terça-feira, 19 de julho de 2011

Reflexão ao blog(er)

Aqui encontram-se ardentes opiniões, desejos, sensações arrancadas do peito com vários murros na alma à mistura. Sempre imutável e radiante ela continua a evoluir!  Contra ventos fortes que lhe tentam alteraram o rumo. Descobri que da fonte ainda brota a alegria de ver este jardim crescer.

Com nostalgia recordo que já à muito descobri a minha vocação para os amores instantâneos, parvos, mas verdadeiros, espinhos cravados com os escudos levantados, pedaços do meu trilho, migalhas no meu ser. A Bella é que deve ser homenageada, sempre difícil e importante, imutável sofredora.

Alheio a tudo aqui encontro espelhado o meu lento amadurecer. A diminuição do ser inocente e parvo, o continuar do aprendiz que erra sem parar. Terei  50 anos e ainda estarei na busca do encaixe perfeito...
Um velho gaiteiro, charme constante, cabelo pouco ondulante, camisa aos quadrados, jeans velhos e botas da tropa, no meio da selva a lutar com dragões, fadas e vilões...
Ainda nessa altura a evoluir, amadurecer e lutar contra ferozes ventos... Aí mais forte que nunca continuarei a filosofar "aparvalhadamente"...e se dai depender a minha felicidade então... "so be it".

Felicidades a todos os possíveis leitores e todos aqueles que invariavelmente contribuem para este ser que hoje aqui se encontra.

Relax and have fun...

ps. Parabéns à LEGA ;) que ainda vai conquistar o mundo... possivelmente ai já sem mim...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Yu All - A verdade dos deuses - S2 Capitulo 1


Anos passaram até que finalmente AshWorld está quase por completo conquistado pelas forças do Clã do Dragão. Com os anos este clã unificou todos os territórios, todas as raças, todos os poderes. O último território está finalmente ao alcance!
Guilherme lidera uma pequena força de reconhecimento do local. Ele é agora o robusto e imponente homem que alcançou em tempo recorde a posição de general do Clã. É considerado por todos como o legítimo sucessor ao trono do clã.

Guilherme e a sua pequena força de reconhecimento aproximam-se da pequena ilha que constitui o último território de Seol. Esta está coberta de uma estranha fumaça negra que não deixa ver o que se passa no seu interior. Provavelmente os grandes líderes do império de Seol estão aqui, a preparar-se para a sua última batalha.
Entram sem o mínimo de medo. Peritos em espionagem, bem camuflados e protegidos por grandes poderes mágicos correm por uma imensa floresta de árvores mortas, rochedos afiados, odores repugnantes, fendas e ravinas com profundidades astronómicas.

Rapidamente se aproximam de uma vila. Não sentem presenças. Correm a verificar que apenas restam alguns esqueletos de orks já há muito mortos. Toda a vila está abandonada. As árvores crescem pelo meio da rua, os insectos e roedores ocupam o lugar dos ex residentes.
Guilherme e a sua força de reconhecimento apressam-se a em direcção a uma pequena montanha. Talvez do cimo da montanha consigam avistar onde o inimigo se esconde. À saída da vila um homem magro e coberto de sujidade espera-os.

"Parem!", ordena Guilherme.
"Quem és tu?" pergunta-lhe.
Não obtém resposta.
É demasiado estranho no território final do inimigo encontrarmos uma ilha vazia, cheia de esqueletos, onde apenas se encontra vivo um homem, aparentemente às portas da morte. Guilherme não detecta vindo dele qualquer tipo de poder negro ou malícia.

Guilherme – Encontras-te em território inimigo, se cooperares nada de mal te acontece. Explica-me o que se passou aqui.
Guilherme faz sinal para que o cerquem.
O homem levanta a cabeça e olha-o com um sorriso.

