior que a actual, cheguei mesmo a pensar que talvez pudesse ser imortal. Uma ideia que em nada me agradava era passar um século longe de tudo e todos, esta escolha significava abandonar tudo o que conhecia e possuía actualmente.
Mas esta não era a minha única opção.
Do outro lado da guerra, o tradicional império do mal, o lado onde reina a desordem e a lei do mais forte. Na realidade isto não é bem verdade. Aqui existem também bastantes regras e, na realidade os guerreiros mais poderosos encontram-se aqui, explicava Cecília. Mas aqui, poucos sobrevivem. Se te juntares a este império, certamente passarás vários anos a viver como escravo de algum general, até que finalmente consigas mostrar o teu verdadeiro poder. Este é o império de "Seol", adoradores de Deuses maléficos e de origens demoníacas. A grande diferença entre os impérios tem a ver com a protecção, ou não protecção, dos mais fracos. Aqui ninguém me iria proteger. Acredita-se que este é o verdadeiro caminho para se alcançar a força suprema rapidamente. Este é um império de impérios, governados por guerras e conflitos internos.
Todas estas explicações de bem e mal. Todo este novo mundo me parecia uma parvoíce. Eu nem sequer era religioso. Ia lá lutar por deuses e demónios. Inicialmente não me agradou nada a ideia de viver num mundo de ficção cheio de guerras.
Olhando hoje para todas estas histórias que Cecília me contou, compreendo que ela pretendia influenciar-me, pois as coisas não são bem como ela me explicou. Em todo o caso devo continuando com a história, tal como ocorreu...
Aos poucos fui ganhando controlo destas viagens a AshWorld e podia também intervir. Aos poucos estas viagens não eram mais como um filme que me era mostrado, mas sim como um diálogo repleto de imagens, sons, cheiros... sensações totalmente diferentes da realidade que conhecia! Logo que possível reuni um conjunto de questões que queria fazer a Cecília. Aos poucos consegui controlar os meus sonhos e entrar neles como se estivesse acordado.
A primeira questão que fiz a Cecília foi:
- Então e a parte que não é controlada por nenhum império? Não existem rebeldes? Todos seguem esses ideias do bem e do mal, ou existem pessoas que lutam por si e pelos seus sem se importar com esses deuses?
Cecília sorriu. Percebo agora que era aqui que ela pretendia que eu chegasse.
- Existem áreas neutras que não foram ainda controladas por nenhum império, tanto neste mundo que te mostro, como em outros que virás a conhecer. Nestas áreas governadas por raças menos antigas e poderosas vivem os seres originais do planeta e algumas outras raças que se foram afastando do seu império de origem. É ai que se tem uma vida mais parecida com a terra. Aqui cada um vive por si e pelos seus. Não existe união a nenhum grande Deus que nos diz o que seguir ou o que pensar. Agora, finalmente estás pronto. Se assim o desejares, em 24h estarás aqui, poderás ter o poder destes seres.
Esta foi a segunda razão que me levou a escolher este caminho, "o poder". Todo aquele mundo! Um mundo de magia, tal como nos vídeo jogos! Era um mundo fantástico e atraente.
De repente senti-me voltar para o local onde tudo começou. Estávamos naquele campo, perto da rua que dava para a universidade, onde pela primeira vez entrei neste mundo de fantasia.
Da rua ouvi a Rita. Estava a fazer um escândalo por estar ali com outra mulher.
Estava de volta ao local onde vi Cecília pela segunda vez.
Tentei acalmar a Rita e perceber o que se passava mas, por mais que tentasse, ela parecia não me querer ouvir.
Ficamos ali algum tempo a discutir.
Não percebo como estava de volta. Ainda para mais tinha que aturar a Rita que fazia de tudo para expulsar Cecília.
Teríamos ficado ali toda a noite se não tivéssemos sido interrompidos por um homem de aspecto intimidador. Ao aproximar-se o homem pega numa faca e demonstra querer assaltar-nos.
Tentei tomar a atitude de homem e enfrenta-lo, proteger a Rita e a Cecília, mas a Cecília já ali não estava, havia desaparecido.
A minha atitude de homem não valeu de muito, não me senti confiante o suficiente para o enfrentar por muito tempo. Acabamos por ficar sem tudo o que tínhamos de valor. Raios! O que podia eu fazer contra aquele gigante, ainda para mais com uma faca na mão...!
A Rita tentou fugir. É claro que acabou por nos colocar numa situação ainda pior. Na tentativa de a proteger acabei por levar uma carga de porrada.