"Nem sabes o quão bom é rever-te" diz o homem olhando Guilherme.
Guilherme sente um poder enorme elevar-se à volta deles! Ordena a todos que parem. Que se preparem para o que aí vem!
Todos olham para os lados, tentando perceber o que se aproxima. É geral o terror nas suas caras. Uma aura maligna atinge-os. Os pequenos roedores e aves fogem aterrorizados. Ouvem-se gritos e gemidos vindos das profundezas, o próprio chão treme como se por debaixo deles um exercito se movesse.
Um dos aliados de Guilherme corre em direcção à vila gritando de medo.
Mais dois correm atrás dele tentando-o deter.
O fumo característico da zona assume uma forma parecida com três tentáculos e puxa-os para longe.
À volta dos restantes, o fumo intensifica-se e cerca-os formando um enorme tornado que gira em sua volta. Eles permanecem no meio deste tornado sem perceberem o que os espera do outro lado das paredes de vento, fumo, poeira e relâmpagos que agora se intensifica. Do lado de fora do tornado ouvem-se gritos de dor e raiva que parecem cada vez mais próximos. Parece que um enorme exército se aproxima. Todos se preparam para contra atacar com tudo o que têm...
"Ataquem! Não importa como! Ataquem em todas as direcções!" ordena Guilherme.
Era fantástico ver os raios coloridos de diversas invocações, encantamentos, e todos os tipos de magias. Abundavam as bolas de fogo, os raios eléctricos, ácidos corrosivos, venenos, setas e outras armas voavam em todas as direcções.
De nada adiantou. O fumo rodopiava à volta de todos assumindo por vezes a forma de mãos ou tentáculos que tentavam capturar Guilherme e os seus guerreiros. "O próprio fumo parece ter vida" pensa Guilhereme, sendo ele o único que resta no centro do redemoinho.
O estranho homem sorriu. Guilherme apercebendo-se saltou para atacá-lo.
Guilherme - Não sei como o fazes. Não sei como não sinto o teu poder. Mas sei que tu estás por detrás disto. Se te matar pode ser que resolva a questão.
Guilherme salta contra o homem. A sua velocidade era absolutamente estonteante. Em menos de um segundo Guilherme transformou-se e saltou em direcção do homem. À volta de Guilherme apareceram uma armadura e uma enorme espada. A armadura parecia pregada ao seu corpo, como se à volta de todo o seu corpo crescessem escamas de dragão. Era absolutamente espantoso de ver toda a imponência da transformação. A sua espada de metro e meio brilhava como se tivesse luz própria. A raiva no rosto de Guilherme é notória.
Ainda mal Guilherme havia parado de falar e já havia saltado mais de dez metros em direcção ao estranho homem e estava prestes a rachá-lo ao meio com um corte limpo da sua espada. Mas a espada embate apenas na mão do homem que a agarra sem esforço.
"Guilherme, tem calma. Nada te vai acontecer. Não temas por ti nem pelos teus homens." Disse o estranho homem com um grande sorriso.
Sem que Guilherme tenha sequer tempo de reagir, o homem passa por debaixo da espada e abraça-o.
Guilherme não percebe o que se passa, mas tenta libertar-se com toda a força.
O homem olha-o sorrindo. O fumo que os cercava desaparece deixando aparecer o sol e a estranha beleza do pequeno jardim onde se encontram.
"O nome Pyros diz-te algo?" diz o homem a Guilherme soltando-o.
Guilherme - O que sabes tu do Pyros? Ele está vivo? Onde está? Não me digas que... tu és o Pyros?
Pyros - É tão bom ver-te. Sabia que irias ser muito poderoso, mas nunca pensei que serias tanto. Não te preocupes com nada. Já tratei de tudo. Afastei os teus homens apenas para ver o teu poder, relembrar os tempos em que treinávamos juntos. Não precisas dizer nada. Em breve vou embora. Entrego-te AshWorld com todo o gosto!
Guilherme assume a sua forma normal, fazendo desaparecer a armadura e espada. Não sabia como reagir. Abraçou Pyros e emocionado perguntou-lhe "Mas o que foi feito de ti? O que fazes aqui? Em Seol? Porque nos abandonaste? Temos-te procurado por todo o mundo. Temos sentido muito a tua falta, não devias ter fugido."
Pyros - Não te preocupes comigo! Sabes, já sei onde está Cecília. Vou buscá-la. Ainda não desisti! Bem, vou ter que ir. Seol já não vai envolver-se neste mundo. Declarei este planeta como sendo vosso."
Guilherme - Mas o que dizes? Não nos vais abandonar novamente, ou vais? Tens que esquecer a Cecília. Ela está morta, não há nada que possas fazer!
Pyros - Tu não conheces a realidade deste mundo! Ela está prisioneira no pior dos infernos. Mas eu vou salvá-la. Desculpa, mas tenho mesmo que ir. Cuida bem deste planeta.
Guilherme - Mas, conta-me! Onde estão os grandes líderes de Seol, não estão a preparar-se para a grande batalha?
Pyros - Este planeta agora é teu. Eu estou a dar-to. Os ex líderes ou morreram nas minhas mãos ou trabalham agora para mim. Hehehe o que vai dar ao mesmo...trabalham todos para mim...
 Já não resta nada de Seol neste planeta. Vou tratar para que nunca mais aqui ninguém venha vindo do novo império de Seol. Este planeta está conectado a quatro outros mundos. Um mundo de Gaia, o bastião do seu poder, outro o nosso famoso planeta Terra, nenhum desses me interessa. Quanto aos outros dois, mantêm-te longe deles um deles é muito fraco fraco em termos de magias , este logo que possa vou conquistá-lo e declara-lo o meu mundo. Meu e de Cecília! Nada precisam temer dele. E um terceiro que infelizmente terei que destruir. Por isso AshWorld estará para sempre protegido, conectado com mundos controlados por mim ou por Gaia, finalmente AshWorld terá eterna paz. Tenho saudades de todos, da Lara, da Cristina, espero voltar a vê-los a todos em breve.

Guilherme - Espera, anda comigo! Explica-te melhor! Vamos rever todas as pessoas que sentem a tua falta. Depois se realmente quiseres, podes ir-te embora para toda essa vida de destruir e conquistar planetas.

As palavras de Guilherme já são proferidas tarde tarde...com o final destas, Pyros desapareceu com todo o fumo e restos de magia que se sentia no ar. Ao longe Guilherme viu os seus companheiros correrem para ele.
- General, conseguimos sair do fumo. O que se passou? Vamos cancelar a invasão?
- General como podemos derrotar esta coisa?
- General, onde está o homem? conseguiu destruí-lo? Era ele quem controlava o fumo?
- Eu sabia que o nosso general era invencível. Claro que ele destruiu este demónio do fumo.
Guilherme - Vamos para casa homens. Já não há mais invasão, nem guerra, nem homem do fumo. Agora somos livres...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Desabafo estranho

É estranho constatar, que se intrometem na nossa vida com o único objectivo de prejudicar!
É estranho constatar, que todas as vezes, sem excepção, a mim essa intromissão teve o resultado oposto.

No seu desejo de destruir e incapacidade para compreender.
Mais me aproximei do que se pretendia abolir com uma renovada vontade de a compreender.

O principal alvo são as relações do coração.
Na sua ânsia, os intrometidos provocam o reverso da medalha,
relembram que o outro existe,
que é necessário união,
facilmente surge um renovado desejo de protecção.

É para mim estranho, pensar, que há quem conviva com o ódio, inveja, vontade de prejudicar...
e não me parece que queiram mudar.
Atitudes parvas e ignorantes que apenas procuram magoar! Fazem-no, com incapacidade de ser sensível. Não se apercebem que o mal se apodera do coração e admiram-se quando este pára de funcionar.
No final a amargura corroí-te a cada gesto.

Seja como for... não estou à toa,
posso-te afirmar, que estou numa boa,
continuando a dizer que é estranho constatar...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Yu all - O Avatar - Capitulo 2

Anabela, the long life love of Bruno...




AshWorld
O espírito de Luís foi resgatado e enviado para a terra. Agora aguarda que o seu destino seja decidido pelos paladinos terrestres.Até que Luís pudesse recuperar todo o seu puder, este deverá viver através de um corpo humano.
Bruno, um jovem normal, filho de um grande general paladino foi o escolhido para partilhar este destino. A sua grande apetência para a magia faziam dele o hospedeiro ideal.

Como sempre acontecia com os jovens filhos de Paladinos, Bruno não fazia ideia de quem eram ou o que eram os Paladinos, do que é AshWorld, ou muito menos podia alguma vez saber qual o destino que seus pais aceitaram para ele.

O império de Gaia, havia decidido que AshWorld deveria ser herdado pelo império do Dragão e como prova de empenho em dar-lhes o planeta, Gaia ordenou à ordem de Paladinos que entregasse uma poção de sangue de elfo à emissária Cecília, que se encontrava na terra a recrutar jovens promissores para que se juntassem ao seu império. Com este sangue podiam ser preparadas poderosas poções que iriam ajudar no rápido desenvolvimento do império do Dragão.
Os mais promissores jovens eram Bruno e João. Segundo havia sido decidido, estes seriam ambos recrutados para o Império como sendo aqueles que iriam absorver a poção e tornar-se na grande força que destruiria Seol.
Bruno era filho de dois grandes paladinos, a linhagem deste clã de grandes guerreiros conferiam-lhe um grande poder e um promissor futuro.
Já João era uma inexplicável anomalia. Apenas o pai, e avós paternos eram paladinos e embora o poder dos seus antepassados não fosse muito grande, João havia nascido com uma inexplicável apetência para a magia.
É necessário agir e recrutar estes jovens o quanto antes. Antes que as forças de Seol os encontrem.