Finalmente, depois de se certificar que não possuíamos mais nada de valor, o Homem acabou por se ir embora, levando consigo os poucos valores que tínhamos. Se eu fosse mais forte…podia ter feito algo.
Este foi o terceiro pensamento que me influenciou a tomar a minha decisão. Este pensamento não me saiu da mente até reencontrar Cecília. Decididamente eu queria ser mais forte.
No dia seguinte Cecília esperava por mim à saída da universidade. Desta vez havia saído da universidade por uma porta das traseiras, um caminho não muito usual, não desejava ser assaltado novamente nem seque ver a Rita. E lá estava ela, a Cecília, como se soubesse onde me encontrar.
- Então, tens uma resposta para mim?
Perguntou-me ela.
- Definitivamente estou disposto a ajudar-te, quero aceitar. Quero saber mais sobre tudo o que me mostraste a noite passada.
- Deves ter em conta que o lado de Seol e de Gaia, o mal e o bem, nada tem a ver com Deus, Inferno ou morte. Essas crenças humanas estão ainda um pouco longe da realidade. Se bem que mesmo em AshWorld encontrarás muitos que acreditam no contrário. Se definitivamente estás decidido. Vou levar-te para este mundo, onde aprenderás a evoluir o teu poder. A que facção te pretendes juntar?
Eu não queria ser escravo de ninguém. Nem queria estar um século até ter alguma acção. Não posso ficar pelo meio termo? Perguntei? Novamente sorrindo, como se soubesse o que eu desejava, Cecília responde.
- Claro. Eu Sou um membro do clã do dragão, um guerreiro que não pertence a nenhum dos impérios.
Sabia que também irias escolher este caminho.
Não sei o que aconteceria se tivesse escolhido um outro caminho, mas parece que ela já tinha tudo planeado.
Cecília continuou.
- Se precisares de mim estarei por perto. Parto do principio que tens tudo pronto. Vou deixar-te ao cargo de um bom amigo meu. ShadowWolf é o seu nome. Um poderoso mestre que te guiará neste novo mundo. Certamente será bom para ti, mas antes toma isto.
E dizendo isto, injecta-me uma seringa com algo vermelho, quase preto.
- O que é isto?
- É sangue de elfo. O sangue desta antiga raça permite ao teu corpo evoluir o suficiente para que consigas criar e utilizar mana. A tua energia vital a partir deste momento.
Num piscar de olhos, dou por mim no meio de uma floresta. Sozinho.
“Como vim aqui parar? Para onde vou? O que faço?” pensava eu.
Isto era de loucos. Tudo estava a acontecer tão rapidamente. As vezes nem sabia se estava a viver algo real ou a sonhar.
Notava que estava em AshWorld, tudo ligeiramente diferente. Estava em AshWorld, mas agora não parecia um sonho. Agora estava mesmo lá.
- Que má altura para chegares.
Grita um velho corcunda. Ao mesmo tempo que abana um cajado invocando espíritos de lobos que saltam para atacar um zombie meio podre, já com uma perna meia comida. Nitidamente aquilo era um tradicional zombie que costumava ver nos filmes se bem que aqui era bem forte e ágil.
Depois de invocar alguns lobos, que mais pareciam fantasmas de lobos. O velho transforma-se ele próprio numa espécie de lobo. Mas era mais que isso, era um ser maior, mais forte.
Isto é a ultima coisa de que me lembro, depois de ter levado um murro daquele estúpido zombie.
Acordo mais tarde. O zombie está despedaçado no chão e o velho quase morto diz:
- Sou o shadowWolf e tu aqui não te safas. Ainda és fraco demais. Estou infectado e fraco, não posso cuidar de ti.
- Estavas a lutar contra um morto vivo?
- Hahaha! Não. Apenas uma forma de vida diferente. Uma forma de vida que antes estava completamente vivo e agora está completamente morto. Nada pode estar no meio vivo ou morto e vivo! Por mais que eles próprios achem que são mortos vivos, essa não é a realidade. Por isso é que não vale a pena juntares-te aos impérios. Ambos acreditam nos seus deuses. Deuses que lhes deveriam dar poder para estarem entre a vida e a morte, mas na realidade ninguém sabe o que se encontra para além da morte. Cá para mim é indiferente em que Deus acreditas. Por isso, segue o teu caminho sem ajudas desses tolos.
Dizendo isto, encostou a sua mão ao meu rosto. Senti uma nova energia a entrar em mim.
- Almas incompletas é tudo o que te posso oferecer neste momento. Isso… e uma vida longe daqui.