  Reunião de Paladinos
Com o debilitado actual estado de Luís, medidas tinham que ser tomadas. Gaia voltou com a sua palavra atrás e ordenou que a poção de elfo fosse usada para devolver o espírito de Luís a um corpo humano.
O seu espírito estava suspenso entre o mundo dos vivos e o dos mortos por uma poderosa magia que enfraquecia a cada minuto que passa. Várias providências deveriam ser rapidamente tomadas.
Cecília, Carolina e ShadowWolf os três emissários do Império do Dragão estavam em Lisboa como recrutadores e diplomatas e têm como principal missão garantir a selecção e segurança dos novos recrutas.
Inexplicavelmente as forças de Seol haviam entrado na Terra e estavam a matar os possíveis candidatos. As escolhas devem ser feitas rapidamente e a segurança dos jovens deve ser assegurada.
Os paladinos não estão a conseguir manter a segurança do planeta e como forma de resolver a questão decidiu-se que Bruno deveria ser o humano que iria receber grande parte do sangue de elfo, mas não com o objectivo de fortalecer o seu potencial mágico para que este fosse recrutado para o Clã do Dragão mas sim com o objectivo de preparar o seu corpo para que este sirva de receptor para o espírito de Luís.
Cecília Carolina e ShadowWolf não deveriam contar isto a ninguém, nem mesmo aos superiores do seu Clã, uma vez que isto podia provocar o fim das relações entre o Clã e Gaia.

  A mudança de Bruno
Os vários paladinos reúnem-se com Cecília, Carolina e ShadowGost.
Com um ar de liderança e aparente preocupação o pai de Bruno dirige-se a todos.

PAI DE BRUNO - Hoje temos uma importante missão. Temos que assegurar a sobrevivência do imortal Luís. O seu espírito sobreviverá através do corpo do meu filho Bruno. Ficou decidido que este não irá saber o que se passa. É provável que ele suspeite graças às capacidades de visão do passado, presente e futuro que corre no sangue da nossa família, mas estou certo que para ele que sempre viveu à parte deste mundo, tudo lhe irá parecer ficção, sonhos, delírios... Faço isto para o bem do clã, de todo o planeta Terra e AshWorld e especialmente para o bem dos próprios Luís e Bruno.
CAROLINA - Ele está aqui. Pára com o discurso, vamos proceder ao ritual.
CECÍLIA - Bruno, eu sei que nos podes ouvir. Estes sonhos desaparecem a partir de agora...

Bruno presencia tudo isto através de sonhos, mas neste caso o sonho termina com as palavras de Cecília. Acorda apenas na manhã seguinte. Está já atrasado para a defesa do seu primeiro caso como advogado. Bruno salta da cama e apressa-se. Ao sair de casa Cláudia vem ter com ele desejar-lhe boa sorte para o caso.
É estranho reparar que Bruno não está preocupado. Já não parece cansado como de costume. Além de tudo está com um sorriso, nada normal pensa ela. Nem mesmo quando ela lhe relembra que o chefe vai lá estar e que este é um caso de extrema importância ele demonstra o mínimo de preocupação.
Cláudia não se apercebe que Bruno não está preocupado e insiste "deves ter calma que tudo vai correr bem". Bruno pára tudo, olha-a nos olhos sorrindo e diz-lhe "claro que vai tudo correr bem".
Cláudia sorri perplexa com o anormal optimismo de Bruno.
Bruno corre para o tribunal. Ao chegar, o chefe já com má cara diz-lhe que as coisas se alteraram que existem provas que comprovam a culpa do seu cliente, que é um caso difícil e não deve ser ele a fazer a defesa.
BRUNO - Nada disso. Este caso é meu. Estou preparado.
Bruno continua caminhando com confiança, deixando o chefe para trás.
Passa por Anabela e cheio de convicção diz-lhe "bom dia, querida Belinha". Ela responde com um sorriso.
"Wouu que sorriso..." pensa Bruno, enquanto, cheio de confiança, entra na sala de audiências.
O seu cliente de nome António Jozé, mais conhecido como Dr. Tó, é filho de um juíz, é acusado de rapto e violação. Bruno olha-o avaliando-o e questionando-se sobre a sua inocência. Era notória a arrogância do jovem.
Em todo o caso Bruno está decidido. Um cliente é um cliente. Fui contratado para provar a sua inocência e é o que vou fazer.
O julgamento começa. Realmente haviam novas provas que sugeriam a culpa do seu cliente, mas nada para além da vitória paira na cabeça de Bruno.
As provas surgem, as testemunhas atropelam-se. Nada bate certo. A acusação nada consegue provar. Para Bruno esta foi uma defesa fácil. Este sai da sala de audiências com um ar de sucesso. Foi o seu primeiro caso e havia conseguido ilibar o seu cliente de todas as acusações.
O seu chefe apressa-se para o cumprimentar.
CHEFE - Saíste-te bem miúdo.
"Tive um bom professor", diz Bruno bajulando o seu chefe.
Ao mesmo tempo o chefe chama Anabela para que venha cumprimentar Bruno. Anabela está furiosa. Olha Bruno com um ar de desagrado e sai dali sem sequer o felicitar.
CHEFE - Não lhe ligues. Ainda é jovem. Aparece mais logo na festa. O nosso cliente fez questão de nos convidar. Não te atrevas a faltar... espera Anabela.
Dito isto Bruno é deixado só. O seu chefe corre atrás de Anabela.
Bruno, já ao longe parece ouvir o chefe a dizer a Anabela "querida, não podes reagir assim". "Não, devo ter ouvido mal!" prefere ele pensar.