Dizendo isto, estava de volta ao campo na noite em que revi a Cecília.
Na minha mente estava o pensamento. O que ele queria dizer com oferecer-me "almas incompletas"? E, "como vim aqui parar novamente?"
O meu pensamento é quebrado pela Rita que aparece de repente a gritar. “O que estas aqui a fazer com essa mulher?”. Ali estava eu, perto da universidade, no local onde pela primeira vez conversei com Cecília.
“Déjà vu” pensava eu, incrédulo.
E novamente vejo um homem lentamente aproximar-se.
Eu conheço-te, pensava para mim. Mas algo em mim estava diferente. Principalmente desde que o ShadowWolf tinha colocado a sua mão em mim.
Este foi o momento que realmente mudou a minha vida...
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Yu All - Blood Elf - Capitulo 1
João tinha acabado de fazer 19 anos. Um recente universitário que vivia numa pequena e pacata cidade do norte de Portugal.
João era um rapaz normal que não se destacava em nada perante os seus amigos e conhecidos. Vindo de uma família de classe média baixa, demonstrava na escola uma inteligência também mediana. Um rapaz de sorriso tímido e estatura franzina. Chamava apenas à atenção dos seus colegas por namorar com uma das raparigas mais populares da Universidade.
Até então, João não tinha tido grande sucesso com as meninas, mas sem saber como, estava actualmente envolvido num invejoso relacionamento amoroso.
Uma das suas recentes amigas de universidade tinha "embirrado que ele seria o seu namorado, só podia ser isso", pensava João. "Porque haveria a mulher mais gira da Universidade querer namorar com ele!?"
O seu nome era Rita, uma das raparigas mais atraentes, inteligentes e desejadas da Universidade. Esta mulher proporcionava a João um relacionamento conflituoso, que havia atraído sobre João um conjunto de admiração, raiva e inveja.
Independentemente da recente negativa atenção dos seus colegas e dos constantes conflitos com a sua namorada no final do dia João considerava-se um rapaz feliz.
"João" este é o nome pela qual já fui conhecido. Este não é mais o meu nome. Em todo o caso, tenho que começar por aqui a minha história, contando-te os dias em que a minha vida se alterou para sempre.
Tudo começou num dia de sol, quando estava já farto da aula de economia. Era perto de meio dia, hora a que tinha combinado com Rita irmos almoçar. A barriga já chamava e nada da Rita aparecer. Tínhamos o habito de almoçar juntos, o que era péssimo para mim, uma vez que ela andava constantemente atrasada.
Farto de esperar decidi ir sozinho para a cantina. Certamente ela saberia onde me encontrar. "Onde raio é que se meteu aquela miúda!?" Pensava para comigo enquanto caminhava olhando para os lados tentando ver se a encontrava pelo caminho. Nestes últimos dias parece que me tinha tornado mais conhecido. Reparava constantemente em grupos de pessoas que olhavam para mim e pareciam observar-me.
Tentando ignorar estes olhares, dirigi-me, tal como sempre, para a cantina. Ao chegar ao pé da entrada, qual o meu espanto quando reparei numa lindíssima mulher. Também, quem não iria reparar? O seu cabelo ruivo e corpo perfeito tornavam-na impossível de não notar. Não queria dar nas vistas, nem parecer rebarbado, ainda para mais eu namorava! Além de tudo considerava-me fiel, mas... esta mulher, era absolutamente deslumbrante, tinha algo de diferente, algo que como nunca tinha visto. Não conseguindo resistir a ficar paralisado a apreciar a sua beleza. Sentei-me num local onde podia ver a chegada da Rita e ao mesmo tempo ver a minha nova inspiração. A dada altura, notei que ela também reparava em mim. Quando a vi sorrir na minha direcção..."Ahhh..." é a única coisa que me passou pela mente, bloqueei completamente. O meu coração disparou, o suor escorreu-me pelo corpo... Não soube decidir se deveria sorrir de volta ou sair dali. Continuo sem saber a resposta. Que deveria eu ter feito?
Acabei por ficar ali, paralisado enquanto a vi afastar-se.
O momento é interrompido pela chegada da Rita. "Então... que fazes aqui especado? Está na hora de irmos almoçar! Bora..." dizendo isto puxa-me pelo braço na tentativa de me apressar a irmos para a cantina.
O resto do dia correu normalmente, com a excepção do pensamento constante naquele momento. Claro que aquela mulher era lindíssima, mas nunca me havia sentido assim paralisado.