Reviravolta
O julgamento havia durado toda a manhã e grande parte da tarde. Quando Bruno chega a casa para se preparar para o seu grande jantar de comemoração Cláudia espera-o. Esta já sabia da vitória dele e havia preparado um jantar de comemoração.
"Falaram agora do teu caso na T.V., preparei um jantar para nós comemorar-mos" disse-lhe Cláudia correndo para o felicitar.
Era visível o seu olhar de tristeza ao saber que não poderia comemorar este momento com Bruno. Sem grande tempo este ainda tenta animá-la e comer um pouco, mas tem que se apressar, o local do jantar com o cliente ainda é longe.
De qualquer das formas para Bruno aquele jantar parecia-lhe algo anormal. Afinal de contas Bruno e Cláudia são apenas amigos. O gesto dela  merece a sua melhor consideração, mas seria possível que algo estivesse a surgir ali? A dúvida começa a abalar Bruno. Em todo o caso este tem que se apressar e não tem tempo para pensar em romances. Para ele Cláudia é apenas uma boa amiga e assim deve continuar. No seu coração há apenas lugar para Anabela.

Já no jantar todos felicitam o jovem Dr. Tó e o seu advogado. Ambos são o brilho da festa. A noite passa, Bruno é elogiado por todos, conhece vários contactos importantes para o seu futuro profissional, bebe bastante.  É já quase de madrugada quando o seu chefe lhe diz que é melhor irem embora.
BRUNO - Antes vou só passar no WC.
A caminho da casa de banho, Bruno repara que o Dr. Tó que está a agarrar violentamente uma empregada tentando beijá-la. Ele corre para os separar, nota que o jovem também bebeu demasiado e brinca com a situação.
BRUNO - Se continuares assim terei que ir novamente a tribunal defender-te. Ao menos devo ter mais vitórias esmagadoras como a de hoje.
DR. TÓ - Vitórias fáceis queres tu dizer! Assim acho que nem de advogado precisava.
BRUNO - O que estás a insinuar?
Enquanto isto o chefe de Bruno aproxima-se.
DR. TÓ - Se não fosse o meu pai a dar um jeito em algumas pessoas tu nem servirias para me lamber os sapatos.
CHEFE - Vamos lá a ter calma. É melhor irmos embora. Vamos Bruno.
BRUNO - O que é que ele está a dizer? Isto é verdade?
CHEFE - Não vamos falar disso agora. Deixemos o senhor Dr. ir deitar-se Vamos embora!
Ao mesmo tempo o chefe agarra Bruno e diz-lhe ao ouvido.
CHEFE - Não sabes onde te estás a meter. É melhor não saberes de nada. Vamos antes que as coisas corram mal.
Dizendo isto entra um segurança na sala. O jovem dirige-se a ele e ordena-lhe que dê uma lição a Bruno. Mais dois seguranças aparecem.
CHEFE - Vamos a ter calma. Nada disto é necessário. Eu assumo a responsabilidade. Vamos a ter calma.

Bruno não pode acreditar no que se está a passar. Não sabe como reagir.
Os seguranças agarram-no a ele e ao Chefe.

(continua)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010