Hehehe...é verdade, nunca tive muito jeito para as mulheres, mas paralisar assim...! Não conseguia deixar de pensar que tinha sido estúpido, agido como um miúdo. "Mas, esta tinha sido uma experiência completamente surreal. O que se havia passado?" passei o dia a questionar-me sobre isto.
Embora o momento esteja comigo até hoje, não voltei a pensar muito no assunto até rever aquela mulher uma semana depois. Foi aí que, quando voltava para casa, depois de um dia de aulas me dirigia para casa e meio a medo de passar numa rua onde haviam acontecidos vários assaltos, reparei num vulto no meio de um campo. Não consegui resistir a aproximar-me, claro, nessa altura era apenas um humano...
Na altura não sabia quem era a pessoa, mas algo me atraía. Ainda meio a medo fui aproximando-me. "Afinal de contas um homem não tem medo de nada" pensava eu para mim.
O vulto, que por mais próximo que estivesse não conseguia saber quem, ou o que era, solta numa voz de mulher.
"Que bom poder finalmente falar contigo." Disse-me ela.
Não pude deixar de sentir que era ela. A mulher que me atormentara os pensamentos uma semana antes. Senti-me sendo levado para longe. Para fora do meu corpo. Via um novo mundo. Um mundo que não compreendia. Imagens voavam pela minha mente...
- Cecília, é o meu nome.
Era ela, mais bela do que nunca! No entanto, diferente. Não mais me parecia uma mulher. Parecia uma deusa. Um ser diferente. Sentia que perto de si eu era nada, insignificante! Dela podia sentir uma aura, uma energia inexplicável, algo de mágico. Algo que não sabia explicar ou compreender completamente.
A minha cabeça rodava, o meu corpo vibrava, estava confuso! Estava feliz, empolgado,...apaixonado...
- Estou a observar-te há muito tempo João. De todos, tu serás o que terá mais hipóteses. Tudo o que vês e ouves neste momento é quase que irrelevante. O que importa é que tudo isto estará ao teu domínio, se assim o desejares. Eu preciso de ti. Em alguns dias vou procurar-te e terás que decidir. "Ou vives a tua vida como até hoje. Ou agarras tudo e o tomas como teu."
Esta surreal experiência parecia um sonho.
"O que se passou?" tentei dizer a Cecília enquanto sentia os meus sentidos voltarem a ser só meus. Consegui finalmente controlar-me. Olho em volta e estou de voltar àquela rua escura, mas, estava só. Já ali não estava a Cecília, apenas eu...
Não percebi o que se passou. Estava confuso. Parecia ter sido levado para fora do meu corpo. Vi algo como um novo mundo. Vi aquela mulher, que não era uma normal mulher. O que se havia passado?! Não consegui compreender. Achei que estava a ficar maluco.
Aquele momento ficou-me na mente durante pelo menos umas 24h! A sua imagem, o seu cheiro, a sua presença...
Bem, não foi só isso... Mas isso requer mais tempo do que disponho agora para vos contar...
sábado, 12 de dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Anime é:
(rewriten)
terça-feira, 24 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Sentimento…
Demonstrando um bom e velho sexismo da qual a maioria dos homens fazem parte, incluindo eu próprio, não podia deixar de mais cedo ou mais tarde reparar numa minha perturbadora característica.
Descobri em mim um sentimento comummente classificado como pouco másculo, no sentido machista da palavra. Um sentimento não digno de um Homem com “H grande”.
Um sentimento que me leva agora a questionar “porquê?” ou “para quê?”.
Para se entender este sentimento é preciso primeiramente perceber o porquê de eu ter reparado nele. (Ou não! Mas mesmo assim vou escrever)
Como reparou há uns tempos uma boa colega, dizendo “…a sério!? Ai que giro!”, sábias palavras. Poderosas o suficiente para me levarem a ponderar esta minha ex-concepção. Estas palavras induzem-me a aceitar esta falha de forma mais leviana. Em todo o caso parece-me ainda digna de anotação.
Esta minha colega reparou que considero o sentimentalismo como um defeito.
Fraquezas emocionais, são para mim, como que um animalejo que nos afecta profundamente distorcendo o raciocínio lógico, por isto mesmo, agindo como um qualquer “H grande” ponho a emoção lá bem no fundo, bem fechada. Claro está que este fruto da minha infância machista me parece agora, graças a esse minha colega, um pouco menos essencial. Para quê fecha-las lá no fundo? Valerá a pena!
Mas, ainda assim, este sentimento não deixa de me provocar indignação. Este conflito de que o “homem” tem que se o bom e velho “Homem”.
E é graças a esta minha característica que reparei que tenho um irracional desejo de acreditar no… “amor perfeito”.
È verdade, este é o meu tão criticado defeito.
Este cliché digno das mais femininas e antiquadas mulheres, provocou-me recentemente uma certa indignação.
Ora, …“Amor prefeito” é uma complexa conjuntura que depende de vários pré-requisitos. Primariamente é algo que deverá existir pré-destinado. Algo que seja notório desde o primeiro contacto. Que deverá ser sentido por ambas as partes no momento em que ambos os olhares se trocam pela primeira vez, provocando um instantâneo reconhecimento das suas almas, o que irreversivelmente levará à felicidade proferida. Algo assim tipo filme de Hollywood.
Será isto pedir demais?
Analisado o meu passado, a minha felicidade nunca dependeu destes primeiros olhares mágicos, mas sim dos inicialmente inquietantes, distantes e frios olhares … mas… mesmo assim… continua o conflito…“amor perfeito”…era giro…
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Heroes e Heróis
Quem é que nunca se imaginou viver num outro mundo!? Uma realidade alternativa…
Onde tudo fosse possível. Algo tipo os Heroes ou o seu correspondente em BD o X-men.
Onde sempre que se desejasse, se pudesses dizer ao mundo “Eu estou aqui!!!”, mas dize-lo com uma explosão de energia que se revelaria numa fantástica e impressionante promoção do teu ser, da tua alma… um local onde, ainda mais importante, pudesses identificar os teus sem ter que realmente os conheceres.
Basicamente este é um desejo de quem não encontrou o seu grupo, aqueles que te completam, que te ajudam a ultrapassar tudo e todos. Fica assim a necessidade de nos refugiarmos em algum local longe desta esbatida, ignorante e injusta realidade.
A solução seria viver pelo menos duas vezes, esta vida é demasiado complexa, seria necessário que cada pessoa vivesse uma vida de amargura, dedicação à evolução e ao conhecimento. E depois, tudo recomeçava, sabendo dar à vida o devido valor e compreendendo exactamente o que se deseja e como alcança-lo.
Mesmo eu sendo, agora, eu próprio, com mais conhecimento de mim próprio e do que desejo, sinto-me ainda perdido. Quanto mais penso sobre a vida pior é. Poetas filósofos, que nada mais fazem se não perder tempo a tentar compreender e a conseguir descrever tudo ao seu redor. E o “agir”?
Há varias conclusões que quero retirar desta epifania, mas primariamente tenho que identificar que talvez seja necessário deixar de tentar compreender, passar a agir sem pensar, agir como uma besta ignorante e insensível, tal como todas as outras.
Pode ser que nesta fase transitória da minha vida tal seja possível.
Eu devia criar uma empresa…uma comunidade, já que a prévia tentativa ainda me parece distante…
Criar uma irmandade de mentes que tenham os mesmos ideais…mas também…onde é que raio é que elas andam!?
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
A noite dos não
Uma energia descomunal.
As ninfas perfeitas.
Ingredientes necessários e propícios a uma evolução sem precedentes.
Foi nesta noite que se deu uma grande transformação.
A maior realização pessoal dos últimos tempos!!!
Finalmente as barreiras foram destruídas, o obstáculo principal derrotado.
É chegado o momento sem retorno em que os sonhos se tornam realidade!
Finalmente, Eu sou “EU”!!!
quarta-feira, 15 de julho de 2009
human_ity
How is it possible that humans have no humanity?!
Ok...é algo velho, já mais que debatido e filosofado e todos nós já nos apercebemos disto!
Mesmo assim....interessante!
Hoje, estava eu no meu oficio a ouvir um bom Bon Jovi, a divagar sobre a realidade que nos envolve...e sabem que mais!?
Isto não importa! Seja como for que vivas enquadras-te sempre e há sempre um grupo a seguir esses ideais.
Ou então sou só eu a amargurar a minha falta de objectivos... todos aqueles que ambicionei me parecem tão distantes e difíceis de alcançar!
(Move on...o mundo espera-te!)
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Traição
I feel it, beneath my own Skeen! Beneath my own being!
Cada vez se torna mais dificil manter a amizade!
Je te vois loin, et je suis heureux avec ça! Je sais qui ça te fait bien.
But I do not approve your options, the changes that are taking place inside of you...I know you are choosing the wrong path.
Como não o vês?
Quand tu va réaliser ça?
Never!?...Probably!...
mas...
mais...
but...
...!?




